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Então, muito boa tarde a todos, peço que não comece a embarcar já o tempo, porque
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há aqui uma coisa que tem que ser dita, e tem a ver com o facto de eu falar antes
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do Ricardo Araújo Pereira, porque é uma vantagem a uma grande, uma coisa muito boa
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e uma coisa um bocado triste.
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A coisa muito boa é que a sala está praticamente, aliás, está mais do que praticamente cheia,
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está repleta.
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A coisa menos boa é que, por acaso, o Ricardo estudou três anos num colégio da companhia
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de Jesus.
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E, por acaso, também, eu também estava lá quando esses três anos aconteceram.
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Portanto, a minha expectativa hoje era o Ricardo iamover e a dizer, oh Pedro, o antigo vice-presidente
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da Associação dos Estudantes, mas não, não aconteceu isso, o Ricardo tratou-me como
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um perfeito desconhecido, o que significa que o meu impacto sobre a vida do Ricardo
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foi nulo.
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A segunda coisa a dizer é que, três anos num colégio da companhia de Jesus, nós esperaríamos
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poder ter feito alguma coisa dele, mas não me deixaram acabar, não me deixaram acabar.
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E, de facto, não conseguimos mais do que um ateu especial, como ele diz, si próprio.
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E, de facto, é muito especial, porque usa uma grande arma, que é o humor e a ironia,
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que curiosamente era uma arma que Jesus também usava muito frequentemente e eu creio que
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é daí que ele vem tanta fama.
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Mas pronto, vamos, vamos ao que interessa, tenho muita alegria de estar aqui, como diziam
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ao princípio, sou um apaixonado pela educação, pela juventude e parece-me que esta proposta
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que nos fez o Papa de perceber mais a fundo os jovens de hoje e a relação que tem com
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a fé é muito importante que continue a ser um tema que esteja presente nos nossos debates
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e é ótimo que possamos estar aqui hoje e também permitam-me uma nota pessoal que
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tenha a ver com este tema e biográfica.
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Eu vivi 24 anos na fronteira entre o Lumiar e o Campo Grande e, por opção dos meus pais,
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fomos sempre à missa do lado de lá e quando chegámos mais ou menos, quando eu cheguei
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aos 16 ou 17 anos, em que habitualmente temos que questionar aquilo que nos foi dado e começamos
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a construir aquilo que é mais nosso, a minha mãe teve uma intuição muito boa, que foi
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deixar-me escolher a missão da UIA e eu mudei e vim ao Campo Grande e o Campo Grande funcionou
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para mim como uma verdadeira escola de de fé, o parco já era o padre Victor Feitor Pinto
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porque enresamos agora de maneira particular neste tempo difícil, mas havia lá um padre
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que chamava João Resina, que era um cientista e aquelas homilias que ele tinha umas homilias
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irrepreensivas de 7 minutos onde tudo era dito e a minha mente científica sentiu-se
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muito saciada a ouvir a fé apresentada daquela forma tão racional, por isso é com
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muita alegria que aqui estou, é também com muita alegria que trouxe esta pergunta,
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que é mais ou menos evidente, há afirmação se que ela não é tão evidente e por isso
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a pergunta é há espaço para Deus no coração dos jovens, eu não tenho a mínima dúvida
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que há espaço para Deus e até mais do que isso, eu diria que os jovens continuam à
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procura de que este espaço que existe no coração deles seja respondido por alguma
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coisa de significativo, claro que este espaço não é virtual, este espaço chama-se a
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pergunta vital sobre a nossa existência, quem é que nós somos, de onde é que vimos,
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para onde é que vamos e se é verdade que hoje em dia se responde, como sabemos de uma
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maneira muito generalizada, que se calhar não vimos de nada e se calhar não vamos para
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nenhum sítio, isto é tudo obra do acaso e do destino, muitos vão fazendo da experiência
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de que vimos certamente de alguma coisa maior do que nós e vamos certamente para alguma
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coisa melhor do que esta, é claro que eu não sou inocente, sabemos bem o mundo em que vivemos,
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que é virtual, que é transitório, que é descartável, que é imediato, todos sabemos que é um bocadinho
