3 Milhões de Nós

Transcrição

0:00 Bom dia a todos, estou muito contente de estar aqui hoje, posso dizer-vos que estive
0:12 em todas as edições de 3 milhões de nós, na primeira edição aí no público, e apaixonem-me
0:18 por este evento, tal forma que quando vivi este momento de fragilidade sobre o qual
0:23 vos vou falar, telefonei à Núria a pedir para fazer parte da equipa que organiza este
0:28 dia, esta conferência e fiz parte da equipa de conteúdos nas últimas duas edições e
0:34 surpreendentemente hoje estou aqui em cima do palco e cabe-me a tarefa de vos falar sobre
0:40 fragilidade e saúde mental e o que vos trago hoje é a minha história.
0:45 Em 2019, namorava há 7 anos, fui pedida em casamento, estava feliz e achei que estava
0:57 a construir um sonho, uma família, um projeto, mas de repente, quatro meses depois do pedido
1:07 de casamento, descobri que tinha sido traída e que afinal nós já não queríamos o mesmo.
1:15 Esta é a minha história, mas eu não quero que se fique sem ela concretamente.
1:21 Esta fragilidade, estes momentos difíceis, para uns são uma separação, um divórcio,
1:26 para outros uma morte, um luto, uma doença, uma história de bullying, um trabalho que
1:33 corre mal, uma doença psiquiátrica, é quando nos encontramos com a nossa fragilidade.
1:41 E acredito que aquilo que vos vou contar de seguida é importante e pode ser útil e
1:47 se pode adaptar a cada uma destas situações.
1:51 Sinto que há uma mensagem que foi importante para mim, que é não nos devemos comparar
1:56 a cada um de nós tem o seu sofrimento e nenhum é mais importante ou mais difícil
2:01 do que o de outro.
2:04 Quando tudo desmorneou, foi um grande choque e fiquei muito perdida pela destruição dos
2:11 meus sonhos, por perder e por sentir que estava a perder tudo aquilo que tinha investido muito
2:18 pelas vivências e planos concretos que deram lugar a um enorme vazio.
2:26 Tive que fazer um luto grande e também tive que olhar para as crenças que tinha sobre
2:32 mim e sobre o funcionamento do mundo e não estava a conseguir sair delas.
2:37 Elas transformaram-se num labirinto do qual a saída parecia um bocadinha inalcançável,
2:45 mas devagar, devagar, devagarinho, fui assumindo uma realidade que comecei por negar, comecei
2:53 por negar, não quero, isto não é para mim, isto não é para mim, isto não é possível,
2:57 mas era e fui assumindo essa realidade, permitindo-me viver a fragilidade nas suas várias dimensões.
3:06 E acho que é um ato de fé deixar-nos desmanchar, deixar-nos desmanchar como um puzzle que foi
3:17 a imagem que vos trouxe um puzzle de 5 mil peças e de alguma forma acreditarmos que nos
3:22 conseguiremos reconstruir, mas digo-vos, naquele momento eu não tinha essa certeza,
3:29 que eu não acreditava e a minha experiência experienciava mesmo uma dura perceção de
3:35 que eu não iria voltar a ser feliz, de que eu não iria voltar a apaixonar, de que eu
3:39 não iria poder voltar a ter aquele que era um grande sonho, uma família, uma relação
3:44 estável e portanto, durante algum tempo, esta perceção foi difícil, mas aquilo
3:50 que eu procurei foi ajuda e deixei-me guiar e deixei que os outros os meus acreditassem
3:57 por mim. E foi aqui que entra uma parte fundamental deste processo, que vos trago hoje, a Trapia,
4:04 dizer-vos também que iniciei a Trapia nesta fase 3, 4 meses depois da situação ter acontecido,
4:09 mas tentei antes uma primeira tentativa que não ocorreu bem, ou seja, a primeira pessoa
4:13 com quem eu tentei fazer Trapia, a primeira psicóloga com quem falei, eu não me identifiquei
4:17 minimamente com ela, não ocorrou bem e esta mensagem é importante porque muitas vezes desistimos
4:22 à primeira e pode não ser aquela pessoa, mas a Trapia pode ser para nós. Então nesta
