0:00
Obrigado, é mesmo um privilégio... 12 minutos?
0:18
Que piada.
0:19
Ah, isto é horas, isto é horas, está bem, 12 horas, talvez.
0:26
Enfim, um dia cheíssimo, é um momento espetacular estar aqui, mesmo, até por aquilo que tem
0:33
sido também o meu trajeto de vida mais recente, fez-me todo o sentido isto, quando fui convidado
0:41
pela Maria João, foi quem falou comigo e nós já tínhamos a ideia de ter estado
0:46
noutras ocasiões, concluí de facto que o mote deste encontro tinha tudo a ver comigo.
0:53
Ela me disse, temos agora uma conferência, um encontro, 3 milhões de nós, conheces bem,
0:57
eu tive que ficar na primeira edição também, então e agora?
1:01
E disse, é bem, isso era exatamente a pergunta que eu te fazia a ti, que era exatamente o
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que eu estava a viver.
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A minha vida deu grandes voltas nos meus dois últimos anos, foram mesmo os piores anos
1:11
da minha vida.
1:12
Perdi muitas coisas, perdi muitas pessoas, perdi muito sentido, umas que são os ciclos
1:21
próprios da vida, o meu pai partiu, tenho imensos saudades dele, estava a ouvir a Rita
1:25
há bocadinho, partilhando também esse momento, terminei uma relação com uma mulher que
1:30
eu amava profundamente e com uma ligação forte com os filhos dela, perdi outra entusiasme
1:38
no emprego, percebi perfeitamente o que a Rita estava a dizer há bocadinho, depois
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sentimos-nos desalinhados conosco, a vontade de falar em público, a vontade de partilhar,
1:45
a vontade de ser solidário, que é uma coisa que sempre fiz e vivi.
1:49
A pessoa que trabalhava comigo na empresa, o meu número dois, a quem estava a apostar
1:52
para seguir outro caminho, também saiu, foi à vida dele, até a senhora que trabalhava
1:55
lá em casa há não sei quantos anos com isto do Covid também foi embora.
1:59
Mas tudo isto faz parte da vida, tudo isto são ciclos próprios da vida, há que agradecê-los.
2:05
Eu em vários momentos da minha vida que tive difíceis, comecei por agradecer, agradecer
2:10
a mudança, mesmo sem perceber para quê e começar por aí, porque são coisas boas.
2:16
A minha filha que está a ganhar asas para voar e para crescer, mas que também vai saindo,
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e tudo isto nos toca, tudo isto são coisas que perdemos, para usar uma expressão que
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a Rita também usou.
2:25
E, portanto, quando a Maria João me disse então e agora, disse então e agora diz-me
2:29
lá, pronto, que é para eu perceber então como é que vai ser.
2:32
E quando olhamos para um caminho destes, perceber que, no fundo, esbordafalhos, não foi assim
2:42
como é que disse o Padre João Galão, esbordafalhei-me, pronto, exatamente.
2:46
Acho que ainda não tinha nota deste, depois perguntarei ao pai do Francisco o que é que
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não é que bem do latim esbordafalhos, mas foi o que me aconteceu e acontece-nos a todos
2:56
neste caminho.
2:57
Partilhei com muitos amigos meus várias vezes, dizendo que estava a viver um sábado santo,
3:07
que é uma coisa que nós muitas vezes olhamos como, pronto, é sábado e depois amanhã
3:10
já é domingo e isto passa, não é?
3:12
O sábado santo, na figuração e na interpretação católica, aliás, a prática do Padre João,
3:18
é efetivamente o tempo certo, os três dias são sempre o tempo certo para que as coisas
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fluam e aconteçam, para que se chegue ao domingo da Aleluia.
3:25
E não é no dia seguinte, é quando nós queremos, é com a paciência que nós gostaríamos
3:29
de ter.
3:30
E, portanto, nós temos, de facto, várias juventudes.
3:36
Eu já tenho duas, tenho 50 anos, ou seja, 25 mais 25, portanto, já tenho pelo menos
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duas juventudes, que são as que me trazem aqui.
3:42
E nós temos várias.
3:43
E começando aqui um bocadinho pelo que ouvimos hoje, o João Paulo Sacadura deu o mote no
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encontro, não só pela forma como conduziu, como falou com as pessoas, mas pela forma
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cúmplice com que se abriu e partilhou aquilo que foi a história dele aqui, que me comeveu
3:56
imenso e que me tocou muito.
3:58
E ele falou quase a um passante, até porque ele estava a apresentar aquele painel da manhã
4:03
E nós, de facto, olharmos para isso e perceber, incrível, não é?
4:06
Aquilo é que é mesmo a pergunta, então e agora?
4:08
Ele falou da vida dele, a ser constância, ter perdido a mulher, ficar com dois gêmeos
4:12
pequenos, depois a perder o emprego, as voltas todas que isso deu.
4:15
Portanto, nós temos, de facto, várias juventudes.
4:17
É uma pergunta que faz sempre sentido.
4:18
A Susana Peralta disse que falou muito sobre o trabalho temporário.
4:23
Este, o da nossa procura, o de nos esbarrafalharmos e sabermos dar a volta, não é um trabalho
4:30
temporário.
4:31
É um trabalho para a vida.
4:32
Sempre.
4:33
É preciso perceber como o queremos abraçar.
4:37
E por isso eu também farei a minha intervenção aqui em jeito de partilha, como comecei, que
4:42
é como gosto de falar, falar com legitimidade, falar do coração.
4:47
E de facto, só fazer a pergunta já é o grande tema.
4:51
Eu tinha esta frase escrita aqui, já perfeitamente alinhada com vários dos oradores que falaram
4:56
que a vida avança nas perguntas, não é nas respostas.
5:00
E ouvimos várias pessoas falarem sobre isso.
5:03
Exatamente isso.
5:04
Nós avançamos na pergunta, não é na resposta.
5:06
E no fundo, percebermos precisamente essa disponibilidade que é preciso termos para
5:12
a vida.
5:13
Então, nós começámos por, hoje, neste dia, começámos por analisar aquilo que é
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o agora.
5:21
Eu acho que de facto foi notável as três intervenções que aqui tivemos.
5:24
Três temas que podiam ser massudos, podiam ser pesados, mas a forma como eles nos interpelaram,
5:29
como trouxeram de uma forma assertiva e em ligação connosco, foi para mim espetacular
5:32
ouvir os três oradores.
5:33
E, em particular, o João Paulo conseguiu, com muita mestria, que os três oradores fossem
5:38
fiéis à realidade.
5:40
É preciso saber o que é que temos à frente e perceber o que é que temos aqui, mas, por
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outro lado, darem-nos um mote de esperança.
5:47
Não acharmos que acabou tudo, que não há hipótese.
5:50
E, portanto, o que se quer com um encontro como este, e isso é o que me move para vir
5:54
aqui, por isso é que eu tive estes vários dias a Maria João Saba a preparar isto, noitadas
5:58
umas atrás das outras, a sentir, a perceber, a meditar, a rezar, para conseguir que isto
6:03
tenha impacto.
6:04
Que é como é que nós conseguimos, de facto, olhar para a vida de outra forma.
6:08
Não estarmos perdidos neste caminho.
6:11
E o modo com que me apresentaram, que foi precisamente rir é a melhor maneira de vidar
6:14
a sério, e o Pedro Granje também falou nisso aqui hoje, podemos rir falando de coisas sérias.
