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Muito bom dia, muito boa tarde, obrigada, e eu pedi verbos, tenho incapacidade de falar
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e não verbos, portanto pedi por afocos, porque se calhar faz parte da vida, não ter
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tantos focos, mais ter olhos nos olhos, e então o coração fala.
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Eu antes de mais tenho que cuidar, é que eu venho com papel, primeiro porque sou do
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século passado, não é, portanto, eu ainda sou meio analfabeta com os assuntos das tecnologias,
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alguma coisa se faz mais pouco, mas também há outro problema, se calhar, se perco o papel,
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nem vamos almoçar, nem estamos na tarde porque estamos aqui a falar até a noite, convém
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que seja um pocadinho correta e siga esta magnífica organização que tantos de vocês estão
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ajudando a levar a termo, portanto, também uma salva de palmas para todos eles.
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E nós como do campo grande somos um pouco discípulos do Padre Vítor, temos que dizer
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os três pontos, não sei se vocês sabem não, para uma salva de palmas para o Padre Vítor.
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Então o terceiro ponto é agradecer a todos vocês, que temos, agora falo da parte que
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nos tocava, é a Zora, é o Pedro, o Padre Pedro, é o Ricardo e o Isan, obrigada por
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ser eu a última, com um pocadinho de temor e temblon, mas pronto, aí eu vou, aí eu vou,
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sou por espanhola e portanto por tuñão já decidi, e como há pelo, não se muda de cor,
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eu faço o que posso, vocês, se não percebem levante na mão e eu volto a repetir, tá bem?
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Mas o que queria agradecer é poder falar de espiritualidade com pessoas tão serias a
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dizer coisas tão extraordinárias.
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A Zora, carape, não é verdade? É lá, é a cultura, é ver o Islam de outra maneira, é
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compreender que vale a pena criar a unidade naquilo que nos poderia aproximar infinitamente
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mais, não? Pensa que o Padre Pedro pus os pontos sobre asias, pimba pimba, que tínhamos
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os actos, os factos, não? Mas olha, eu gostei tanto deste, que faço eu aqui? Que
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faço eu aqui? E este me parece que é uma das questões que às vezes pensamos que brincamos
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quando na hora da verdade estamos fazendo as perguntas mais existenciais da nossa vida.
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Mas que raios ando eu a fazer aqui? E continua a ser uma pergunta inquietante, mas que raios
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andamos a fazer aqui? Não acham? Pronto, a mim me deixaram esta parte, desculpem porque
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depois olho para cá e não olho para cá, mas eu vos vejo e é uma sorte para mim vervos.
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Mas o ponto que me ajudaram a poder tocar de alguma maneira é desafios do dia a dia,
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e portanto eu vou ler assim um bocadinho para e assim não me vou muito embora, não?
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É verdade, é verdade que a minha vida está marcada pela relação com os jovens, mas não
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sou, não sou. E é verdade que faz 52 anos que estou, que o ponto forte de deixar-me tocar
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pelos jovens, não? Por isso quando brincamos dizemos que eu tenho juventude acumulada, eu
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tenho 73 anos, mas também tenho certeza, certeza não, que se calhar a um espírito de procura,
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também falámos, eu também estou à procura e graças a Deus que se me ajuda a desistalar,
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graças a Deus que se me ajuda a desistalar para poder pensar fora da caixa, fora da caixa,
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quando o padre eu começava a dizer, a ver, pensem, pensem da igreja, e eu pensei ainda bem que
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não o faz dizer com a voz assim, em alta, porque se não escandalizo alguém, mas eu penso que a
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igreja precisamos pensar fora da caixa, fora da caixa. É que Jesus foi alguém que continua hoje a pensar
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fora da caixa, e o mundo seria totalmente diferente, afinal de contas, se fôssemos capazes de nos deixar
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interpelar pelos evangelhos e pela presença de Jesus. Totalmente diferente, infinitamente mais humano,
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infinitamente mais normal, infinitamente mais sério, infinitamente mais humorista, porque Jesus tem cada
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piada que às vezes não agarramos o tom, que é diferente, pronto. Pronto. Oi, Sam, a verdade,
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eu, os que me ajudam, vocês fazem o que puderem, eu vou tentar. Amar e ser amados, vocês viram
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aquele traço que nos pusero aqui com estes telemóveis que eu fico impressionada, que no mesmo momento
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há centros e docentos e quinhentos e tal, não, bolando. Mas, oi, Sam, que aquilo que dizia é uma realidade muito forte,
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e era parcial ser amados, mas tão importante como ser amados e amar, porque não nos chega ser somente amados,
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precisamos de amar. E esse é um ponto forte, nos nascemos, nos nascemos para amar e ser amados.