4:28 fase iniciei uma Trapia intensa, duas vezes por semana, foi muito intensa e aquilo que
4:36 aprendi foi que quando um puzzle de 5 mil peças está desfeito, espalhado no chão, temos
4:42 que nos sentar e organizar-se uns montinhos e organizar o básico da vida, organizar o
4:51 dormir, acordar, ir para o trabalho, comer o básico e conter o despero, conter a angústia,
4:59 conter o pânico para começar esta reconstrução. Aqui a minha experiência foi de que também
5:06 houve um momento em que senti muita culpa, senti que queria arranjar justificações
5:12 dentro de mim para aquilo que tinha acontecido e aqui uma fragilidade, a minha veia de Control
5:17 Freak saiu descontrolada e analisei a minha vida até o ínfimo peronor à procura de justificações
5:26 em mim para poder controlar que aquilo não me voltaria a acontecer. Mas quando comecei
5:32 a perceber que não interessava nada à culpa e que o outro também tinha a sua cota parte
5:38 e a sua responsabilidade, eu não passei para o ponto oposto. Portanto, não vale a pena
5:43 culparmos exageradamente, mas vale a pena não nos desresponsabilizarmos. Apesar da dor,
5:50 eu queria aprender e assim aplicou a olhar para mim profundamente, a olhar para a minha
5:56 história, a minha fragilidade. Quem sou eu? Olhar os meus padrões, olhar as minhas responsabilidades,
6:10 analisar a minha vida, a minha educação, a minha infância, a minha adolescência, a forma como eu
6:17 me posicionava nas minhas relações amorosas, também de amizade na família e perceber uma
6:26 coisa, por exemplo, sobre mim, que eu gostava de me responsabilizar pelo outro. Eu gostava de
6:33 criar uma certa dependência e queria tornar-me indispensável. Esta foi uma das coisas que eu
6:42 percebi sobre mim, sobre ser um dos meus padrões e que precisei trabalhar, é só um exemplo. Neste
6:50 momento, sabia que os meus padrões, as minhas responsabilidades, mudaram aquilo que queria,
6:56 era a base para fazer um futuro diferente e tive aqui uma importante faceta da terapia,
7:02 que me pensou para um cuidado com a exigência extrema em relação a nós próprios. É muito
7:09 importante sim olharmos para nós, mas também é importante sermos tolerantes e termos cuidado para
7:14 nós sermos demasiado exigentes. Traves também aqui outra aprendizagem que me foi importante,
7:22 que é não expor demasiado, mas também não fingir que está tudo bem. Na nossa sociedade hoje em
7:29 dia em que vivemos há uma exigência extrema para estarmos sempre bem e há momentos na vida em
7:35 que isso não é possível e efetivamente a nossa energia deve estar em ficarmos bem e não fingir
7:41 que estamos bem. Então, eu não fiz questão de contar a toda a gente, por exemplo, no trabalho,
7:47 mas efetivamente, como pessoa transparente que sou, passar de alguém alegre, falador, para alguém
7:53 e ausente de uma certa maneira, não foi indiferente aos mais atentos. E hoje, de facto,
8:01 parti-lhe com você, porque tinha muitos ataques de pânico iniciais, tinha muita dificuldade de
8:06 estar em dor, tinha muita dificuldade de me concentrar às horas normais de trabalhar em
8:11 escritório e sou eternamente grata por quem na altura conseguiu abraçar-me na minha fragilidade
8:19 e eu adaptar-se e consegui o compreender. E este equilíbrio entra em não os pôrmos demasiado
8:25 e o fingimento absoluto dá, de facto, uma oportunidade aos outros que também poderem estar lá para nós.
8:30 E aqui, pronto, começa a falar-vos um bocadinho da minha reconstrução. Eu tive a facilidade de assumir
8:41 com naturalidade que preciso do outro, que preciso do outro. Não há razão nenhuma para termos vergonha
8:47 e não há razão nenhuma para não o fazermos, somos quem somos, em relação. E eu deixei-me mesmo