6:18
Eu gostava de começar por aqui, por isso mesmo, sobre a capacidade de visão quando
6:24
olhamos para o mundo.
6:25
Partilhando convosco uma história que se passou no aeroporto do Funchal, o aeroporto
6:29
de Cristiano Ronaldo.
6:30
O aeroporto devia ter uma torre de controle assim, em primeiro lugar, uma torre de controle
6:36
como deve ser.
6:37
Ainda não sei se estão a pensar em construir, mas era o que faria sentido.
6:40
Vocês já vão perceber porque é que isto se passa no aeroporto do Funchal.
6:43
É que é com aqueles aviões que não têm galley, e, portanto, quando uma pessoa chega
6:48
aqui, está sentada e consegue ver o cockpit, não é?
6:51
Os passageiros estão todos sentados, uma pessoa a pôr o cinto e tal, e de repente
6:54
olha e vê que o comandante entra com os olhos escuros e um pingalim.
7:01
E o senhor começa a olhar e diz, senhora, desculpe, já viu que o comandante é cego?
7:04
Ou dispara-te se o comandante é agora cego?
7:06
E o homem dá uma malcada na galley.
7:08
Trás!
7:09
E vê, espera, o senhor comandante é por aqui?
7:10
Ah, muito obrigado!
7:11
Obrigado!
7:12
E tal.
7:13
E se eles chegarem ao cockpit, atirarem, dobrarem a bengala e tal, afalfaram os comandos, sentam-se
7:16
ali, e pá, tudo arrasca.
7:18
O comandante é cego, pá!
7:21
Pelo amor de Deus!
7:22
E assim, não, espera aí, calma, calma, não nos vamos precipitar.
7:25
Vais ver que isto é um projeto de inclusão.
7:30
E pá, a Joana Mouta, a Joana Rigato, já houve aqui malta que esteve nisto, vais ver,
7:34
isto é um projeto já de inclusão.
7:36
E então a ideia é, este senhor é cego, mas tem um ouvido...
7:42
O copiloto, não houve um boi, mas tem uma vista de lince, pá, apanha tudo.
7:48
Vais ver que é em conjunto que fazemos uma boa equipa, como a vimos hoje aqui.
7:52
Pá, esperou-se com ansiedade a entrada do copiloto, que vinha com um cão.
7:59
O cão está meio cego, pá!
8:02
Pelo amor de Deus, pá!
8:03
Entrou, bom dia comandante, está bom, ele aprendeu o cão aos comandos e tal, também
8:06
afalfar para se sentar, está tudo bem e tal, pá, senta-se, fica ali o cão pendurado,
8:10
pá, tudo arrasca no avião, não é?
8:12
Pá, estão as hospedeiras naquela fase de...
8:14
There are two doors over the wings, two rear doors.
8:17
Pá, ninguém via nada, tudo era olhar lá para trás para perceber como é que é, não é?
8:22
Eu costumo fazer um parênteses quando conto esta história, que, aliás, a minha mãe
8:26
é assistente de bordo, mas nunca me tinha contado isto, ou foi assistente de bordo,
8:29
mas nunca me tinha contado isto, e eu só descobri há pouco tempo.
8:32
Vocês vão reparar que há ali uma frase espetacular que diz o supervisor de cabine,
8:37
que também tem um ar assim, supervisor de cabine, supervisor de cabine, os comandantes
8:41
também falam sempre com um ar muito altivo, não é?
8:44
Eu faço o comandante...
8:47
Estava a dar umas informações bem tão boas...
8:49
E a gente tem a ideia que o gajo vai com a janela aberta, a meter as mudanças,
8:52
choca uma mão, ali na marginal, estão a ver o gajo...
8:55
Esquecidinho e tal...
8:57
Depois dão-se sempre umas informações que não servem para nada, não é?
9:00
Estilo, temos agora 33 mil pés, apesar de dizerem em pés,
9:03
que é logo para um gajo ficar humilhado, não é?
9:06
E depois a gente olha lá para baixo e diz, ninguém vai lá abaixo, não é?
9:09
Depois dão outra informação espetacular, que lá fora também é de 54 graus centígrados,
9:14
que é outra coisa, que também não interessa para nada,
9:16
nunca dizem quanto é que está cá dentro, para eu saber se ponho o pelúver ou não...
9:19
E terminam com uma frase espetacular, que é...
9:21
E o tempo aí rota é bom!
9:23
O gajo fica sempre a saber se vamos chegar a tempo ou se vamos ter bom tempo, estão a ver?
9:28
No meio disto, tudo isto já se pegou, supervisor de cabine,
9:30
que hoje em dia também tem uma frase espetacular, que é...
9:32
Quando as pessoas entram, eles têm essa outra impressão...
9:34
Crosschecking doors...
9:36
E eles correm todos lá para o outro e não se passa nada dentro do avião!
9:40
E o só pouco tempo é que isso fica, na verdade, aqui dá o jogo dos 5 cantinhos,
9:43
que tem 5 assistentes de bordo e há 4 gajos sentados.
9:45
E quando ela diz, atenção, tem que passar o crosschecking doors,
9:47
os gajos correm todos e há um gajo que fica pendurado.
9:56
Há um de reparar, que é aquele que tem sempre que puxar para se sentar.
10:01
E que fica inevitavelmente triste, sentam-se sempre assim.
10:06
A gente tenta aquela coisa e não tem hipótese nenhuma.
10:08
O gajo percebeu que perdeu o jogo, uma desgraça.
10:11
Estamos neste cenário, até que o avião na pista
10:13
e agora já percebem porque é que falamos do aeroporto do Funchal,
10:15
ou seja, nós estamos a ver o fim da pista.
10:18
E, portanto, a malta está sentada no avião
10:20
e está tudo a olhar para ver o que é que se passa
10:22
e o comandante diz esta frase, na circunstância letal,
10:25
que é... tem essa outra impressão...
10:29
Tudo arrasta, agarrado ao banco,
10:31
o avião começa a ganhar posição na pista e começa...
10:37
Tudo aquilo tremia por todo lado, tudo agarrado ali em pânico,
10:40
o desgraçado muito triste,
10:42
o único ser em paz dentro do avião era o cão,
10:46
virado para cá, e o resto tudo arrasca a ver o fim da pista.
10:53
Até que está mesmo a chegar ao fim, quer dizer, é um drama.
10:55
E a malta toda...
10:58
E o avião abaixa ali um bocadinho, dá a volta ali por cima de uma chica,
11:02
vem ali para a esquerda e vira-se com o piloto para o comandante e diz-lhe...
11:05
Olhe, Sr. Comandante, isto de facto dos automatismos hoje em dia é uma maravilha.
11:09
E o comandante responde...
11:10
É uma maravilha, mas se os gajos não gritam a gente nunca sabe quando é que é para levantar.
11:27
Bem, este mote, esta primeira história, por já,
11:29
porque depois deste dia cheio também faz-nos bem rir,
11:32
como digo, rir é o melhor maneiro de levar a vida a sério.
11:34
E falarmos disto, mas enaltecer,
11:37
é um aplauso forte para esta iniciativa, para este evento,
11:39
que nos faz querer viver,
11:41
que nos faz não seguirmos cegos,
11:43
que nos faz lembrar a importância das pessoas,
11:45
que nos faz querermos voar a vida,
11:47
sem que tenhamos que gritar
11:49
e que saibamos descobrir o nosso caminho.
11:51
Uma salva de palmas para esta organização.
11:53
Muito obrigada aos 3 milhões de nós. Parabéns!
