3 Milhões de Nós
0:00 Olá. Olá a todos. Então, é com imenso prazer e muita honra que aceitei este convite para
0:11 estar aqui convosco e neste painel vou começar por falar sobre a relação com os outros
0:19 no âmbito da família e da comunidade. Então, isto na minha vida começou mais ou menos
0:25 quando eu tinha 15, 16 anos, 1995, 1996, foi numa altura em que eu entrei para uma paróquia
0:32 especial que é a paróquia de Oeiras, vinda de Macau, num ambiente completamente diferente,
0:37 e nessa paróquia houve qualquer coisa em mim que despertou um sentido de consciência
0:43 do mundo. Então, queria falar-vos de um dia em especial em que no meu grupo de jovens,
0:49 em que tínhamos reuniões todas as semanas, ao fim do dia, à noite, o animador do meu
0:54 grupo de jovens trouxe esta, entre outras fotografias, porque eram as fotografias do
0:59 World Press Photo, que é um concurso de fotografias de fotojornalismo que todos os anos têm uns
1:04 premiados e a revista CAIS, que é aquela revista que é depois vendida pelo Sem Abrigo
1:09 na rua, a revista CAIS faz um número todos os anos com as fotografias vencedoras do World
1:14 Press Photo. E esse meu animador do grupo de jovens usou essas fotografias para essa reunião
1:20 e espalhou-as no chão, e nós fizemos uma reunião de que eu já não me lembro, mas
1:25 lembro-me do impacto que teve em mim ver essas fotografias, esta em concreto, que é uma fotografia
1:29 do Haiti, de um menino a roubar um pedaço de carne para levar para casa, para a família.
1:34 O terror nos olhos desta criança, a fome que eu adivinhava que ela vivia, marcou-me
1:40 imenso e eu na altura escrevi umas linhas que depois reencontrei anos mais tarde, em
1:46 que eu dizia a minha vida terá de ser muito maior do que eu. Eu tinha 16 anos e senti
1:51 com muita força que eu sou pequenina e tudo que for em desejos meus e ambições minhas
1:56 são pequeninas, mesquinhas, a minha vida tem de ir para lá disto. E continuei a escrever,
2:02 não tenho, não tem ninguém, parece-me, o direito de viver no esquecimento dos outros
2:07 e de tudo o que tenho possibilidade de fazer por eles, se quiser. Como esquecer que fui
2:12 presenteada com tanta coisa que nada fiz para merecer e que a maior parte das pessoas não
2:18 partilha? Como coexistir com a miséria? Como coexistir com a consciência da miséria?
2:25 Não posso nunca esquecer que há um laço inquebrável que une todas as pessoas e enquanto
2:31 houver neste mundo quem não tenha condições dignas para viver como eu e ser feliz, não
2:36 poderei descansar.
2:37 Isto, na altura, foi uma intuição que mudou completamente a minha perspectiva do mundo,
2:47 do meu uso do tempo, daquilo a que eu sinto que tenho direito ou não tenho direito de
2:51 fazer e da minha consciência nas compras diárias, etc. Comecei a fazer voluntariado,
2:57 até esta é uma fotografia dos tempos, olhem, em que as fotografias vinham desfocadas, porque
3:02 eram analógicas e a gente só tirava uma e revelava o rolo um mês depois. Então comecei
3:08 a fazer voluntariado, por exemplo, com os doentes mentais nas casas de saúde das irmãs
3:13 hospitaleiras, passava lá grande parte das minhas férias e depois houve outra coisa
3:18 que foi muito importante, que foi ir a TZ pela primeira vez, aos 16 anos também, a
3:22 minha paróquia tinha uma relação muito forte com a comunidade de TZ. Há muitas pessoas
3:25 que conhecem TZ, se calhar algumas não, então vou explicar que TZ é uma comunidade monástica
3:31 em França, ecuménica, que recebe jovens de todo o mundo que vão para lá passar uma
3:36 temporada juntos a que viver em comunidade. Trabalham juntos, rezam juntos, conversam
3:43 e conhecem pessoas de todo o mundo e com imensas maneiras diferentes de ser e de estar. Às
3:47 vezes chegam a estar 5, 6 mil jovens numa semana em TZ. Eu passei a ir a TZ com muita
3:52 frequência, várias vezes por ano, e houve um ano em 1998 em que eu comecei a gostar
3:58 também muito da parte lúdica de TZ, em que há imensos músicos que se juntam e
4:02 que tocam e vêm de diferentes sítios e trazem instrumentos diferentes. Houve um músico
4:06 em especial que me tocou no coração, que é aquele barbudo que está ali, com quem
4:10 eu passei a cantar também e com quem estou desde aí, portanto depois casámos mais tarde.
4:16 Quando eu e o meu marido, ele é italiano, quando eu e o meu marido nos conhecemos e
4:28 começámos a namorar mais tarde, portanto ainda escrevemos cartas e tudo, isto é mesmo
