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Muito bom dia, espero que vocês estejam a disfrutar deste dia e do ambiente espetacular
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que estamos a sentir aqui dentro.
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Pessoalmente é um ambiente que me faz vibrar, cheio de jovens, cheio de energia, cheio de
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conforto mesmo, cheio de paixão pela vida.
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E por isso, tal como dizia o Manuel, agradeço profundamente o fato de estarem aqui agora.
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Podiam estar a fazer muitas outras coisas.
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Podiam estar com uma pistaca na cama.
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Podiam estar a fazer surf.
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Podiam estar a ver uma série na Netflix.
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Obrigado por terem tido a valentia de ouvir a vossa intuição e por terem confiado em nós.
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Obrigado.
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Há seis anos eu estava no vosso lugar, num congresso da Call to Action, e certa altura
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o José Pedro Cova saiu e partilhou uma experiência com uma filha dele que devia ter uns dez anos.
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A miúda estava um bocadinho desanimada porque tinha imensos, imensões, mas achava que era
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difícil de o realizar.
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Então ele disse assim, escolhe um sonho que aches que o possas realizar.
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E a cada dia tenta dar um passilho para o fazer possível.
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E não é que de repente a miúda saiu a pau.
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Foi um efeito de surpresa total, uma encantada esfera.
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E ela começou a proclamar o poema que tinha feito sobre os seus sonhos.
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A certa altura, num anfiteatro de mil pessoas, havia um silêncio absoluto.
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Eu olho à minha volta e estava toda a gente profunda, mas profundamente comovida.
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Se vocês se perguntarem porquê, não sei porque não fiz um inquérito, mas tenho uma intuição.
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Éramos quarentões os que estávamos naquele anfiteatro.
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E aquela miúda na sua espontaneidade deu-nos os nossos sonhos.
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Porque às vezes, quando todos nós temos sonhos, projetos, desejos profundos,
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e quando começamos a crescer, muitos deles começam a ficar na sombra.
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Começam a desaparecer.
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E aquela miúda, na sua espontaneidade, começou a reavivar aquela brasa que havia em cada um de nós.
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Os nossos sonhos.
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Por que é que eu vos conto isso?
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Porque aquilo que eu menos gostaria que vos acontecesse
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é chegar aos 40, aos 45 anos e ter a sensação que eu não construí a vida que eu realmente quero para mim.
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Uma vida cheia de plenitude e de paixão.
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Uma vida onde eu me sinto profundamente encaixado sendo eu próprio.
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Jovem, meu bom malandro, como eu gosto de dizer a alguns,
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está nas suas mãos viver de acordo com o que tu és.
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Está nas suas mãos viver de acordo com a tua essência e poder afirmar.
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Adoro a minha vida. Encontrei o meu lugar neste mundo.
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Mas não me trocaria por ninguém.
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E para falar sobre isso, eu gostava de vos partilhar uma metáfora do surf.
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Eu, quando era miúdo de piscar, adoro o surf.
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E é a metáfora do inside e do outside.
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Conhecem esta praia?
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Praia do Norte, Nazaré.
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Inside e outside.
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É que não se está a ver, escutem lá, não se está a ver aqui nestas televisões.
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Não sei se vocês podem, porque eu tenho que olhar para trás.
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Agora, obrigado, obrigado.
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Metáfora do inside e do outside.
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Com o inside, eu gostava de simbolizar os temas, as cidades.
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Aquilo que nos foi apresentado como uma vida boa, plena.
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A nossa educação.
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E aqui no inside, há muita coisa boa, autêntica, construtiva.
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Mas também no inside há crowd.
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Também no inside está tudo muito, muito, muito, muito formatado.
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E pode ser que no inside eu sinta-me incómodo, de vez em quando.
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Pode ser que eu tenha medo de dropinar ou ser dropinado.
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Pode ser que alguma vez eu sinta-me incompreendido ou desencaixado.
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Pode ser que eu experimente que me falta qualquer coisa e não sei bem o quê.
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Alguma vez experimentaram isto?
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Com o outside, eu gostava de simbolizar a nossa essência.