12:00
Parabéns!
12:07
Muito bem, agora esta tentativa épica
12:09
de recapitular um bocadinho isto.
12:11
Eu, das várias notas que fui tomando,
12:13
queria partilhar convosco isto.
12:15
É giro, é curioso,
12:17
é bonito, é quase divino.
12:19
Nós percebemos uma coisa, aquilo que se fala
12:21
na perspectiva macro,
12:23
há até quem estudie isto do ponto de vista de ciência,
12:25
é o mesmo que acontece na perspectiva micro.
12:27
Ou seja, aquilo que ouvimos falar
12:29
sobre política, sobre economia,
12:31
sobre ambiente,
12:33
sobre vários aspectos da nossa sociedade,
12:36
aplicam-se exatamente
12:38
àquilo que é o nosso desafio individual,
12:40
àquilo que é o nosso desafio de consciência.
12:42
Espetacular! Reparem bem,
12:44
hoje são estas frases, que nós ouvimos aqui hoje de manhã,
12:46
então vou aproveitar para recapitular este dia
12:48
e o levarmos daqui em cheio.
12:50
Hoje são estas frases aplicadas a cada um de nós.
12:52
A Europa esqueceu-se do seu próprio demónio.
12:54
Começou Paulo Portas hoje de manhã.
12:56
Mal sabia ele,
12:58
pois íamos falar das portas e das cortinas
13:00
e das portas abertas.
13:03
A Europa esqueceu-se
13:05
do seu próprio demónio.
13:07
Eles chamam a atenção que
13:09
uma das artes do diabo
13:11
é, precisamente, convencer que não existe.
13:13
Isto acontece com todos nós.
13:15
Esquecemos-nos desse nosso próprio demónio.
13:17
É uma guerra connosco.
13:19
Quer queiramos, quer não.
13:21
E todos os desafios
13:23
que ouvimos há bocado, a Joana Mota,
13:25
a Joana Rigado, tudo isto,
13:27
estão ao nosso lado. É inevitável
13:29
fazermos pelos outros.
13:31
As ideias que mudam de um momento para o outro.
13:33
Achávamos que não precisávamos de defesa.
13:35
Todos nós precisamos disto.
13:37
Estar preparados, estar enraizados,
13:39
estar ligados, como foi esta oração
13:41
que o padre João Golondes trouxe aqui,
13:43
tão espetacular, no momento de nos enraizarmos, precisamente.
13:45
E a energia que achamos
13:47
que é só comércio e, afinal de contas,
13:49
se tornou uma componente política.
13:51
O Putin espera
13:53
que nos cansemos.
13:55
Exatamente a mesma coisa.
13:57
A gente cansa-se.
14:00
É isso que o diabo, o demónio, o ego,
14:02
a ilusão, o que quisermos chamar.
14:04
É completamente indiferente.
14:06
Que espera que a gente se canse.
14:08
A nossa persistência, que foi aqui tão falada,
14:10
a consistência, a coerência, a necessidade
14:12
que temos de continuar, de persistir.
14:14
De quando a onda nos borda a falha,
14:18
nós
14:20
podermos continuar.
14:22
Acho que
14:24
somos capazes de aprender.
14:26
Foi a mensagem de esperança de Paulo Portas.
14:29
Depois falou sobre o populismo.
14:31
Outra coisa tão gira. Reparem como isto se aplica a nós.
14:33
O populismo simplifica as questões graves.
14:35
Que é quando nós, às vezes,
14:37
conosco, com os nossos temas, a dizer
14:39
é pá, porra, para isto, acabou-se isto, agora não quero olhar mais nada.
14:41
Não é por aí.
14:43
É no enraizamento.
14:45
Que dá muito mais trabalho.
14:47
Várias pessoas falaram nisso. O Pedro Gragia falou nisso aqui hoje.
14:49
Depois falou nos negacionistas.
14:51
Independente da opinião que cada um tenha.
14:53
É quando nós negamos a dizer, eu estou a bocado.
14:55
Ótimo. Cinco estrelas.
14:57
Perdemos noção do estado em que andamos.
14:59
Já falaremos um bocadinho sobre isso.
15:01
E depois de não acreditarmos em tudo o que vemos.
15:03
Ou tudo o que nos dizem.
15:05
Ou tudo o que nos impingem.
15:07
O Francisco Ferreira falou de três questões.
15:09
O clima.
15:11
E reparem que é o impacto que nós temos nos outros.
15:13
Quando ele diz a questão dos carros,
15:15
dos transportes, como andamos de um lado para o outro.
15:17
Os recursos.
15:19
A que é que nós recorremos?
15:21
Eu vou buscar a minha verdadeira energia onde?
15:23
Nos likes.
15:26
Nos be real.
15:30
Aí é que eu percebi que tinha mesmo 50 anos.
15:34
O que eu posso partilhar sobre isso é que isto para mim está a ser bué da real.
15:36
Está mesmo.
15:38
Estou bem a me sentir.
15:40
Mas quando nós olhamos para isto,
15:42
Paulo Portas disse.
15:44
De facto, não sermos idiotas neste caminho e percebermos
15:46
o que é que nós temos para ver ou para olhar
15:48
quando olhamos para isto que ele nos falou.
15:50
O Francisco Ferreira nos recursos.
15:52
Vamos ficar recursos onde?
15:55
A nossa interioridade?
15:57
Ou o amor do próximo como desafiava a Joana Rigata há bocadinho?
15:59
Será que é aí?
16:01
Ou será que estamos aí a buscar a euforia, a loucura,
16:03
mais coisas, mais programas, mais andamentos?
16:05
E depois a biodiversidade.
16:07
Isto também é tanto assim na nossa vida.
16:09
Até no nosso corpo.
16:11
Pequenos pormenores fazem toda a diferença.
16:13
Quando o Francisco Ferreira me explicou
16:15
que há determinadas coisas que fazem com que as algas
16:17
não sejam aceitas num coral
16:19
e que isso significa que aquilo está a molho
16:21
que eu não percebo bem que tipo de molho
16:23
Só porque as algas já não são aceitas no coral
16:25
porque a temperatura da água é outra?
16:27
Então o coral não sobrevive
16:29
e essa barreira vai abaixo
16:31
e o resto tudo cai?
16:33
Isto não tem tudo a ver connosco.
16:35
Isto não tem tudo a ver com o detalhe
16:37
que é estarmos ligados aos outros
16:39
e às pessoas.
16:41
E no fundo, o repto de desejarmos menos
16:43
e termos práticas coerentes no futuro
16:45
que nos achou o Francisco Ferreira.