4:32 outra geração, e quando começámos a namorar em TZ, lembro-me, ou seja, não começámos
4:38 a namorar em TZ, mas depois, a vez que tivemos a TZ, estávamos lá num sítio muito especial
4:42 que é ao pé do lago de TZ e tivemos uma conversa muito importante em que eu lhe estava
4:45 a contar da dita intuição que eu tinha sentido, de que eu queria talvez ser missionária
4:50 ou de qualquer das maneiras dedicar grande parte da minha vida aos outros e que eu sentia
4:53 um dever ético profundíssimo. E ele disse, eu também sinto isso, é evidente para mim.
4:57 Sempre senti num sonho tanto com a África, porque eu tinha o sonho de ir à África,
5:00 ele dizia, não, eu é mais América Latina, mas ficou claro para nós que se tínhamos
5:05 os dois esta intuição, este sentido muito forte de justiça e de dever perante os outros
5:11 e se nos tínhamos encontrado na improbabilidade, visto que vínhamos de dois países diferentes,
5:17 não poderíamos não fazer disto um dos cunhos especiais da nossa vida.
5:21 E então fomos a Moçambique duas vezes, ainda namorados, fazer um curso de alfabetização
5:26 de adultos e de formação de alfabetizadores. Esta é a minha turminha de alfabetizadores,
5:32 que depois prosseguiu o processo de alfabetização. Isto é o caderno de uma das alunas do Andréa,
5:38 que estava a aprender a ler e escrever aos 50 e tal anos e que não conseguia sequer
5:41 empunhar a caneta no princípio do curso e que depois aprendeu a escrever o seu nome.
5:46 Isto era tão importante para eles, que tinham um carimbo no bilhete de identidade a dizer
5:50 não sabe assinar. E depois passaram a conseguir assinar o seu bilhete de identidade.
5:55 Mas isso não foi a coisa mais importante. Uma das coisas que nós aprendemos em Moçambique,
5:59 como o missionário que estava lá connosco, era que nada faz sentido se não for feito
6:03 com base no amor e na relação humana. Quando nós chegámos lá e dissemos, Frã Marina,
6:07 qual é a coisa principal deste curso que vimos fazer, e que estávamos a preparar há
6:10 um ano o curso com imenso cuidado, fomos aprender as técnicas de alfabetização do Paulo Freire,
6:16 um pedagogo do Brasil e tal. E o Freire disse-nos, não me interessa se vão aprender a ler ou
6:20 escrever, o que me interessa é a relação humana. A relação. Conheçam-nos, amem-nos,
6:25 deixem-se amar. E assim foi. Isso foi a coisa mais importante, foi o tesouro que trouxemos
6:29 de Moçambique, foi a relação humana e o profundo amor que ali cresceu ao longo daquelas
6:37 semanas em que lá estivemos. Depois casámos e na homilia do nosso casamento houve uma
6:41 mensagem que nos ficou também para sempre e que vos trouxe hoje.
6:44 Uma vez, há poucos anos, li um livro de um casal que não tinha cortinas em sua casa.
6:50 De facto, nunca tinha conseguido juntar dinheiro para comprar as cortinas, porque quando já
6:55 tinha o dinheiro suficiente, aparecia alguém que precisava desse dinheiro.
7:02 Que a porta aberta de vossa casa seja mais importante que as cortinas.
7:07 Esta mensagem foi muito importante e trouxe-me-la sempre no nosso coração. Quando eu estava
7:17 a preparar esta sessão, quando me telefonaram a dizer que ia fazer esta sessão hoje e eu
7:22 disse às tantas lá em casa, vou buscar o vídeo do casamento e o André disse-me, as
7:26 cortinas. Eu sim, as cortinas. Nós depois, quando casámos, já tínhamos tudo programado,
7:32 queríamos fazer uma viagem pela América Latina, de mochila às costas, a visitar projetos
7:37 de ONGs, projetos locais, comunidades locais, pequenas igrejas que faziam ação social
7:44 aqui ou ali, porque queríamos descobrir o nosso lugar no mundo e conhecer a realidade
7:48 social desses países. Começámos no México, fomos sempre via terra até ao Peru, depois
7:53 voltámos, depois fomos para a Argentina, depois voltámos, depois fomos para o Brasil.
7:56 Enfim, ao longo dos anos, fomos sempre voltando muitas vezes. Isto é a única fotografia que
8:01 eu tenho desse ano de viagem, de mochila às costas, portanto, qualidade espetacular,
8:05 mas lá está, nós não andávamos de telemóvel na altura. Tenho aqui algumas imagens, isto
8:11 aqui é na Nicarágua. Desculpem, na Nicarágua, numa luta pelos direitos dos trabalhadores,
8:18 estavam a morrer todos de câncer por causa dos pesticidas que eram usados nas plantações.
8:22 No México, em comunidades de indígenas, onde estivemos também, enfim, sempre experiências
8:28 divertíssimas. Na Amazónia, esta foi a nossa casa durante uma semana, nos rios da
8:33 Amazónia, também a conhecer realidades muito especiais. Isto no Equador, numa família