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E com isto, para mim, eu diria que viver de acordo com a minha essência
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significa viver, crescer e frutificar.
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Viver significa experimentar uma alegria que nasce do dentro,
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que não vem das circunstâncias.
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Viver significa sentir uma pessoa única, maravilhosa e especial.
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Crescer significa aprender a aceitar-me tal e como sou
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e ter a valentia para me mostrar ao mundo tal e como sou.
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Crescer significa potenciar a nossa capacidade de construir relações autênticas,
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relações que nos deixem de vida.
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Crescer significa potenciar a nossa capacidade de superar as dificuldades da vida
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sem pôr as culpas fora, como tantos testemunhos já ouvimos esta manhã.
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E frutificar significa realmente experimentar aquilo que me faz vibrar desde dentro.
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Descobrir o meu lugar neste mundo, o meu propósito.
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Sentir que eu tenho algo único para oferecer a todas aquelas pessoas que cruzam no meu caminho.
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Sabem porque eu escolhi a onda, a imagem da onda da Nazaré para falar disto?
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Porque é uma imagem que me invoca um power brutal,
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uma energia, uma corrente de vida e amor que está em ti, está em mim,
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está em cada um de nós, na Nazaré, está em ti.
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E quando nós vivemos de acordo com a nossa essência,
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experimentamos esta corrente de vida e amor que nos leva a viver, crescer e frutificar.
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Preciso agora de fazer uma pergunta para vocês com toda a sinceridade.
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Neste momento da tua vida, estás no inside ou estás no outside?
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E gostava de vos fazer outra pergunta.
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Gostarias de fazer a terapia que te permite ir do inside para o outside?
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Isto é o que vos venho propor.
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A pedir ajuda para fazer esta terapia que nos leva do inside para viver de acordo com a minha essência.
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Se calhar algum de vocês pode estar a pensar,
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Bem, prefiro estar à vontade no inside do que estar a passar a arrebentação e a levar concepções prontas.
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Ou se calhar, se tu conhecesse o meu ambiente, as pressões que eu tenho no meu ambiente,
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não estarias para ir a dizer essas coisas tão na lua e tão fora da realidade.
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Compreendo muito bem.
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E por isso aquilo que eu gostava de partilhar é que podemos ter uma equipa que nos ajuda a fazer esta terapia.
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Uma equipa que é capaz de adaptar-se a mim, à minha sensibilidade, à minha forma de ser e ao meu processo.
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Digo-vos uma coisa.
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Eu tenho 48 anos.
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Sou missionário na Verbem-Bem desde os 21 anos.
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Há 27 anos que trabalho com jovens.
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Cada vez que eu ouço um jovem dizer, eu não encaixo,
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mais me apercebo do valor, dos talentos e da sensibilidade brutal que aquele jovem ou aquela jovem tem.
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E por isso digo-vos muitas vezes, não tentes buscar argumentos para dizer, eu não encaixo.
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Vamos sempre encontrar argumentos que nos reforçam qualquer das vozes negativas que temos dentro de nós.
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Mas atreve-te a fazer esta terapia que te vai levar do inside para o outside.
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Pus aqui algumas fotografias de diferentes encontros em diferentes lugares do mundo.
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Porque a minha constatação é de sempre a mesma.
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Há um lugar para ti neste mundo.
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Há um lugar onde tu podes ser tu próprio.
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Viver de acordo com a tua essência.
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E por isso convido-te.
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Podemos deixar tantas máscaras que às vezes inconscientes pomos dentro de nós.
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Para quererem agradar a toda a gente.
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Para quererem estar a receber continuamente likes de toda a gente.
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Para quererem encaixar em todos os ambientes.
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Mas que depois não nos deixam ser profundamente nós próprios.
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A partir da minha experiência.
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Quando tinha a volta de idade.
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Estava a estudar gestão.
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Nunca me passou pela cabeça ser missionário.
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Jogava rádio na agronomia.
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Que é um esporto que me marcou profundamente.
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E quando tinha a volta de idade estava sempre na caldoalhada.