16:47
E a Suzana, que de uma forma tão próxima
16:49
do que eu senti da juventude
16:52
de todos nós, mas da juventude em particular
16:54
falou sobre os fluxos migratórios
16:56
a diferença que há muito maior hoje em dia
16:58
falou da casa, que foi um tema que depois
17:00
a Joana Rigato também falou da casa comum
17:02
a Rita também falou da preocupação da casa
17:04
a Valentina também falou da casa
17:06
é giro como esse tema veio
17:08
de formas tão diferentes
17:10
sobre o trabalho
17:12
e sobre a falta de voz dos jovens
17:14
na política
17:16
no ambiente
17:18
e mesmo na economia
17:21
é o primeiro a compreender o que o Francisco dizia
17:23
sobre conseguir um empréstimo para a habitação
17:25
hoje em dia
17:27
e, portanto, nós ficámos com esta imagem
17:29
do agora
17:31
que foi espetacular
17:33
ficou-nos a faltar o então
17:37
já sabemos o que é o agora
17:39
e apareceu-nos o então
17:41
espetacular a intervenção do Gui
17:43
espetacular
17:45
adorei
17:47
e trouxe aquilo que os outros oradores tinham trazido
17:49
para todos nós, para sentirmos esta questão da juventude
17:51
o Guilherme falou
17:53
uma coisa muito gira
17:55
aquelas frases que ele pôs sobre a juventude
17:57
escritas pelo Sócrates
17:59
na Babilónia há 4.000 anos
18:01
espetacular quando olhamos para isto
18:03
mas a verdade é que quando a frase
18:05
passa a ter esta formulação
18:07
então e agora temos dúvida
18:09
estamos à espera de uma resposta
18:11
para o agora
18:13
o meio disto é
18:15
agora o coral, como é que eu vou fazer isto com as águas
18:18
então e agora
18:20
e o Guilherme falou
18:22
três tópicos, nós não controlamos
18:24
vivemos numa mudança constante
18:26
e temos que aprender a viver
18:28
com tudo a mexer
18:30
quando olhamos para uma coisa destas
18:32
pensamos sempre esta necessidade
18:34
então e agora o que é que vai acontecer
18:36
e temos sempre esta expectativa
18:38
de controlar o futuro
18:40
como aquele senhor que decidiu ir a uma bruxa
18:42
embora não muito convencido
18:44
e bateu à porta
18:47
e a senhora vem e diz, quem é?
18:49
e ele diz, ui que isto começa mal
18:51
e de facto se a senhora não sabe quem é que vem à porta
18:53
como é que vai saber o resto, não é?
18:55
não augura nada de bom
18:57
mas o tema é precisamente esse
18:59
é que nós queremos controlar
19:01
porque queremos ter segurança
19:03
que vai enraizar naquilo que o Padre João Galão
19:05
falava há bocadinho, porque somos por definição
19:07
vulneráveis
19:09
temos medo, foi uma coisa que o Pedro
19:11
o Pedro Granjei aqui trouxe hoje muito
19:13
e portanto quando nós olhamos para isto
19:15
quando se olha para o futuro
19:17
há uma coisa a usar uma palavra que José Maria Pimentel
19:19
utilizou que foi o enviesamento
19:21
o enviesamento
19:23
o enviesamento
19:25
do nosso cérebro
19:27
o nosso cérebro é um órgão
19:29
convém lembrar
19:31
se é um órgão faz parte de um organismo
19:33
cujo objetivo número um é sobreviver
19:35
sobreviver
19:37
e para sobreviver ele faz duas coisas
19:39
proteger e prevenir
19:41
e faz isto
19:44
é com base no passado
19:46
é com base na experiência que tem
19:48
é com base no que aconteceu até agora
19:50
é como é que vai acontecer daqui para a frente
19:52
com base naquilo que eu sabia fazer antes
19:54
ou aquilo que aconteceu antes
19:56
e portanto leva-nos imensas vezes a paralisar
19:58
a vivermos no medo
20:00
mas de facto quando olhamos para o futuro
20:02
lembramos das primeiras frases deste dia
20:04
tão cheias, ditas pelo Padre Hugo
20:06
que disse eu acordo
20:08
e há um futuro
20:10
uma frase tão simples
20:13
eu acordo e há um futuro
20:15
de facto olharmos para o futuro
20:17
não com base neste passado
20:19
não naquele sentido que
20:21
ficamos obcecados pelo futuro
20:23
John Lennon tinha esta frase
20:25
o futuro, a vida
20:27
é aquilo que acontece enquanto pensamos no futuro
20:29
eu enquanto estou a pensar
20:31
o que é que vou fazer a seguir
20:33
não estou aqui
20:35
a tal inteireza que o Francisco nos desafiava há bocadinho
20:37
e no fundo esse futuro
20:39
objetivamente imprevisível
20:41
uma frase que adoro
20:43
do Padre agora cardeal Tolentino
20:45
é uma das melhores formas
20:47
de dignificarmos a vida
20:49
é vivê-la como principiantes
20:53
começar de novo
20:55
fazer um caminho diferente para o trabalho
20:57
olhar para outra coisa na nossa casa
20:59
ir de outra forma
21:01
ou até agradecer a rotina que é tão boa
21:03
e começar tão bem
21:05
mas como principiante
21:07
como jovem de 25 anos
21:10
é tão bom poder ser principiante
21:12
e podemos ser
21:14
aliás a vida faz-nos ser esses principiantes sucessivos
21:16
podemos sempre recomeçar
21:18
disse a Rita
21:20
há bocadinho
21:22
e é aí que percebemos uma coisa gilíssima
21:24
que a verdadeira segurança
21:26
isto ouviu um autor chamado Peter Crown
21:28
que recomendo vivamente que procure
21:30
e tem imensos vídeos na internet
21:32
a nossa verdadeira segurança
21:34
é a ausência da necessidade de segurança
21:37
isso é que é a segurança
21:39
isso é que me faz dar o passo em frente
21:41
quando nós precisamos de avançar
21:43
o Gui disse uma frase um tiro
21:45
o Guilherme Ramos
21:47
nós nunca vamos ter condições favoráveis
21:49
cheio de uma lucidez
21:51
e de uma objetividade
21:53
e acreditem que já vai mais à frente
21:55
se calhar não é altura para casar
21:57
se calhar não é altura para comprar casa
21:59
se calhar não é altura para ter filhos
22:01
se calhar não é altura para mudar de emprego
22:03
nunca vamos ter condições favoráveis
22:05
e muitas delas não controlamos
22:07
e é simplesmente impossível
22:09
controlar as questões do futuro
22:11
então quando nós olhamos para isto
22:13
deixem partilhar convosco
22:15
um dos momentos mais fantásticos que eu vi
22:17
nos últimos anos
22:19
acho que era no American Got Talent
22:21
não sei se conhecem
22:23
provavelmente conhecerão
22:25
que é um programa de televisão
22:27
só vejo no Youtube aqueles mais mediáticos
22:29
e apareceu uma jovem
22:31
que quando canta dá por o nome de Nightbird
22:34
e ela entrou em palco
22:36
e eles fizeram-lhe as perguntas
22:38
o que é que estás aqui a fazer, de onde é que vens?
22:40
e quase circunstancialmente
22:42
ela partilhou que estava com cancro
22:47
e foi impressionante
22:49
porque quando ela disse isto
22:51
depois o Simon perguntou assim
22:53
então mas agora como é que estás?
22:55
estás melhor?