8:38 que nos acolheu durante uma semana em sua casa e com quem estivemos a viver no dia-a-dia,
8:42 a aprender quais eram as dinâmicas do seu dia-a-dia, que também eram pessoas incríveis
8:45 que faziam imenso pela comunidade. E uma das coisas que nos tocou também sempre é que
8:51 estivemos sempre acolhidos, acolhidos de portas abertas, nas casas das pessoas, a dormir nas
8:55 suas camas, a comer a única galinha que tinham num quintal e que matavam para nos
8:59 dar a nós que tínhamos chegado. E pensámos, quando nós voltarmos, a nossa casa tem de
9:03 estar realmente aberta, tal como fizeram para nós. Isso tem sido uma coisa que nos volta
9:08 sempre. Às vezes há pessoas que nos dizem, olha, vimos agora a Lisboa, podemos ficar em
9:12 vossa casa. Às vezes não dá jeito, mas ficamos sempre a ganhar. E isso foi uma coisa
9:16 que nos ensinou esta viagem. E então a questão era, regresso a Portugal agora. Agora vamos
9:22 fazer o quê? Nós sentimos que éramos chamados a regressar porque aquilo que mais faltava
9:27 no mundo, sentimos nós, é consciência disto, das injustiças, das desigualdades, dos mecanismos
9:33 que provocam a pobreza e a injustiça no mundo. E sentimos que nós éramos menos necessários
9:40 enquanto mão de obra, digamos, para fazer lá nesses países as ações solidárias,
9:48 quanto éramos necessários aqui para sensibilizar para tudo aquilo que tínhamos visto e que
9:53 era urgente mudar. E então voltámos, fundámos uma associação, tivemos ligados a várias
9:57 outras associações, em várias lutas ao longo dos anos, muito na onda sempre da sensibilização
10:03 para problemáticas que precisam de um despertado de consciência. Tivemos ligados ao comércio
10:09 justo e ao turismo ético. Portanto, ambas as realidades que têm a ver com fazer comércio
10:14 de outra forma, pagando o preço justo ao produtor, fazer turismo de outra forma, indo
10:20 conhecer as populações locais, ficar alojados nas casas das pessoas, ir comer aos restaurantes
10:26 das pessoas locais e não viver numa bolha de turismo que flutua por cima das realidades,
10:33 mas não as conhece realmente, nem beneficia as populações locais. Portanto, ainda estamos
10:37 ligados bastante, sobretudo o meu marido, a esta coisa do turismo ético. Educação
10:41 para o Desenvolvimento também foi uma coisa em que andei bastante envolvida, que é de
10:46 fazer workshops em que, através de jogos e dinâmicas muito ativas e participativas,
10:53 conseguimos sensibilizar as pessoas para esta realidade das relações comerciais e outro
10:58 tipo de relações entre os povos do Norte e do Sul do mundo. Então fiz Dinâmicas de
11:02 Educação para o Desenvolvimento em paróquias, com professores, em vários sítios, traduzi-as
11:07 para português, este livro que é de Jogos de Educação para o Desenvolvimento, que
11:11 era um livro italiano, traduzi-o para português. Mas isto já foi em anos que já lá vão.
11:15 E depois agora, formação de voluntários é algo a que está muito ligado o meu marido.
11:20 Como voluntário, ele forma voluntários para irem no verão em campos de trabalho e missão
11:26 para países do Sul do mundo, onde os Irmãos Maristas têm missões. Ele está ligado aos
11:31 Irmãos Maristas e então os missionários, desculpem, os voluntários que vão para essas
11:36 missões nos meses do verão fazem um percurso de formação ao longo do ano e ele faz essa
11:41 formação. No meu caso, desde há muitos anos, que a minha grande missão é como professora
11:47 de Filosofia na Educação para o Pensamento Crítico, que eu acho que é assim que eu
11:51 coloco sementes de transformação no mundo, aula a aula, dia a dia. Também levei os meus
11:57 alunos a TZ algumas vezes, que é uma coisa muito especial para mim, porque também tiramos
12:02 os alunos de uma bolha em que vivem aqui e levamos-nos para o contacto com outras pessoas
12:06 e para alimentar também o seu espírito, que é uma base fundamental para depois termos
12:10 a energia que é necessário para mudar as coisas. Estes são dois alunos meus, desculpem,
12:15 estas são duas imagens da primeira vez em que eu levei alunos a TZ, em 2007, e estes
12:21 dois alunos que estão aqui foram alunos que depois, em adultos, trabalharam como cooperantes,
12:26 trabalharam pelo mundo fora, fizeram N projetos, muito mais do que eu alguma vez fiz, e fundaram
12:31 organizações etc. E foi uma coisa que me deu imenso prazer ver depois as pessoas a
12:37 fazer coisas tão extraordinárias e pensar, olha, que bonito que foi conhecê-los quando