8:53 ser muito acolhida e muito cuidada e fiz-me pequenina para caber nos colos disponíveis e esses
9:02 colos foram estes, não é? Minha família e os meus amigos. Eu efetivamente fiz isto com a minha
9:07 família quando voltei para casa dos meus pais. Na altura, a minha casa, que ainda é a mesma na
9:12 qual eu estou hoje e voltei para casa, mas na altura era a casa onde eu estava a construir este
9:16 tempo da vida, portanto era muito difícil de estar ali e num momento de Covid e tudo mais, eu voltei
9:21 para casa dos meus pais, foi muito duro, foi muito duro. Mas, apesar dessa, a casa dos meus pais ser uma
9:28 casa maravilhosa, eu adoro estar, claro, mas foi inevitável sentir que há um retrocesso no meu processo,
9:34 no nosso crescimento. E, por isso, naquele momento em que temos tantas vozes internas e externas a dizer
9:42 que não, tu és capaz, não tens esse passo atrás, bora lá, é importante dizer-nos que, ok, eu agora
9:50 não quero, eu quero esta ajuda, eu preciso dos meus e isso foi fundamental para mim, para me sentir
9:57 novamente capaz de enfrentar o mundo, para me sentir novamente capaz de voar mais sozinha, com os
10:03 amigos também sob muito receber o colo que tinham para me dar, fui muito vocal a pedir ajuda e liguei
10:09 as horas impropres a pedir ajuda e pedi companhia para passeios junto ao Rio e pedi como fossem buscar
10:16 o trabalho, porque não conseguia conduzir e tive esse colo, mas também não fiquei demasiado
10:24 obcecada comigo própria, não sou o centro do mundo, não me tornei demasiado autocentrada e tentei
10:28 sempre continuar a ouvir e continuar a receber os outros. Por outro lado, podendo, de facto,
10:35 depender dos outros, podendo contar com os outros, no meu caso, não esperei que os outros
10:42 preenchessem todo o meu espaço vazio, era mesmo um grande vazio e, individualmente, procurei
10:47 nutrir-me, procurei munir-me das ferramentas necessárias para lidar com a minha fragilidade e no meu
10:53 caso, eu notei que diversificar foi o mesmo muito importante para mim, então eu, como é que eu
11:00 respondi aí, por exemplo, a este grande, grande vazio que eu sentia, eu procurei, outra vez,
11:05 olhar para a minha criatividade, fazer coisas com as mãos, foi uma coisa muito importante para
11:11 mim, eu voltei a pintar, voltei a ter imenso workshops, fazia imenso barro, olaria aquelas massas
11:17 que fazem em casa, pintava vasos, lidava imenso com terra e plantas, ajudei imenso, escrevia bastante
11:24 e isso ajudou-me mesmo muito, foi literalmente trapéutico, por outro lado, depois de vivermos
11:30 uma experiência destas, eu tinha muita tendência para me desvalorizar, tipo, olhou, não vale nada,
11:34 eu investi tudo numa pessoa que literalmente se foi embora e aprender, fez-me muito bem,
11:40 investir, sentir-me culta, sentir-me bem, foi muito importante, eu faço parte de um clube
11:46 do livro há vários anos, por acaso já fazia recentemente quando a situação aconteceu,
11:51 mas lemos um livro por mês, sempre dá autores diferentes do mundo, com muitas histórias,
11:56 aprendo mesmo muito e isso fez-me muito, muito bem, concretamente, de facto, eu tive, acho,
12:04 não é acho, eu tive o início de uma depressão e efetivamente tinha muita ansiedade e muita
12:09 insónia e há ferramentas muito concretas para lidar com isto, eu usei muito uma aplicação
12:16 que se chama Insight Timer, é uma aplicação para meditação que me acompanhou nas minhas
12:21 insónias todas, aquilo é espetacular, tem momentos em que para adormecer, é durante a noite
12:27 quando se acorda, é muito, muito adequado, tem milhares e milhares de meditações guiadas
12:33 e ajudou-me muito naquela fase, fiz muita gente do sono, era muito, muito cuidadosa,
