3 Milhões de Nós

Transcrição

0:00 Bom dia. Confesso-vos que isto aqui é um grande desafio falar assim para uma sala cheia
0:09 e um grande gosto. E então, o desafio que eu vos venho falar hoje é sobre que família
0:14 é o que eu quero para mim. E como vimos no vídeo, de facto, a família é a base
0:20 daquilo que nós somos. E aquilo que nós vamos vivendo é aquilo que nos vai fazer na nossa
0:25 família atual, é aquilo que nos vai permitir construir a nossa família no futuro.
0:29 Em todos os demais, acho que temos que pensar um bocadinho sobre as alterações que a
0:34 família tem, de facto, sofrido nos últimos, nas últimas décadas e com estas novas gerações.
0:40 Realmente, como falava o orador anterior e muito bem, temos neste momento uma capacidade
0:45 de receber a diferença muito maior. E por isso também temos famílias, muito mais
0:50 famílias diferentes. Se há duas ou três gerações atrás, o modelo de família era
0:56 apenas um modelo tradicional, pai, mãe e filhos. Atualmente, temos, é verdade, uma
1:01 taxa de divórcio muito grande e, portanto, temos uma quantidade de famílias em que os
1:05 filhos vivem só com a mãe, ou vivem só com o pai, ou alternadamente com o mãe e
1:09 com o pai, ou em famílias reconstituídas, com padrastes, com madrastes quantiados.
1:14 Temos também, atualmente, ao casamento homossexual, temos a possibilidade da produção independenta,
1:19 ou seja, de uma pessoa sozinha ter um filho. E, portanto, tudo isto deu uma panóplia de
1:25 possibilidades que são realmente muito desafiantes, mas que nos retiraram, se cararem, nos dificultaram
1:32 um bocadinha, que estão das referências. Nós pensámos o que é que eu quero. Há
1:36 muito mais possibilidades, e isto faz com que tenhamos que pensar seriamente sobre com
1:41 que é que nos identificamos. Mas também há outras alterações, não
1:46 só no formato, mas depois no tipo de relação que nós estabelecemos uns com os outros dentro
1:52 da família. E, se antigamente tínhamos uma família mais hierarquizada, não é que sou
1:57 aqueles elefantes em que o pai e a mãe vão à frente e os filhos vão lá atrás, em que
2:01 o melhor bife é para o pai e os filhos ficam com aquilo que sobra, neste momento passámos
2:06 exatamente para o oposto. O centro da família passaram a ser as crianças, e vocês já
2:11 são aglucentes e jovens, em que as vossas famílias em que os vossos pais vos fizeram
2:16 em primeiro lugar. E o maior investimento da vida deles foram vocês. E por isso é que
2:21 também se sentiram tão únicos e tão especiais, o que tem algo maravilhoso, mas também tem
2:26 alguns riscos, não é como Tiago nos acabou de falar. Depois também temos os pais a andar
2:30 muito mais lado a lado, e temos muito frequentemente pais a dizer antes que querem ser os melhores
2:36 amigos dos filhos. O que eu acho que é muito interessante, tem alguns riscos, porque melhores
2:43 amigos nós temos vários. Agora pessoas que nos indiquem o caminho e que realmente se
2:48 coloquem num papel diferente do nosso, realmente se calhar só temos os nossos pais. E, portanto,
2:53 este é um risco que nós corremos, que é não sabermos muito bem como ser adulto quando
2:57 os nossos pais se comportam de uma forma mais parecida com a nossa. E depois temos pais também
3:03 muito mais protetores, não é? Antigamente com 10 anos muitas crianças iam para a escola
3:07 sozinhas de autocarro. Hoje em dia isso é quase considerado criminoso deixar uma criança
3:13 com 10 anos a andar de autocarro ou de metro sozinha. E os filhos ficam até muito mais
3:17 tarde debaixo da tromba dos pais. E, portanto, muitas vezes dificulta o crescimento e muitas
3:23 vezes dificulta que vocês se autonomizem, que vocês pensem, que vocês sejam capazes.
3:28 E, portanto, muitas vezes eu acho espetacular também o trabalho que os grupos de jovens
3:32 fazem, que é realmente responsabilizar, obrigar-vos, levar-vos para a vida, desafiar-vos a serem
3:37 vocês e a terem ideias e não ficarem debaixo das asas e das chaias dos pais e das mães.
3:42 A comunicação na família também passou muito mais e era arquizada com esta ideia