12:41 ainda tinham 15 anos e agora olha o caminho que fizeram. Depois, enquanto família, acolhemos
12:45 uma família de refugiados, trago-vos aqui também um videozinho para ver o quanto nós
12:49 ficamos a ganhar por esta interculturalidade que permitimos que aconteça em nossa casa.
12:56 Elef
12:58 Ba
12:59 Ta
13:01 Ta
13:03 Ta
13:05 Ta
13:07 Ji
13:09 Ha
13:11 Ha
13:13 Nui
13:15 Ai, desculpem, como eu já estou com pouco tempo, não vou ver o video até ao fim,
13:19 mas isto era a minha amiga Zara a ensinar o alfabeto árabe ao meu filho Gabriel, que
13:23 na altura tinha 6 anos. E foi muito especial este processo de acolhimento desta família,
13:29 aconteceu também porque estivemos em relação, porque eu nunca poderia, só eu e a minha
13:35 família, acolher uma família de refugiados que vem do Iraque, cheio de traumas, que precisa
13:39 de ajuda ao longo de dois anos para poder sobreviver, para poder aprender a língua,
13:43 encontrar trabalho, tudo isso. Mas isso é possível se nós nos juntarmos a outros.
13:47 E, portanto, houve outras pessoas connosco que também quiseram fazer isto, pois nós
13:51 andámos a pôr cartazes nas escolas do bairro. Quem é que se quer juntar? Telefonavam
13:55 pessoas, pais de crianças da escola dos meus filhos, que eu não conhecia de lado nenhum,
13:59 a dizer, olha, ouvi dizer que vocês vão acolher, nós também queremos ajudar. E havia uns que
14:03 eram responsáveis pelo ensino do português, outros eram responsáveis de levar a família,
14:07 a senhora ao centro de saúde, que ela estava grávida, e era uma gravidez de risco. E
14:11 quando nós fomos para férias nesse verão, arranjámos um conjunto de voluntários que
14:15 ia visitar todos os dias, azar, a Pela não está sozinha. Enfim, que bonito que foi
14:19 toda uma rede de afetos e de responsabilização e de compromisso que se gerou à volta do
14:23 acolhimento desta família, que hoje está completamente autónoma e que vive em Portugal.
14:29 E hoje em dia, qual é que é, digamos, a nossa causa que mais nos move enquanto família?
14:35 É o cuidado da casa comum, as preocupações ecológicas, o amor pela natureza. Vivemos
14:42 isto em família, nas férias que fazemos, na forma como gerimos o nosso tempo livre,
14:46 tentamos sempre estar no meio da natureza e tentar gerar nos nossos filhos este profundo
14:51 respeito, cuidado e atenção à natureza e toda a biodiversidade. Depois vivemos isto
14:56 na Casa Velha, que é uma associação de que já falaram aqui hoje, a Rita falou, portanto
15:01 não preciso explicar, nós estamos muito ligados à Casa Velha também e é uma fonte
15:07 para nós muito importante de inspiração. Depois fomos viver para o campo, deixámos
15:12 a cidade, era uma coisa que sentíamos com muita força e, portanto, é lá que nós
15:17 neste momento nos sentimos profundamente em casa, os nossos filhos é a subir às árvores
15:22 e descalços que têm estado a crescer nos últimos anos. Isso implica no dia-a-dia aprender
15:28 a usar uma roçadora, que é uma máquina para cortar erva, aprender a podar árvores, aprender
15:33 a plantar árvores, aprender a usar uma enxada, aprender a apanhar as laranjas e tudo aquilo
15:39 que a terra dá. Mesmo que chova, lá temos de ir porque é preciso, porque senão apoderecem.
15:43 E também isto é feito em comunidade. Quer eu, quer o meu marido, não temos nenhuma
15:48 experiência passada de relação com a terra, relação com animais, nada. E tem sido com
15:53 os nossos amigos que vêm à nossa casa e que nos ajudam e que nos ensinam a limpar
15:57 o terreno para a horta e nos ensinam a plantar e nos ensinam a ter os animais e a cuidar
16:01 deles e que, quando temos excesso de hospírios, partilhamos com os outros e, quando eles têm
16:06 excesso de laranjas, partilham connosco e, quando temos de aprender a usar a motosserra,
16:10 há alguém que nos vem ensinar e há alguém que corta a lenha connosco. E, portanto, neste
16:14 espírito comunitário é que temos vindo a viver cada vez mais e queria encerrar esta
16:19 mensagem com a letra desta música, que é muito especial para mim, que se chama Nature
16:23 Boy, é uma música dos anos 40, que já foi cantada por quase todos os cantores e intérpretes
16:28 de jazz e não só, pelo Caetano Veloso também, e em que se conta a história de um menino
16:34 especial que viajou por todo o mundo e que estava cheio de sabedoria.
17:04 A coisa mais importante que alguma vez hás de aprender é só a amar e a ser amado de volta.
17:10 É só isto que eu vos quero dizer. Obrigada.