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E, senhores, amar e ser amados é relação, hein? Amar e ser amados é olhar olhos nos olhos, amar e ser amados
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é um abraço. Eu agora, quando acabo o Ricardo, e deixe-me que te diga se é de tu, não,
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mas que nos aproximamos. Eu não podia não dizer, é fantástico, mas o abraço que nos vemos,
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a mim me marcou, a mim me marcou, porque, afinal de contas, não é somente uma coisa de cortesia,
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é afinal de contas encontrar-se dois buscadores na vida com linguagem diferente, e que, afinal de contas,
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são capazes de se abraçar. Obrigada, muito obrigada.
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No amor, no amor, a fé e a confiança são a base antropológica. Não pode haver amor sem fé,
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não pode haver, eu tenho que fiar-me, desculpa lá que não te quero incomodar, não, mas se eu te amo,
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não posso não fiar-me, o amor tem um ponto escuro, tem um passo a dar, tem um vazio, porque, afinal de contas,
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fico dependente da resposta que o outro me vê, mas se eu não me fio, nunca poderei amar. Atenção a
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estes pontos, não. Portanto, é a base antropológica, e há um teólogo, um grande teólogo do século 20,
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von Waltzahr, que dizia, escreveu um livro pequenino, mas que é impressionante, só o amor é digno de fé,
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só o amor é digno de fé, e, portanto, a sua tese fundamental dentro deste livro é isso,
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a fé, confiança, a fé, confiança, e vejam, vejam que inclusive com todas estas coisas que nos tem
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ajudado a pelo menos aprofundar um bocadinho, não quando o Paulo Goum falava mesmo das tecnologias,
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o problema do virtual, o problema, desculpa lá, eu sou uma ignorante, mas eu me atrevo a dizer estas coisas,
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o problema do virtual é que não tens o tacto, tens o táctil, mas não o tácto.
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Todos, todos, todos precisamos de sentido de vida para viver,
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e num momento que não temos sentido para não saber, nós entramos em bancarrota,
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de uma maneira ou de outra, nós entramos, sabem por que? Eu acho que é fundamental isso,
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porque tem sentido de vida aquele que tem razões poderosas para morrer,
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e não estou fazendo um trocadilho de palavras, só quem tem verdadeiramente razões para morrer
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é que se agarra a vida para viver a bem, porque não pode, não pode não viver a bem,
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é totalmente diferente, portanto Jesus, Jesus é aquele que tem razões muito poderosas
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para poder entregar a vida, e por isso Jesus é a sua mais feliz da história,
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e isso não o dizemos, sino que fazemos da fé uma estupidez, uma estupidez que não há por um dia
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agarra. Muitas vezes, desculpe, isso é porque já me animo, agora vou a ir outra vez com o papelinho.
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A felicidade não se vive nem se consegue por decreto,
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entendem, estamos excessivamente, com isso vou ser feliz, com isso vou chegar,
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a felicidade não se consegue por decreto, porque se quer chegar à felicidade,
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como se fosse um objetivo a atingir, e por muito que nos esforcemos, a felicidade não chega,
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não chega, e há que poder-lo dizer com todas as letras, não chega até nós, através nem do
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prestígio social, nem da riqueza, nem das posições de poder, sejam na área que sejam,
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sejam na área que sejam, ainda que sejam na área religiosa, ainda pior, ainda pior.