3:49 de que os pais são melhores dos amigos, supostamente os pais falam sobre tudo com os filhos, coisa
3:53 que eu vejo muitas vezes os adolescentes a zerem. Não quero que me pergunte esse tipo
3:58 de coisas, porque isso eu falo com os meus amigos. Com os meus pais eu não quero partilhar
4:02 todas as minhas intimidades. E esse é um lugar diferente. E depois temos pais a dizer-se
4:07 mas ele não me conta tudo e eu digo que não e não é suposto. É suposto que esse lugar
4:11 seja guardado para outro espaço, que não é necessariamente em casa. É bom poder partilhar
4:17 mas é verdade que também é bom uma certa cerimória e também podemos perceber com quem
4:21 é que se fala sobre determinar tipo de coisas. Mas, por um lado, temos uma relação mais
4:28 próxima com a família e, portanto, se pode falar, é um espaço muito mais aberto.
4:34 Por outro lado, temos a invasão das tecnologias em casa. E, portanto, antigamente tínhamos
4:39 que ver a televisão na minha geração, não é já só um bocado mais antiga, não é?
4:45 Só via inicialmente o 1º, 2º e 4º canais. E, portanto, quando há noite, como não
4:50 havia telemóveis, ficávamos na sala e todos partilhávamos o mesmo programa, mesmo
4:55 que isso não interessasse necessariamente a todos. E isso trazia um espaço em família.
4:59 E hoje em dia, com os Netflix da vida, não é? Cada um no seu quarto, cada um no seu
5:05 tablet ou no seu telemóvel a ver o seu programa. E, portanto, é verdade que há muitas casas
5:10 em que, na verdade, são vários elementos que partilham mesmo a chave de casa. E as pessoas
5:15 não falam assim tanto. E há uma expectativa, por um lado que se fala muito, mas por outro
5:19 lado não há espaço. E isso não é fácil. Então, já acabamos assim um panorama sobre
5:26 a família, então vamos pensar que família eu quero construir, não é? E vamos começar
5:33 pela nossa família atual, porque é com base no modelo daquilo que eu vivo agora, que
5:38 eu vou viver o meu futuro. E, portanto, pensar que agora é assim, mas que daqui a uns anos
5:43 vai ser completamente diferente, é um recarço. Aquilo que eu vou fazendo agora é aquilo
5:49 que eu vou ser no futuro. O Ronaldo não começou a jogar muito bem e a treinar aos
5:53 20 anos. Ele começou quando era pequeno. E nós temos que perceber que a forma como nos
5:58 disponibilizamos a estar e a ser é aquilo que nós vamos ser um dia, no lugar que vamos
6:03 deixar. Então, o que é que eu vos proponho? Eu acho que os adolescentes têm um papel
6:10 mesmo muito importante na família. E a verdade é que os pais, alguns de vocês forem filhos
6:15 mais velhos ou filhos únicos, e mesmo nos segundos, ou nos terceiros filhos ou nos quartos,
6:20 os pais têm que aprender a ser pais. Então, nessa procura, até como o modelo mudou,
6:25 eles agora já não sabem muito bem como é que eles se fazem, eles não todos. E eu tenho
6:28 imensos pais que me procuram para saber como comunicar, até onde, a partir de onde é
6:33 que eu devo deixar. E, portanto, eu acho que os adolescentes têm um papel, vocês todos
6:37 têm um papel na construção da família com os vossos pais e com os vossos irmãos.
6:42 E, então, o que é que é ajudar? É conhecer, antes de mais, eu acho que é importante
6:47 vocês pensar, se vocês conhecem verdadeiramente os vossos pais. As características, a história,
6:52 o que é que eles viveram, como é que eles chegaram até onde estão os diadores? E porque
6:56 isso também define a forma e as dificuldades que eles têm a relacionar-se com vocês.
7:02 E, então, eu perceber, conhecer-me a mim próprio, conhecer as minhas características, o que
7:06 é que para mim é importante, perceber o outro e perceber como é que ele está, como
7:11 é que quem é ele, como é que ele se comporta e perceber como é que eu posso criar pontos
7:15 de comunicação, de forma que as coisas possam ser mais como eu sussunhei e como eu gostaria
7:20 que seja, que fossem. E, para isso acontecer, nós temos que criar espacios de comunicação
7:26 saudáveis. E por que não ir tomar um café com a mãe ou com o pai ou com os dois? E