A minha família | Comunidade - Joana Rigato

Descrição

Nesta palestra inspiradora, Joana Rigato partilha a sua jornada de descoberta da importância da comunidade e da solidariedade. Através de experiências pessoais e conexões profundas, ela revela como o amor e a relação humana podem transformar vidas e criar um mundo melhor.

Resumo

Joana Rigato começa por descrever o impacto que teve ao entrar para uma paróquia em Oeiras, onde, aos 15 anos, teve uma revelação sobre a necessidade de se preocupar com os outros. Através de uma fotografia do Haiti, ela percebeu que a sua vida tinha de ser maior do que a sua própria busca por felicidade. Este momento despertou nela um sentido de responsabilidade social que a levou a fazer voluntariado com doentes mentais e a explorar comunidades em países como Moçambique, onde aprendeu que todo o trabalho deve ser baseado no amor e nas relações humanas.

Ao longo da sua vida, Joana e o seu marido, de origens diferentes, partilharam o desejo de contribuir para um mundo mais justo. Juntos, viajaram pela América Latina, onde foram acolhidos por comunidades locais, e isso moldou a sua visão sobre a importância da abertura e da inclusão. Após o regresso a Portugal, decidiram criar uma associação para sensibilizar as pessoas para as injustiças sociais e promover o comércio justo e o turismo ético. Através de diversas iniciativas, Joana procurou educar e sensibilizar a sociedade sobre as desigualdades e a necessidade de transformação.

No final da sua palestra, Joana enfatiza a importância do acolhimento e da troca de experiências, ilustrando-o com a história da acolha de uma família de refugiados. Ela conclui a sua intervenção sublinhando a relevância do cuidado com o meio ambiente e a vida em comunidade, revelando como a sua família se está a dedicar activamente a estas causas. Com uma mensagem simples e profunda, ela destaca que o amor e a partilha são os pilares essenciais para uma vida satisfatória e significativa em sociedade.

Comentários

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