22:57
que é um bocadinho o que se esperava
22:59
e ela disse
23:02
ficou tudo estressado
23:04
e ela depois mais à frente
23:06
de uma maneira super simples
23:08
canta uma música
23:10
que se chama It's Ok
23:12
Sometimes we are lost
23:14
we are all a little lost
23:16
and it's ok
23:18
e no fim
23:20
quando o Simon fala com ela
23:22
e lhe comenta isto
23:24
ela responde
23:26
you can't wait for things to be good
23:28
to choose to be happy
23:31
é uma escolha
23:33
é uma opção
23:35
de como queremos efetivamente
23:37
abraçar a vida
23:39
de como queremos ir em frente
23:41
verdadeiramente espetacular
23:43
de uma humildade enorme
23:45
de uma lucidez para quem estava a passar um processo daqueles
23:47
e portanto é isso mesmo
23:49
o futuro está imaculado
23:51
mas mesmo imaculado
23:53
imaculado significa
23:55
não faço a mínima ideia
23:57
amanhã o Putin acorda e diz
23:59
não faço ideia
24:01
pode acontecer
24:03
sou um homem tarado o suficiente para começar uma guerra destas
24:05
também pode acontecer o contrário
24:07
bebo duas vodcas erradas e aquilo sai do outro lado
24:09
sei lá
24:11
pode ser
24:18
e é isso
24:20
pode haver estes milagres
24:22
e hoje na aula magna
24:24
nós temos quatro milagres
24:26
que eu vou falar ao longo da minha apresentação
24:29
quatro
24:31
a Fátima tem três milagres e há os quatro milagres da aula magna
24:33
depois vai ser falado mais tarde
24:35
só para saber
24:37
os três milagres de Fátima e os quatro milagres da aula magna
24:39
a Núria
24:41
disse-nos logo na entrada
24:43
e no arranque
24:45
nunca sabemos quando a vida pode mudar
24:49
é isso mesmo
24:51
nunca sabemos quando é que a vida pode mudar
24:53
e portanto na verdade
24:55
quando nós olhamos para este agora
24:58
quando estamos a falar do agora
25:00
não é aquilo que acontece
25:02
é a relação que eu tenho com aquilo que acontece
25:04
o meu agora é diferente do vosso agora
25:06
há quem esteja aqui e esteja aflito
25:08
está com pressa, tem que ir embora
25:10
há outros que estão aqui que acham que estou a ser chato
25:12
outros acham que está a ser bom
25:14
o meu agora é diferente dos vossos agoras
25:16
são todos
25:18
é sempre a história que eu conto
25:20
a realidade e a minha história não é aquilo que acontece
25:22
é a relação que eu tenho com aquilo que acontece
25:24
e portanto
25:26
se eu quiser acentuar na minha vida
25:28
ou a forma como eu a quiser pontuar
25:30
tal como as palavras
25:32
faz a diferença
25:34
se eu mantiver a mesma realidade
25:36
ou seja
25:38
aquelas mesmas palavras
25:40
porque elas de facto
25:42
às vezes, uma grande amiga minha chamada Rita Soruia
25:44
tem um livro
25:46
uma amiga minha que conheci há uns anos, a Rita
25:48
tem um livro que se chama
25:50
As Palavras Que Querem Ser
25:52
é um livro de poemas
25:55
e de facto as palavras às vezes querem ser outra coisa
25:57
e se nós as soubermos pontuar
25:59
de maneira diferente, é a mesma realidade
26:01
consigo dar-lhes uma luzinha
26:03
uma luz
26:05
que nos permita olhar de outra maneira
26:07
conseguimos perceber
26:09
o que é que as palavras querem mesmo ser
26:11
e a resposta à pergunta
26:13
que a vida nos faz
26:15
então e agora
26:17
é
26:19
então é agora
26:21
é isto
26:24
aplausos
26:32
não é depois
26:34
não é eu um dia vou ficar bem
26:36
eu vou chegar lá
26:38
estou no caminho
26:40
e se pressupõe que está tudo errado
26:42
e não está
26:44
é o meu desafio do agora
26:46
é aquilo que eu tenho para viver
26:48
é saber-mes abraçar a vida
26:50
eu quando acordo de manhã uso imenso esta palavra
26:52
vamos abraçar a vida
26:54
sempre com entusiasmo
26:56
ela não partilha do mesmo grau de entusiasmo àquela hora da manhã
26:58
pode ser uma coisa que não gosto muito
27:00
mas acredito que seja uma frase que ela gosta
27:02
porque ela dá os melhores abraços do mundo
27:06
acho que ela abraça a vida
27:08
aprendeu por isso
27:10
dá mesmo os melhores abraços do mundo
27:12
aliás isto foi feito com base num abraçómetro
27:14
foi medido e é uma coisa séria
27:16
isto é abraçar a vida
27:18
por isso talvez tenha se tornado um ser
27:21
superador tantos desafios que tem tido
27:23
e é isso que ela faz
27:25
não sei se é por ele dizer isto todas as manhãs
27:27
mas é abraçar a vida que eu vejo acontecer com orgulho
27:29
nós ligar-nos
27:31
being real
27:33
estando ali mesmo ao pé uns dos outros
27:35
nesta realidade
27:37
viver este agora
27:39
um autor alemão chamado Eckhart Tolle
27:41
tem um livro que se chama precisamente
27:43
o poder do agora
27:45
ser agora
27:47
e há um filme
27:50
que é o Panda Kung-Fu
27:52
espero que toda a gente tenha visto
27:54
o dois também é bom
27:56
o três mas o um é espetacular
27:58
e a certa altura a tartaruga Oogway
28:00
tem uma conversa com o Panda Kung-Fu
28:02
que ele está a despachar os pescos do persegueiro sagrado
28:04
sem perceber que aquilo não era para comer
28:06
e a tartaruga chega e diz-lhe
28:08
vejo que estás aflito e ansioso
28:10
e diz-lhe
28:12
o futuro não existe
28:14
o passado já lá vai
28:16
só o agora é uma dádiva
28:18
é um presente
28:28
é um presente
28:30
em África
28:32
em especial em Angola
28:34
quando nós dizemos bom dia a alguém
28:36
algumas das pessoas passaram aqui por Moçambique
28:38
várias pessoas falaram sobre isso
28:40
em Angola quando nós dizemos bom dia
28:42
o que eles respondem é bom dia sim
28:44
tão bom dizer sim à vida não é?