12:38 com telemóveis, luz, conversas antes de dormir, comida, bebida, álcool etc, foi muito
12:45 criteriosa naquela fase, o mar, a natureza, a praia, fiziam-me muito bem, tem muitos
12:51 mergulhos em fevereiro e em janeiro que fizeram maravilhas e depois faço parte de, o desporto
12:57 para mim foi fundamental, eu faço parte de uma comunidade de Outdoor que é a Actiflow
13:02 e os treinos matinais depois de noites muito difíceis realmente eram muito, muito importantes
13:07 o nosso coach, que é o Thomas, também é uma pessoa com uma energia diferente e que
13:13 é muito atenciosa nestas ocasiões e de facto estar ali com aquelas pessoas e sentir que
13:17 não ia para um ginásio sozinha ajudou-me mesmo muito. Isto são só os meus exemplos,
13:22 também fiz aulas de surf, são só os meus exemplos mas de facto foram muito importantes.
13:26 Eu tinha volta aqui à terapia, porque de facto a terapia foi fundamental, continua a ser
13:32 higiênica mas foi fundamental e dizer-vos que partilhava constantemente, semanalmente
13:38 ou até às vezes mais vezes, este medo, este pânico que eu tinha de não voltar a ser feliz,
13:43 eu tinha pânico de não refazer a minha vida e de facto isso marcava muito o meu dia-a-dia
13:48 e era na terapia que eu conseguia desconstruir estas ideias, estes fantasmas e conseguia dar
13:53 alguns passos porque os nossos amigos não são nossos psicólogos, os nossos pais não são
13:58 nossos psicólogos e é mesmo importante este trabalho que vou fazendo com a Inês.
14:04 Também experimentei uma grande ausência de sentido, nestas fases eu acho que é natural
14:13 mas de facto a oração e a fé, a minha revisão de vida deram um suporte insubstituível.
14:22 No processo deste género nós ficamos muito desangados, ficamos muito revoltados e eu
14:28 não estava a conseguir perdoar e foram vários anos e fiz um trabalho com a minha revisão
14:33 de vida muito importante e dou uma palavra especial a Lupita porque na nossa fé é
14:38 mesmo importante o perdão e é algo que nos constitui enquanto católicos e portanto
14:44 esse trabalho fez-me um bem tremendo e foi uma parte importantíssima da minha reconstrução,
14:50 fazer as pazes, o conseguir perdoar, o conseguir já não estar furiosa, zangada
14:55 e a condenar aquilo que tinha acontecido. É importante compreender que voltar a acreditar
15:03 pode não ser a primeira nem a segunda, no meu caso não foi o primeiro namorado que
15:07 eu arranjei depois dessa instituição que ficou, no caso de uma pessoa que é vítima de
15:12 bullying não tem que ser a primeira amizade que tenta fazer que vai correr bem, no caso
15:16 de alguém que tem uma depressão, tem uma recaída, não significa que vá tudo por água
15:21 abaixo, portanto é importante termos a leveza de poder voltar a tentar, voltar a tentar
15:27 se necessário e não ficarmos obcecados do género a isto que rouba outra vez ou tenho
15:31 um problema, não é sobre isso, não foi sobre isso, portanto no meu caso voltar a tentar
15:36 até dar certo, pronto e está a dar certo e aquilo que vos trago para acabar é que
15:44 hoje o meu puzzle está muito mais construído e é mais fácil encontrar o lugar de cada
15:51 peça e quando existem alguns momentos de desintegração, quando existem peças mais
15:56 difíceis, desequilíbrios, é mais fácil porque o processo está começado, é um processo
16:02 em continuo e é menos doloroso por as coisas no sítio porque as fragilidades e os mecanismos
16:08 de feza estão um bocadinho mais trabalhados e, pronto, e a minha experiência é efetivamente
16:14 que o que criaram dentro de nós pode deixar estrelas e aquilo que eu sou hoje, a minha vida,
16:20 aquilo que eu vivi construiu muito e eu sou mais feliz, tenho uma relação da qual
16:25 eu gosto mais e tenho uma vida mais feliz.
16:32 Aplausos