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voltado para a questão da satisfação e do bem-estar, que parece o critério último
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da nossa existência, mas acho que todos vocês, principalmente os mais novos que vivem neste
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universo tão forte, vão fazendo experiências de que a satisfação não gera felicidade,
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a satisfação geralmente gera mais satisfação e desejo de mais satisfação, a melhor metáfora
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é dos likes no Instagram e no Facebook, quando eu alcancei os 1500 a seguir tem que ser os 2000
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e todos nós sentimos falta de algumas realidades, algumas felicidades e alegrias que não sejam
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passageiras que fiquem, que permaneçam e isso como dizia agora mesmo esta apresentação anterior
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vem de vir tudo, vem de viver bem a nossa vida, segundo valores em que acreditamos da verdade,
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da justiça, da bondade, por isso continuo a achar que existe e se calhar alguns vão dizer
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isto é conversa de padres que escondem a realidade, não fazem ideia o que é que se está a passar
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no mundo, por isso acho que é importante irmos aos factos e os factos são muito curiosos porque
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vocês sabem também que vivemos num tempo de fake news e de verdades alternativas que eu gostava
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de ver uma verdade alternativa, ou factos alternativos, é curioso comunicarmos tantas coisas
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evidentes e depois aceitamos que um político esteja a dizer que isto é um facto alternativo
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e nós achamos sim deve ser alguma coisa diferente da mentira, por isso é bom pensarmos o que
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que são os factos e também não são opiniões porque as opiniões hoje quando são muito partilhadas
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e quando tem muitos likes ganham força de dogmas mas os factos continuam a ser factos e por isso
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em 2015 houve um inquérito muito interessante à juventude portuguesa a margem da sírpida
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congredação dos institutos religiosos que estavam preocupados a saber o que que os jovens pensavam
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sobre a fe e como é que se comportavam em relação à religião e os resultados eu acho que são
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um mínimo surpreendentes era interessante pensar o que que vocês supõem mas 50% dos jovens
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estamos a falar no universo 1700 jovens dos 18 aos 34 anos todo o país todas as condições
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sociais 50% tem interesse isto é esta pergunta de deus está no meu coração ainda que não seja
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muito esclarecido e 46% tem interesse na espiritualidade isto é no modo de me relacionar com esta
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presença do divino na minha vida ora alguns podem dizer bem isto é conversa dos portugueses que
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estão a fazer de exponenciar tudo aquilo que é deles não é por isso ao abrigo agora da assim
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à boleia do cino do feche o mesmo o mesmo inquérito para todo mundo em todos os jovens do mundo
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inteiro e em particular aqui houve um estudo especial para os jovens europeus e curiosamente os
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resultados são ainda melhores é motivo de grande alegria 57% dos jovens inquiridos no universo
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683 até 1360 por vários várias várias fases desta inquérito 57% consideram-se religiosos
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42 não religiosos e só 1% de denominações não cristãs depois 41 desses 57 claro rezam
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e depois 27% que é notável tem uma prática religiosa e regular ora não sei se acham
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surpreendente eu achei surpreendente por um lado por outro lado fazia parecia que batia certo com
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aquilo que eu ia vendo que acontecia um pouco ao meu redor principalmente quem trabalha muito com
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jovens por isso a pergunta que há a fazer é a seguinte então essa coisa da circularização não
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existe essa coisa da laicização do estado essa coisa da do anticlericalismo não existe acho
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que existe mas alguma coisa se está a passar no nosso país ora há quatro hipóteses primeiro
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hipóteses chama-se hipóteses e a receita porque somos tão bons somos os maiores e resistimos a
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tudo seria a resposta fácil e acho que não é verdade depois as outras duas respostas são típicas
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ao lado português de pensar somos tão maus que nem esta coisa da secularização nem aqui pega
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no nosso país ou então a famosa metáfora dos atrasos não é somos a calda da Europa portanto
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ainda vai cá chegar talvez eu acho que a minha tese é que nenhuma destas três é verdadeira mas
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provavelmente a crise passou ou está a passar e provavelmente está a passar e vai continuar mas