28:47
a primeira vez que me disseram eu não percebi
28:49
bom dia, bom dia sim
28:51
espetacular
28:53
dizer sim àquele dia, dizer sim à vida
28:55
como a Núria dizia nunca sabemos o que é que nos vai acontecer
28:57
quando olhamos para isto
28:59
e por isso quando dizemos o presente
29:01
há uma frase que eu gostava de calibrar
29:03
que é nós dizemos vai correr bem
29:05
ou vai ficar tudo bem
29:07
como se dizia quando foi na altura da Covid
29:09
vai correr bem não é vai correr como eu quero
29:11
são coisas diferentes
29:13
vai correr bem é
29:16
e é por isto que eu rezo
29:18
quando rezo sobre o futuro de alguém ou de alguma pessoa
29:20
vai correr bem é
29:22
eu vou saber lidar com aquilo que vier
29:24
isso é que é correr bem
29:34
e não é fugir
29:36
eu quando estou a dizer isto mais uma vez
29:38
não é vai ser bom não
29:40
vai haver muita porcaria
29:42
vamos ter que ir às urgências
29:44
enfim não acaba bem
29:46
só para saberem
29:48
um dramaturgo francês dizia
29:50
a saúde é um estado transitório que não augura nada de bom
29:52
só para a gente saber
29:56
e portanto não é fugir da dor
29:58
nem da ansiedade
30:00
nem da depressão
30:02
nem da tristeza tão profunda que eu vivi nestes últimos dois anos
30:04
ou que tenho vivido
30:06
é integrá-las todas
30:08
alguém falou aqui disse
30:10
são cicatrizes fazem parte de nós
30:13
estão cá
30:15
mas não é para dizer a ferida de guerra
30:17
não integra
30:19
quando nós integramos elas deixam de nos definir
30:21
fazem parte de mim
30:23
fazem parte da minha história
30:25
fazem parte do meu caminho
30:27
faz hoje dia 4 de março
30:29
anos que em 1678
30:31
nasceu António Vivaldi
30:33
exato
30:35
era mais ou menos assim
30:37
que a música dele
30:39
e as famosas 4 estações
30:42
porque a vida tem estações
30:44
e tem esse caminho diferente
30:46
e nós temos que estar preparados para isso
30:48
a Valentina
30:50
fez-nos aquele exercício tão bonito
30:52
beijar-nos a mão direita
30:54
e beijar-nos também a mão esquerda
30:56
abraçar-nos essa nossa sombra
30:58
beijar
31:00
a mão direita e a mão esquerda
31:02
não sei depois como é que o José Maria Pimentel
31:04
do ponto de vista político interpretava isto
31:06
e depois já era outra coisa
31:08
mas nós de facto
31:10
percebermos que é tudo para integrar
31:12
eu uma das rubricas que tive o privilégio de ter aqui há uns anos
31:14
foi num hospital de Santa Maria contar histórias
31:16
às crianças que estavam lá entrenadas
31:18
eram tudo partilhas ninhas vindas do coração
31:20
em meditação e em oração
31:22
e eram momentos muito intensos e muito bonitos
31:24
e uma das histórias que eu contava
31:26
que tinha uma série de macacadas que vos vou poupar
31:28
é sobre uma menina
31:30
que era pequenina e descobriu que a vida é como uma concertina
31:32
estas histórias eram sempre
31:34
contadas em primeira mão à minha filha
31:36
que as mensagens sempre foram para ela
31:39
e depois partilhadas também com os meninos
31:41
e com os pais num hospital
31:43
e basicamente a história
31:45
uma série de macacadas que vos vou poupar
31:47
depois tem a ver com isto
31:49
é que nós às vezes descobrimos que
31:51
tudo é grande na vida, o sorriso é largo
31:53
temos condições para tudo
31:55
e o som é um som bom
31:57
e portanto às vezes a concertina está mesmo lá
31:59
mas outras vezes o coração aperta
32:01
o caminho é mais estreito
32:03
nós apertamos até sair em lágrimas
32:05
e o som é um som mau
32:08
mas é nessa diferença de sons
32:10
que está a música da vida
32:14
porque a vida é música
32:18
e é preciso lembrar isto
32:26
e portanto quando eu digo vai correr bem
32:31
um minuto, diz ele
32:35
quando eu digo vai correr bem
32:37
é precisamente neste sentido
32:39
é nós percebermos que vai correr aquilo que tiver a correr
32:41
e que teremos a capacidade de abraçar
32:43
dar espaço e tempo a Deus para entrar
32:49
nesse mesmo programa daquela jovem
32:51
da Nightbird que eu vos falei
32:53
houve uma coisa giríssima também no fim
32:55
o Simon, o júri
32:57
o que lhe disse a ela foi
32:59
I'm not gonna give you a yes
33:01
e ficou tudo à rasca, não vai dizer um sim
33:03
e ele disse I'm gonna give you something else
33:06
e carrega no botão que é o golden buzzer
33:08
ela é apurada automaticamente para a final
33:10
e a vida às vezes faz-nos isso
33:12
não nos diz que sim
33:14
mas dá-nos outra coisa que não era aquilo que nós estávamos à espera
33:16
e termos a disponibilidade para essa música da vida
33:20
bem, agora fiquei mesmo assustado com isto do tempo
33:22
então, vamos lá ver
33:24
de facto, nós quando olhamos para as coisas
33:28
a vida não é aquilo que nós estamos à espera
33:30
mas temos que ter essa capacidade
33:32
de viver este agora
33:35
por isso é que eu digo, com o que vier
33:37
com aquilo que Deus me trouxer, com a onda que for para eu surfar
33:39
essa é que é a diferença
33:41
e sabermos ter essa resposta criativa ao agora
33:43
um mestre indiano chamado Osho
33:45
tem uma frase que é precisamente essa
33:47
ele diz, é a resposta criativa ao agora
33:49
é estarmos aqui
33:51
ser presente, é na presença
33:53
na integralidade do presente
33:55
que eu consigo abraçar isso
33:57
e ver esse caminho
33:59
e perceber isso
34:01
como aconteceu com este indivíduo em Béja
34:03
ainda cá estão?
34:05
já abalaram, se calhar
34:07
foram andando, demora tempo
34:11
então, isto passa-se em Béja
34:13
que é um tipo que vem ao café
34:15
ele diz à mulher, vou só buscar uns caracóis para o lanche
34:17
já venho
34:19
ela diz, vai mas não demores
34:21
não demoro nada, é um instantinho
34:23
só que o gajo passa para o café
34:25
erro, caralho
34:27
não cabe uma menzinha
34:29
estás maluco homem, não posso, tenho a mulher à espera
34:32
está aqui o João, Golonva
34:34
e tu também está aqui
34:36
se está o João, eu bebo-me com o João
34:38
agora pagas-te uma rodada
34:40
agora tenho que levar uns tramossos, umas alcagoitas
34:42
até agora não vejo a bola com a gente
34:44
vai lá ver o Sporting
34:46
não tenho tempo agora, tenho a mulher à espera
34:48
vai lá, só a primeira parte
34:50
chega-se um intervalo
34:52
uma cabecinha de borrego, dá cá para a gente comer
34:54
desassocio-me
34:56
agora não vejo o Benfica
34:58
tenho a mulher à espera
35:01
um saco de caracóis na mão às três da manhã
35:05
está ali naquela fase da aguadilha
35:07
estão a ver que ele ainda não percebeu bem
35:09
se aquilo vai a carga ao mar ou não
35:13
é quando a gente percebe que é o pilar
35:15
na escola a gente estudava, mas agora é aqui que a gente percebe
35:17
se aquilo vai para cima ou vai para baixo
35:19
ainda não percebe como é que aquilo vai acabar
35:21
e está ali naquele estado
35:23
e é nesta altura que eu estou a manter uma resposta criativa ao agora
35:25
que é, depois dos caracóis todos no chão
35:27
toca desarmadamente a campainha
35:30
quando a mulher chega vais para lá
35:48
isto é sabermos estar no aqui e no agora
35:50
e não é preciso ir para a Índia
35:52
ou vestir de cor laranja ou rapar o cabelo
35:54
é sabermos estar onde estamos
35:56
que é isso que nós temos
35:58
porque muitas vezes, de facto
36:00
a nossa cabeça, a nossa mente
36:02
perturba-nos na maneira como olhamos
36:04
e há uma frase do Papa Francisco
36:06
que foi citada pelo cardeal Tolentino
36:08
que diz assim
36:10
que paradoxo
36:12
desculpem, tenho que dizer isto
36:14
a frase é a propósito da conversão de São Paulo
36:16
e sobre a conversão de São Paulo
36:18
na estrada para Damasco
36:20
o Papa Francisco cita esta frase que é
36:22
que paradoxo
36:24
precisamente quando uma pessoa reconhece estar cega
36:27
é que começa a ver
36:29
e portanto reconhecermos o que não estamos a ver
36:31
o que a nossa mente nos desvirtua
36:33
o caminho como ficamos desvirtuados
36:35
e por isso perceber que muitas vezes
36:37
estamos a viver
36:39
um jogo que é um jogo errado
36:41
esta era a mensagem central que eu
36:43
José Pedro gostava de deixar aqui
36:45
partilhar com os jovens e não jovens
36:47
e com os jovens de 54 anos
36:49
porque também há jovens com 54 anos
36:51
que é
36:53
nós muitas vezes estamos a jogar um jogo
36:55
que não é nada daquilo que a vida nos pediu
36:57
e é uma pena
36:59
chegarmos ao fim ou chegarmos tarde e dizer
37:01
é pá, eu pensei que era assim que se jogava isto
37:03
é como se estivéssemos a jogar futebol
37:05
e achávamos que marcavamos golo cada vez que a bola sai para fora
37:07
porquê? porque há uma penha-bolas que atira
37:09
e a gente diz, olha que giro, é mais um ponto
37:11
pá, não dá pontos nenhum
37:13
os pontos é ali
37:15
isto tem corrido tão bem
37:17
é um bocadinho ao lado
37:19
estão a ver?