Margarida Lucas dos Santos

Descrição

Neste testemunho profundamente pessoal, a oradora parte de uma rutura amorosa para falar sobre fragilidade, saúde mental e reconstrução interior. Mostra como a dor pode desorganizar completamente a vida, mas também como pedir ajuda, fazer terapia, aceitar colo e cuidar de si podem abrir caminho para uma versão mais inteira e mais feliz de nós próprios. A mensagem essencial é de esperança: é possível reconstruir-se, mesmo quando tudo parece desfeito.

Resumo

A oradora começa por situar a sua história numa experiência concreta de perda: após anos de relação e um pedido de casamento, vê o seu projeto de vida ruir com uma traição e uma separação inesperada. A partir daí, alarga a reflexão a outras formas de fragilidade — luto, doença, bullying, depressão, fracasso — para mostrar que o sofrimento assume rostos diferentes, mas merece sempre ser levado a sério. Um dos pontos mais importantes da sua fala é precisamente este: não devemos comparar dores, porque cada pessoa vive a sua própria ferida.

A descrição do impacto emocional é muito honesta. A perda do futuro imaginado, o vazio, a negação, a culpa e o medo de nunca mais voltar a ser feliz surgem como partes reais do processo. A imagem do puzzle desfeito ajuda a perceber a dimensão desta experiência: quando a vida se parte em mil pedaços, o primeiro passo não é “ficar bem” rapidamente, mas voltar ao básico — dormir, comer, trabalhar, respirar, conter o pânico. A reconstrução começa devagar, peça a peça.

Nesse caminho, a terapia aparece como elemento central. A oradora sublinha a importância de procurar ajuda especializada, sem desistir à primeira tentativa, e mostra como esse espaço lhe permitiu organizar a dor, reconhecer padrões, perceber responsabilidades e trabalhar a exigência excessiva consigo própria. Em vez de cair na culpa total ou na desresponsabilização, aprendeu a olhar para si com verdade e também com compaixão. Esse equilíbrio tornou-se decisivo para transformar sofrimento em crescimento.

Outro aspeto muito forte do testemunho é a valorização da relação com os outros. A família, os amigos e os “colos disponíveis” foram fundamentais para atravessar a crise, e a oradora fala disso sem vergonha: houve momentos em que precisou mesmo de voltar a ser cuidada. Ao mesmo tempo, não ficou apenas à espera que os outros a salvassem. Procurou ferramentas concretas para se nutrir e reconstruir: criatividade, escrita, leitura, natureza, mar, desporto, meditação, higiene do sono e fé. Tudo isso funcionou como apoio complementar num processo exigente, mas profundamente vivo.

No final, a mensagem é de maturidade e esperança. A dor não desaparece como se nunca tivesse existido, mas pode ser integrada e transformada. A oradora reconhece que hoje vive uma vida mais feliz, com mais consciência de si, relações mais saudáveis e maior capacidade de lidar com novas fragilidades. O puzzle não ficou igual ao que era antes — ficou reconstruído de outra forma, talvez até mais sólida.

gostos

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