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vamos a resistir de alguma maneira alguma coisa está a acontecer para que nós neste momento
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sejamos um caso começamos a ser um caso na Europa já não bastava o futebol já não bastava
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política económica agora a religião podemos mas um caso que já praticamente foi ultrapassado por
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dois países que a polônia dois ou três a polônia lituânia eslovênia tem uma prática religiosa
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superior a nossa ora o que é que isto nos diz o que é que qual é que é a tese de que pode estar
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aqui a acontecer acho que andamos muito preocupados neste momento com que façam é que nós somos somos
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progressistas ou somos conservadores o mundo a diabolizar o mundo que temos a nossa volta quando
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acho que neste momento isto devia ser um estímulo para nós aprofundarmos mais o que que nós ainda
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podemos fazer para que continuamos a ver estas respostas respondidas e uma coisa bonita é constatar
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os factos ter algum conhecimento daquilo que se tem passado no mundo e por exemplo conhecer um
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bocadinho a história da igreja percebemos que o que estamos a viver agora não é diferente do que
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vivemos outras alturas em que o ambiente era o estilo e em que tivemos que nos refugiar que aquilo era
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aliás um grande teólogo do século 18 do século 20 desculpem talvez um dos maiores
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disse há cerca de 50 anos esta coisa maravilhosa ou preocupante não sei o cristão do século 20
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isto é nós os que são cristãos claro ou será um místico alguém que fez uma experiência pessoal
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da própria fé ou não será cristão e depois acrescentou a seguir explicou o que ele queria dizer
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que na espiritualidade do futuro portanto é que nós vivemos agora já não vamos ter convicções
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unânimos e evidentes e públicas a cultura e a sociedade já não nos vai falar da fé que
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antes eram escolas eram escolas para nós entrarmos na fé então neste momento nós vamos recorrer
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únicamente a nós as experiências pessoais ao início pessoais de fé experiências e decisões
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como dizia como dizia carlo hanner põe aqui o peso a importância na experiência antes disso já há
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100 anos atrás 100 anos antes o cardeal john john henry newman vale muito a pena conhecer estas
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vidas que são absolutamente fascinantes eram pessoas que não eram só boas na teologia eram
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referências na cultura dos povos e este homem naquela altura já antecipou aquilo que está a
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acontecer com outra formulação e dizia que uma fé que fosse meramente herdada recebida nos pais
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dos avós e não fosse experimentada pessoalmente facilmente degenerava nas pessoas mais cultas em
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diferença religiosa e nas pessoas mais humildes em superstições e magias ora são duas pequenas
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profecias que se tem que tem uma aplicação acho que cada um de nós as vê realizadas na nossa enfim
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a nossa realidade atual por isso vale a pena por os nossos olhos naquilo que é a experiência
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cristã religiosa que passa por três movimentos meus amigos e isso aqui é um bocadinho difícil
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cada vez passa muito rápido passa por três movimentos um que foi muito falado ali ao início
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do dia pelo padrugo põe-nos sempre à escuta o cristão é aquele que deseja aprender e ouvir e
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por isso põe-se a fazer as perguntas e põe-se a escuta das respostas não parte com a querer
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ele dar as respostas e esta escuta faz-nos sentir sempre no nosso interior que somos chamados
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primeiro fomos chamados à vida todos nós e não escolhemos segundo somos chamados a viver a nossa
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vida de forma plena com significado a viver a nossa vida em plenitude e por isso de alguma maneira
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nós somos convidados a entrar no nosso interior e perceber quais é que são essas questões de
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fundo que trazemos e ver como elas vão sendo respondidas por este sentido como nós dizemos neste
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diálogo que se vai formando como filhos que somos imagem e semelhança de Deus temos em nós o
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Espírito Santo e por isso mesmo aquilo que se gera dentro de nós não é uma conversa com
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os próprios mas é ouvir a voz de Deus dentro de nós é o segundo movimento e depois o terceiro
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é uma adesão livre da nossa parte é isto que eu desejo para a minha vida é esta fé que eu quero