37:21
não é bem por aí
37:23
normalmente cada uma coisa destas dava um toque
37:25
nós não procuramos
37:27
crescimento
37:29
procuramos harmonia
37:31
são coisas diferentes
37:33
foi aqui neste palco que teve o Mathieu Ricard
37:35
fiz a apresentação desse senhor
37:37
um monge budista que tem um trabalho incrível
37:39
de solidariedade e viveu 30 anos com o Dalai Lama
37:41
no Tibete
37:43
não faço ideia de como aquilo foi
37:45
mas enfim
37:47
teve com o Dalai Lama no Tibete
37:49
e esteve aqui e falava sobre isto
37:51
crescimento sustentável
37:53
ele dizia, não é crescimento sustentável
37:55
é harmonia sustentável
37:57
são objetivos diferentes
37:59
não é sucesso
38:01
é evolução
38:03
ou seja, queremos evoluir
38:05
queremos nos aproximar na espiritualidade
38:07
o Gui disse a importância da espiritualidade na nossa vida
38:09
e mesmo que nós sejamos
38:11
uma concha
38:13
uma conchinha
38:15
de facto nós abrirmos-nos
38:17
e termos a disponibilidade para a espiritualidade
38:19
como eu vi com uma concha
38:21
acontecer isso, ver o brilho nos olhos dela
38:23
quando se dedica à espiritualidade
38:25
quando quis por ela própria ir acompanhar
38:27
neste caso as equipas de Nossa Senhora
38:29
espetacular, essa procura de nós queremos ir mais longe
38:31
perceber que não é a motivação
38:33
o Pedro Granger estava aqui a gozar no princípio
38:35
aquelas motivações
38:37
não é motivação
38:39
é o propósito
38:41
a motivação, como ele disse, tem que ser com muita medida
38:43
muita, muita, muita, muita medida
38:45
não é motivação, é propósito
38:47
eu há uns anos, desde há dois anos
38:49
esta parte que faço taekwondo
38:51
tem sido uma coisa que me tem ajudado imenso
38:53
é tudo muito feito à base de valores
38:55
e uma das camisolas que eles têm lá na STAT
38:57
que é um projeto que eu recomendo que procurem também
38:59
que vale imenso a pena, é tudo feito à base de valores
39:01
diz
39:05
não tenho a mínima dúvida
39:07
a gente pode correr muito, mas se for a correr para o lado errado também não serve
39:09
e portanto perceber isso
39:11
sabem
39:15
lembrar qual é o propósito das coisas na vida
39:17
como aquele indivíduo
39:19
que numa entrevista de emprego
39:21
precisaram perguntar-lhe, você tem alguma qualidade?
39:23
eu sou rapidíssimo a responder problemas de matemática
39:25
rapidíssimo
39:27
bolas, está bem, então diga-me quanto é 6.412 x 3.317
39:29
2.500
39:31
homem, mas isso está completamente errado
39:33
está bem, mas fui rapidíssimo
39:37
alguém que não percebeu
39:39
a lógica do processo
39:41
nós não deixarmos de perceber isso
39:43
uma outra coisa muito importante
39:45
que deixo como desafio para este trajeto de todos nós
39:47
a liberdade
39:49
muitas pessoas querem muito ser livres
39:51
querem muito ser autónomas, muito independentes
39:53
é fundamental
39:55
mas a liberdade não é um fim
39:57
é um meio
39:59
para podermos ser amor
40:01
faz toda a diferença
40:09
foi
40:11
orador aqui na primeira edição, o Henrique Leitão
40:13
e eu já o tenho ouvido várias vezes
40:15
é um homem excepcional e com quem se aprende imenso
40:17
e viu na apresentação de um livro
40:19
que se chama Carta a Philemon
40:21
é a epístola mais pequena da Bíblia
40:23
a epístola de São Paulo mais pequena da Bíblia
40:25
e fala precisamente sobre isto, que a liberdade
40:27
não é só para ser livre, que é libertinagem
40:29
é para nos encontrarmos no amor, no desafio
40:31
que temos para fazer
40:33
e portanto percebermos depois ao mesmo tempo
40:35
a necessidade dessa dependência
40:37
e a necessidade dos outros
40:39
que a Mafalda Ribeiro aqui tão bem falava
40:41
quando nós precisamos uns dos outros
40:43
e sobre a Mafalda
40:45
que sou amigo pessoal
40:47
deixei-me dizer-vos isto
40:49
ela tem uma frase espetacular e foi um tema que aqui também foi falado muitas vezes
40:51
sobre a gratidão e felicidade
40:53
e eu acho que era importante partilhar isto convosco
40:55
aprendi esta frase com a Mafalda
40:57
ela diz que não é dela, mas eu ouvi a ela e faz todo sentido
40:59
que é, não são as pessoas felizes que agradecem
41:01
são as pessoas que agradecem que são felizes
41:03
um beijo enorme à Mafalda
41:07
porque a felicidade
41:09
que falou-se aqui muitas vezes
41:11
eu quero ser feliz
41:13
felicidade é uma consequência
41:15
não é um objetivo na minha opinião
41:17
é uma consequência de uma forma de estar na vida
41:19
de estarmos ancorados em algo maior
41:21
o padre Vasco Pinto Magalhães
41:23
foi a ele que eu ouvi a melhor definição de fé
41:25
ele disse-me
41:27
fé não é acreditar
41:29
fé é saber que se é amado
41:31
saber que se é amado
41:33
espetacular
41:37
e nós de facto somos
41:39
beneficiários da vida
41:41
um livro do
41:43
Pedro Chegue às Freitas
41:45
que fala sobre o pior
41:47
pior do que perder
41:49
é ganhar e não saber que se ganhou
41:53
o jogo acabou e a gente achou que perdeu porque não estava a olhar como deve ser
41:55
e portanto não sabermos ver isso
41:57
muito rapidamente
41:59
já recebi ali outra vez outros sinais
42:01
um dos milagres que eu queria dizer sobre as pessoas
42:03
nos receberem
42:05
foi que durante este processo todo
42:07
estes dois anos, e digo isto
42:09
muito comovido, houve muitas pessoas
42:11
que me asseguraram
42:13
de facto o próximo, as pessoas seguram-nos
42:15
e uma das pessoas foi a Mafalda
42:19
e esse era o primeiro milagre que eu queria partilhar convosco
42:21
foi ela
42:23
com a doença dos ossos-vidros que o programa tem
42:25
e ela segurou-me ao colo
42:27
esses são os milagres que fazem a vida acontecer
42:37
depois
42:39
o outro milagre
42:41
foi uma coisa espetacular
42:43
foi ouvirmos o Pedro Grangé
42:45
falar sobre o silêncio
42:47
e ouvir ele dizer este milagre
42:49
foi Isca McQueen, que ela usou aqui a voz dele
42:51
parecia quase que era ele
42:53
o Rei da Velocidade
42:55
sugeriu-nos parar
42:57
não é uma ironia espetacular
42:59
aquilo próprio que falou
43:01