7:31 por que não ir um dia pedir para jantar só com os pais ou almoçar? E, se calar nessa
7:37 altura, tentar dizer qualquer coisa que para mim é importante. Se isto for difícil, por
7:41 que não tentar escrever uma carta ou até mandar uma mensagem? Tudo isto são possibilidades
7:46 e é de vossa responsabilidade, poder ajudar a que a família funcione melhor. Porque a
7:53 família, e agora vamos falar um bocadinho da vossa família de futuro, porque acho que
7:56 estamos a projetar no futuro e isso é o que importa este apresente, mas também
8:01 aquilo que vocês querem construir, tem muitos desafios. E os desafios é que hoje em dia
8:06 nós temos as mulheres e os homens com papéis praticamente iguais, não é? E, portanto,
8:12 desantigamente era fácil definir o que é que era o lugar e a obrigação de cada um.
8:17 Hoje em dia, ao facto de ser partilhado, obrigar que haja muito mais comunicação,
8:21 muito mais tolerância, muito mais trabalho em equipa. E, portanto, temos uma série de
8:27 desafios nestas novas famílias. Nas famílias que vocês vão criar, há muitos desafios.
8:32 E, porque muitos de vocês calhar têm famílias que as coisas correm bem e porque é um modelo
8:37 a seguir, também há muitos de vocês que as coisas calhar não correram bem. E, quando
8:41 não correram bem, nós muitas vezes sabemos o que não queremos, mas não sabemos aquilo
8:45 que queremos. Como fazer bem? Como é que isto pode correr bem? Eu tenho vários adolescentes
8:50 no consultório, que não têm os pais juntos e que não têm nenhum amigo que os pais estejam
8:55 casados e que sejam felizes. E, portanto, de repente, quando começam a ter namorados
9:00 ou começam a ter relações mais sérias, é difícil perceber o que é que é suposto.
9:05 Como é que é tolerável numa vida namorada ou em casal mais tarde? O que é que é aceitável?
9:13 O que é que é minha obrigação também de ceder? Eu também aguentar. Meu pai, que
9:17 está sentado, sempre me disse mais e, portanto, o que escolher um curso é escolher um bom
9:22 marido ou uma boa mulher para a vida. Porque as profissões, a verdade, é que mudam.
9:28 E, como vocês sabem, há muitas pessoas que tiram um curso e que depois levam uma carreira
9:32 profissional que altera o seu curso ao longo da vida e da cor do caso oportunidades. Um
9:38 casamento falhado é uma marca para a vida. Reconstitui-se, é possível, as pessoas voltarem
9:44 a ser felizes, não vamos dizer que este é o extremo, não é nenhum drama, mas a verdade
9:49 é que quando há filhos, é uma marca para sempre na vida de várias pessoas. E, portanto,
9:54 eu acho que vale a pena ser ambiciosos e vale a pena pensar a sério o que é que eu
9:59 acho que, para mim, é mesmo importante. E eu, refletindo, acho que é importante pensarmos
10:05 uma coisa. A construção de uma vida em casal tem imensos momentos destes, assim, de alegria,
10:10 de coboiada, de diversão, de aventura. Tem imensos momentos de intimidade, de carinho,
10:17 de proximidade. Tem momentos de complicidade, tem imensos momentos românticos ao pôr
10:25 do sol. Mas uma vida em casal não é só isto. E é preciso não ter medo de que não seja
10:34 só isto. Porque isto é o que aparece nas redes sociais. E as pessoas contam mais frágeis
10:39 do que pensam é, bolas, toda a gente se consegue entender, todos vão viajar, foram
10:44 a restaurantes espetaculares, fizeram programas lindos de morrer, tem uma família a todos
10:48 sorridentes e que os filhos todos vestidos de igual. Mas às vezes, por trás disto, não
10:57 é assim. E nunca é só assim. E isso não é um problema. A construção de uma vida
11:05 em casal é pôr a mão na massa, é cansarmos em conjunto, é dias em que às vezes ficamos
11:10 ao final escutados. É como a construção de uma casa, é bonito e ficamos felizes quando
11:15 a parede está apentada. Mas até apintarmos, ao menos em que estamos desesperados a pensar
11:19 quando é que isto acaba, achava que isto era muito mais fácil. E de repente aquilo nunca
11:25 mais acaba. E se alguém já teve experiência com obras, se não tiveram, deveriam ter.
11:29 Porque é verdade. Aquela sensação está quase, está quase, mas ainda não está. Então,