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para a minha existência este chama-se de forma brevíssima aquilo que é uma experiência pessoal
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de fé depois como é evidente nos abre o mundo inteiro porque é comunicado a nós para ser vivida
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para fora vivida em comunidade vivida para transformar o mundo da nossa volta e eu acho que e a tese
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com o qual termina eu acho que isso já aconteceu no nosso país de forma não pensada
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não programamos não projetamos mas continuamos a promover atividades destas onde conheçam a
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realidade dos escuteiros que é absolutamente inutável são 60 mil em todo o país em portuguesa
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faz este ano faz este ano 15 anos começou a missão país um pequeno grupo dos jovens
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podem isso não é defender a nossa dama atenção isto é perceber as intuições que estão aqui
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são dois mil e quinhentos jovens universitários cultos instruídos que dedicam a uma semana
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da vida deles a trabalharem e a darem testemunho em aldeias espalhadas por todo o país e vilas
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e cidades a realidade dos campos de férias católicos que cresce de uma maneira
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5 mil contamos agora há pouco tempo não é já para não falar dos convívios fraternos que são
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as cidades mais das dioceses e das paróquias que têm 50 anos em movimento a milhares de jovens
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agora o que é que é a tese coletava haveria mil outros exemplos trouxe estes quatro porque
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ajudam a perceber qual é eventualmente a intuição ou segredo ou diria antes a sabedoria que
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está por trás destes movimentos primeiro são experiências que nos possibilitam encontrar e
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encontrar por Deus todas elas de formas diferentes mas todas elas e depois curiosamente geram em
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nós três coisas espaços e tempos de qualidade para este encontro e para o serviço todas elas
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comunidades onde se vive e se partilha esta experiência e finalmente desejos de cada um de
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nós ser testemunha dessa alegria que se experimenta agora quem conhece um bocadinho a
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igreja este sou logo familiar mas isto parecem aqueles palavrões gregos que definiam aquilo que
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é a igreja a coinonia a comunhão viver em comunidade a martiria o testemunho a liturgia
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celebração em conjunto são várias palavras que nos parecem familiares e que estas atividades
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promovem de forma como eu dizia pouco se calhar pouco evidente pouco explorada por isso acho que o
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tempo desde o tempo que vivemos agora e do futuro é pormos os olhos nesta experiência que ele
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já esteve aqui o papá nos tem promovido o papá francisco começou o seu pontificado com uma
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exoritação apostólica que é onde se põe onde se diz basicamente qual é que vai ser a sua política
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não é e curiosamente repara como é que ele começou a falar sobre para ele a preocupação é que
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nós volta a renovar este encontro com Deus esta experiência pessoal quem já tem que a renove
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quem não atém que possa fazer foi a proposta do papá sua preocupação de irmos de facto ao
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fundo aquilo que é central na nossa fé a experiência de Deus e depois como todos temos sabido e vou
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terminar agora que o papá tem posto assentem dois aspectos muito bonitos que é o evangelho a boa
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notícia e tem trazido o evangelho a nosso cotidiano hoje vivemos a fé hoje sentimos que o
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evangelho tem a ver com a nossa vida em concreto em gestos e palavras dele mas também de muitos
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cristãos e segundo tem proposto que a nossa igreja seja uma igreja aberta de coração universal que
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acolha todos e que esteja preocupada com aqueles que andam mais longe são as duas preocupações
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grandes dele e por isso tem nos sustentado e em particular a vocês jovens que sejam apóstolos
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destas duas realidades não só que sejam vocês a boa notícia e que possam ser vocês hoje em dia
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a escrever os novos evangelhos é isso que diz a última exurtação do papá que possamos sonhar com
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a santidade cada um de nós e que sejamos nós também imagem viva de uma igreja que acolhe e que deseja
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encontrar todos aqueles que estão longe e creio que este é o futuro da nossa igreja o futuro muito
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melhor parece-me e por isso gostava de terminar com são francisco da cis que hoje dizia certamente
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levem a todos a boa notícia e se for necessário também com palavras mas principalmente com a
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vossa vida