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A felicidade flui, flui como consequência, de viver a não saber de cada dia, cada dia,
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cada dia consentido e fundamentado em condições que nos façam agir no bem próprio e no bem dos outros.
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A felicidade flui, flui, é uma consequência, é uma consequência.
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E perante esta realidade então, quais são os desafios com os quais nos debatemos no nosso dia a dia,
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e eu punha que habria imensos desafios a apontar, mas somente vou anumerar dois que para mim são muito importantes.
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Me parece que me atreveria a dizer que todos nós já experimentamos que muito de aquilo que vivemos
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não podemos evitar. Muito de aquilo que veja até inclusive que nos sumem ou que nos dê por aí porque se calhar
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uma pessoa está mal humorada ou é mal criada e às vezes tenho que suportar ou que não posso evitar,
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porque há muita coisa que não depende de nós. Há tantos factores que influenciam o nosso dia a dia que são incontroláveis
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e, portanto, há e haverá sempre tanta coisa que nos acontecerá que não poderemos impedir o que vamos ter que viver
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tal como uma doença, um desemprego, uma separação, uma perda de referências de pessoas,
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e é certo, tudo isso não podemos evitar, mas sim está uma coisa na nossa mão que eu acho extraordinária,
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não, que é poder viver o que não podemos deixar de viver com sentido,
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portanto, a Ortega e Gasset, que é um filósofo espanhol, não, parafraceava e dizia eu sou eu e as minhas circunstâncias,
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e eu tive um professor de teologia que agora já é muito mais velhinho, não, o Gonzalo Faos, eu Faos, que é o
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professor de cristologia Gonzales Faos, que ele sempre nos dizia isto nas áudias, eu sou eu e as minhas circunstâncias,
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e o que eu faço delas, e às vezes deixamos esta segunda parte, eu sou eu e as minhas circunstâncias,
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eu sou eu e as minhas circunstâncias, e o que eu faço delas, e às vezes deixamos esta segunda parte,
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eu sou eu e as minhas circunstâncias, e o que eu faço delas, nós, nós todos, não somos ilhas,
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tudo em nós, tudo em nós tem uma dimensão individual e comunitária, então, quem nos oferece a capacidade de amar,
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de crescer na resiliência, de perdoar, de ser perdoado, de ir mais longe, em definitiva, de ser eu, quem muda?
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Portanto, todos, todos, todos somos seres amados, tocados pela bondade de alguma coisa maior ou de alguém maior,
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todos somos seres espirituais, todos, todos, isto me parece que às vezes também, não vale, não é verdade?
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Portanto, se somos, se somos estes seres espirituais, há uma voz profunda, há uma voz profunda que habita no nosso interior,
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a teu padre Pedro le deu mais nome e eu me atrevo a ser respeitosa, porque diria que o meu segundo desafio é este,
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por que não escutar a voz profunda que nos habita e ver até onde nos leva?
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Por que não escutar a voz profunda que nos habita e ver até onde nos leva?
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Por isso, ponho aqui eu não, e é o que eu diria também, é o meu empeño no meu cada dia,
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por que não acarinhar esta voz profunda para que possa crescer em mim e não eu possa crescer com ela?
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Porque escutando esta voz interior, é a própria, lançarmos dia com um olhar novo para o exterior,
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de maneira a poder descifrar os seus sinais exteriores, nos quais estamos mergulhados no nosso dia a dia?
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E assim, se calhar, podíamos identificar que ou quem nos fala, e o que nos fala?
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Possivelmente sentirmos,íamos alimentados, na nossa fé, a que temos, e no nosso sonho, os que temos,
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e as a palpa delas, se calhar identificávamos um caminho que se nos convida a seguir,
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e ele se abria como um horizonte novo cheio de esperança para poder caminhar na nossa vida de maneira diferente.
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Obrigada.
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Muito obrigado Núria.