11:34 há vários ingredientes que eu considero que são importantes. O compromisso, o investimento
11:39 permanente na relação. As relações não podem ficar em standby enquanto uma coisa avança.
11:43 As relações têm que ser trabalhadas todos os dias. Temos um trabalho à equipe, que
11:47 já vos falei. E hoje em dia, com muito mais desafios, porque o trabalho à equipe implica
11:53 que quando um está mais cansado, outro seja capaz de tomar o lugar, implica comunicação,
11:58 implica solidariedade. O interesse pelo outro nos bons e nos maus
12:03 momentos. Porque a vida não é feita só de selfies, nem de momentos alegres. E, portanto,
12:08 quando as pessoas estão a passar por uma bocada, às vezes é preciso aturar uma humor. A fidelidade
12:14 com base do respeito e com base da confiança de que estamos os dois no mesmo barco.
12:19 A estimulação do outro no meu melhor, no seu melhor. E isto é muito fácil de dizer,
12:26 mas a verdade é que se eu namorar, se eu tiver um amigo que me telefona a perguntar
12:30 para ela, tenho a oportunidade de fazer erasmos. O que é que tu achas? Eu digo, espetacular.
12:34 Se for uma namorada a telefonar, eu digo, ui, se ela arranja lá outra. E, portanto, isto
12:40 me das vezes implica eu prescindir de mim próprio, não é? E passar por cima dos meus
12:44 sentimentos para que o outro possa crescer. O respeito, aceitação do outro e o reconhecimento
12:50 do sentido do outro. Porque o outro não é igual a mim. E, portanto, eu tenho que o conhecer.
12:56 Temos de ser claros e coerentes e para que as mulheres têm que ter muito cuidado. Porque
13:00 as mulheres somos peritas em perguntar, está tudo bem? Nós, claro, não se está a mesmo
13:03 a ver. E os homens, porque é verdade que em termos cerebrais somos diferentes, tendem
13:10 a ouvir mais a mensagem oral do que ler a mensagem física. Portanto, sermos claros
13:15 e coerentes é um desafio. E não estar à espera que o outro entenda aquilo que claramente
13:19 eu queria dizer, mas que eu disse exatamente o contrário. Contenção na crítica interpessoal
13:26 e das famílias. Porque, de facto, quando nós criticamos, devemos tentar ser sempre
13:32 construtivos e temos que ter muito cuidado quando falamos da família dos outros. Porque
13:36 eu posso falar mal da minha família, mas ele não pode. É uma regra básica.
13:41 Intimidade. E a intimidade não é a mesma coisa para homens e para mulheres. As mulheres
13:46 em intimidade é uma boa conversa durante horas sobre temas profundos. A intimidade
13:52 para um homem urgentar um bom restaurante ou ter momentos mais físicos na vida. Portanto,
13:58 a intimidade é diferente. E é preciso cuidá-la, privilegiar o tempo em casal e em família.
14:05 E hoje em dia em que as carreiras profissionais assumem papéis tão importantes, é importante
14:11 percebermos qual é o tempo que guardamos para a família. E que esse tempo não seja
14:15 ao fim do dia para simplesmente estarmos cansados de pajama ao lado do outro. Temos
14:20 que ter energia e temos que ter disponibilidade. Então, uma relação duradoura, isto é a
14:25 base de tudo. Persepõe momentos de festamento e momentos de proximidade. Momentos de muita
14:30 alegria e também momentos em que as coisas não correm tão bem. E permanecer é o grande
14:36 desafio. Esta é a família que eu estou a construir. E às vezes já de eu voltas.
14:41 E às vezes as coisas correm bem. Isto é o dia da fotografia em que estamos todos de
14:45 pandão. Mas há outros dias em que as coisas não correm assim tão bem, em que parece
14:50 tudo um bocadinho mais caótico. E a vocês eu desafio-vos a pensar que família que vocês
14:55 querem construir. E sejam ambiciosos e tenham a coragem de pensar claramente o que é para
15:02 vocês fundamental. E não fiquem por menos. Porque a vida é um grande desafio. E correr
15:08 bem não é fácil. E portanto, se nós formos menos ambiciosos com aquilo que nós queremos
15:13 para a nossa família, provavelmente também não vamos conseguir ser felizes. Mas também
15:17 não ponho unicórnios. Porque eles não existem. Tá bem? Obrigada.