não foi Isca McQueen, ele disse que é o Rei da Velocidade
43:03
obrigar-nos a parar
43:05
para nos encontrarmos neste caminho
43:07
deste desafio que nós temos
43:09
para percebermos que podemos ser protagonistas
43:11
principais da nossa vida
43:13
ele falou nisso, o Guilherme falou nisso
43:15
e depois aqui o Padre João Golão
43:17
quando nós fazemos este caminho
43:19
ser comigo
43:21
no silêncio foi o que desafiou o Pedro
43:23
e para isso é preciso discernir
43:25
há uma das palavras deixada pelo Padre João Golão
43:27
em que ginásio é que andamos a treinar
43:29
vulnerabilidade
43:31
como uma palavra fortíssima que nós temos
43:33
sabermos ter discernimento
43:35
não desesperar
43:37
e sobretudo este enorme
43:39
conselho, arrancar as algálias
43:41
da malta toda, que já não aguento mais tempo
43:45
mas viver um amor maior
43:47
foi a expressão que usou o Padre João Golão
43:49
para depois nos conseguirmos
43:51
descobrir a nós próprios, independentemente
43:53
daquilo que somos, que foi o que a Margarida
43:55
Bruta Costas nos desafiou
43:57
o outro milagre que assistimos
43:59
tinha aqui muitas coisas
44:01
para falar, já estava isto, da Valentina
44:03
Cetilo
44:05
foi transmitir que vindo do grego
44:07
afinal de contas o Espírito Santo é um
44:09
advogado, eu que sou
44:11
advogado de profissão fico aí comovidíssimo
44:13
isto é um milagre, quer dizer, a gente sabe
44:15
como é que olha para os advogados, os tais catálogos
44:17
as caixinhas onde nós colocamos as pessoas todas
44:19
como aquelas duas crianças brasileiras
44:21
que uma dizia meu pai é advogado, outra dizia sério
44:23
não, dos normais
44:25
é mais ou menos assim que a gente vê
44:27
tirar as pessoas da caixinha, afinal de contas
44:29
era um Espírito Santo
44:31
e depois a Eduarda Gouveia
44:33
também neste desafio que nos deixou
44:35
sabendo ser com todos
44:37
que é o outro desafio
44:39
sabermos ser connosco, descobrimos a nós
44:41
próprios, sabendo sermos sós
44:43
que é diferente do isolamento
44:45
disse a Valentina
44:47
sabendo ser com todos e depois a Joana
44:49
Rigato, também não posso nunca esquecer
44:51
que há um laço inquebrável
44:53
que une todas as pessoas
44:55
sabendo ser em família
44:57
esta família alargada que é a Joana
44:59
Rigato que andou pelo mundo inteiro
45:01
desta forma espetacular partilhou connosco
45:03
e falaram sobre a casa
45:05
depois a Joana Mota
45:07
esta ideia de cuidarmos uns dos outros
45:09
de sermos cuidadores nesta reta final
45:11
de sair da bolha
45:13
lembrar que as pessoas são boas
45:15
e acho que é mesmo importante distinguir a pessoa
45:17
da atitude
45:19
a pessoa pode ser boa, pode não ter feito por mal
45:21
mas a atitude pode estar errada
45:23
é sobre ela que temos que saber gerir
45:25
e que o teu legado são as portas que abres aos outros
45:27
esta frase que ela nos deixou
45:29
depois de sabermos ser ao ritmo certo
45:31
a Rita Sacadura Monteiro quando falou nisto
45:33
percebi que às vezes demora tempo
45:35
tenho um jovem
45:37
espetacular que eu amo do coração
45:39
esteve no rugby
45:41
estava na equipa B
45:43
era suplente da equipa B
45:45
estava triste disse-me uma vez num jogo que eu fui ver
45:47
e ele de lágrima no olho no fim disse-me
45:49
ah o tio teve aqui o jogo todo
45:51
e eu nem sequer entrei
45:53
eu disse-lhe mas tiveste com a mesma dignidade
45:55
fizeste exatamente a mesma coisa
45:57
trabalhaste, foste buscar as águas, tens andado a trabalhar
45:59
o que ele fez foi trabalhar o verão todo
46:01
dedicar-se a isso tudo e hoje é titular da equipa A
46:03
isso faz parte de alguém que leva tempo
46:05
e que faz o seu caminho
46:11
vou terminar
46:13
vou terminar
46:15
vou terminar precisamente porque
46:17
neste então e agora
46:19
para vos dizer o seguinte
46:21
desculpem lá
46:23
o desafio
46:25
se nós conseguimos
46:27
fazer este desafio
46:29
se nós conseguimos fazer este desafio
46:31
que aqui nos foi lançado hoje
46:33
foi para que tenhamos
46:35
ânimo
46:37
foi a palavra que nos disse a Núria
46:39
façam barulho
46:41
disse-nos a Susana Peralto
46:43
Francisco Ferreira, manifestem-se
46:45
Paulo Portas
46:47
acreditar que vamos aprender e evoluir
46:49
o Gui
46:51
saber e depois correr
46:53
que ninguém nos apanha, aliás a avó do Gui
46:55
vai Mafalda
46:57
vai
46:59
o Pedro Grangê, vamos é vender lenços
47:01
não estejam a chorar
47:03
a Valentina Cetilo desafiou-nos a procurarmos as chaves
47:05
no sítio certo mesmo que seita
47:07
no sítio escuro
47:09
depois houve uma pessoa que disse, que eu não vou dizer o nome, disse assim
47:11
e agora é agir pensando nos outros
47:15
e pensando nos outros
47:17
a Margarida Brutacosta interpelou-nos a tirar-nos
47:19
as outras da caixa e lembrar-nos
47:21
que amar é deixar cedo
47:23
Deus disse à Rita Monteiro
47:25
levanta-te e vem
47:27
e ela respondeu por todos nós dizendo
47:29
pormes-nos a caminho
47:31
sabendo que eu sou igual a ti
47:33
a Eduarda Gouveia
47:35
e disse vontade de não desistir
47:37
o incentivo a acreditar
47:39
a Joana Rigato
47:41
disse não poderei descansar
47:43
e não descansou porque ela não parou de facto
47:45
e nessa ação pelo mundo
47:47
não esquecer
47:49
seja qual for o alfabeto
47:51
que o mais importante é
47:53
just love and be love in return
47:55
Francisco Mendes desafiou-nos
47:57
a honrar por inteiro
47:59
a pormos os talentos a render
48:01
a tornar-nos missão no dia-a-dia
48:03
e a Joana Mota
48:05
se privilégio é responsabilidade
48:07
há uma necessidade de ação
48:09
e disse-nos comecem por algum lado
48:11
o João Golão
48:13
disse-nos na vulnerabilidade
48:15
não nos deixemos ficar inquietos
48:17
se fizermos isto
48:19
quando sairmos daqui
48:21
lembrando que compromisso é compromisso
48:23
este será
48:25
o quarto milagre do dia de hoje
48:27
o quarto milagre da Alma Magna
48:29
e que para que o milagre be real
48:31
as mesmas palavras
48:33
agora pergunto
48:35
então
48:37
é agora
48:39
que assim seja
48:41
Obrigado