Famílias de Hoje - Inês Resende

Descrição

Esta intervenção reflete sobre como a família mudou ao longo do tempo e desafia os jovens a pensarem conscientemente no tipo de família que querem construir. Entre novas formas familiares, relações mais próximas mas também mais complexas, destaca-se a importância do autoconhecimento, da comunicação e do compromisso. O convite final é claro: ser ambicioso no amor e na família, mas sem ilusões irreais.

Resumo

A oradora começa por destacar que a família continua a ser a base da nossa identidade, mas que hoje assume formas muito mais diversas do que no passado. Divórcios, famílias reconstituídas, parentalidade independente e casamentos entre pessoas do mesmo sexo criaram novos modelos, mais inclusivos, mas também mais desafiantes, sobretudo pela falta de referências claras. Isto obriga cada pessoa a refletir com mais intenção sobre aquilo que quer para si.

Além disso, houve uma transformação nas dinâmicas familiares. Passámos de estruturas hierárquicas para relações mais horizontais, onde os filhos estão no centro e os pais procuram ser próximos — por vezes até “amigos”. Embora isso traga benefícios, também levanta riscos, como a dificuldade em estabelecer limites e em aprender a ser adulto. A sobreproteção e o impacto das tecnologias também contribuem para relações menos autónomas e, paradoxalmente, menos comunicativas.

Perante este cenário, a oradora desafia os jovens a assumirem um papel ativo na família atual. Conhecer os pais, compreender a sua história e criar espaços de comunicação saudável são passos essenciais. Pequenos gestos, como conversar, escrever ou passar tempo de qualidade juntos, podem fortalecer relações e ajudar a construir bases mais sólidas para o futuro.

Ao projetar a família futura, destaca-se que uma relação duradoura exige muito mais do que momentos felizes. Implica compromisso contínuo, trabalho em equipa, comunicação clara, respeito pelas diferenças e capacidade de enfrentar dificuldades juntos. É um processo exigente, feito tanto de alegria como de esforço, e não a imagem perfeita muitas vezes vista nas redes sociais.

Por fim, o grande desafio lançado é este: pensar seriamente no tipo de família que se quer construir, com ambição e realismo. Nem tudo será perfeito, mas é precisamente no equilíbrio entre ideal e realidade que se constrói uma vida familiar sólida e significativa.

gostos

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