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Porque desde os 16 anos que vivia sozinho em Lisboa.
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Quando os meus pais estavam no Alentejo.
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Então estava sempre nos bares a 24 de julho.
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Capital.
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Crânio.
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Na altura via bananas.
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Se calhar há algúm de minha idade lembra.
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Bom.
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Por isso.
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Por isso os meus amigos.
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Quando eu entrei para missionário.
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Muitos diziam assim.
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Bernardo não te deu um mês para estar de volta.
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Gostas muito do mundo.
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É verdade.
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Eu estava acostumado aos frangueses que vinham de fora.
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Uma boa noitada.
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Um bom jantar.
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Uma boa festa.
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Umas férias na neve.
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E aquilo que a espiritualidade fez-me experimentar.
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Foi a alegria que nasce de dentro.
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A alegria que me faz vibrar pela vida.
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A alegria que não sei nem dos outros.
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Nem das circunstâncias.
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Não só isso.
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A espiritualidade ajudou-me a descobrir.
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A riqueza tão brutal que há em mim.
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E em cada um de nós.
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A espiritualidade ajudou-me a descobrir.
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O meu lugar neste mundo.
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E para mim essa espiritualidade.
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Vem de um Deus.
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Que é próximo.
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É vivo.
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É companheiro.
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Ama-nos com loucura.
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E é capaz de ajudar-nos.
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É capaz de revelar-nos.
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A nossa riqueza interior.
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Chama-lhe Deus.
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Chama-lhe poder superior.
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Chama-lhe o que tu quiseres.
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O que eu gostava de vos transmitir é.
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Existe uma dimensão transcendente.
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Que é capaz de potenciar e ajudar-nos.
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A termos a melhor visão de nós próprios.
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Então de uma forma prática.
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Diz lá que passos é que eu posso dar.
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Para fazer esta travessia do inside para o outside.
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Eu gostava de vos propor.
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Três passos muito simples.
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Primeiro.
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E já saiu aqui hoje por meio de vários segundos.
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Observar-me.
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Atreva-te a ouvir a tua voz interior.
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As tuas emoções.
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O nosso mundo interior.
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Porque nos dá uma informação fantástica.
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Daquilo que nos faz vibrar e do que não.
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Daquilo que nos dá verdadeira alegria.
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E daquilo que nos desanima.
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Segundo convite.
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Passar a ação.
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Call to action.
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Escolhe.
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Um.
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Um.
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Projeto.
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Desejo.
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Sonho.
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Como aquela miúda.
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Que possa ser realizável.
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E leva-o à vida.
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Estás no melhor momento da tua vida para provar.
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Para afiscar.
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Para enganar-te.
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Para meter-te o pé na poça.
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Um voluntariado.
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Um grupo de foco.
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Eu sei lá.
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Um workshop de pintura.
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Qualquer coisa que nasça do mais íntimo de nós.
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Obviamente isso não assegura o êxito.
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Não assegura que vai sair tudo bem.
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O que sim assegura é a alegria de estares a ser fiel a ti próprio.
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E estares a construir a vida que realmente desejas para ti.
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Terceiro convite.
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Dá uma oportunidade à espiritualidade.
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Dá uma oportunidade a esta dimensão transcendente.
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Ou a este Deus amigo e companheiro que é capaz de ajudar-nos a sermos a melhor versão de nós próprios.
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E para isso lanço-vos um desafio.
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Procura no teu ambiente.
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Pode ser na tua família, amigos, na universidade.
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Procura uma pessoa.
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Uma.
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Que estejas a fazer esta tradução do inside para o outside.
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E que te inspire confiança.
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Porque se esta pessoa te inspira confiança, significa que este caminho se sintoniza contigo.
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Se sintoniza com a tua essência.
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Há muitas comunidades que estão a oferecer um caminho da espiritualidade à descoberta da nossa identidade.
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Estão a estar juítas, a ver bom bem, etc.
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Mas é mais seguro, na minha opinião, se fores a partir de uma pessoa que te inspira confiança.
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Posso-te assegurar uma coisa.
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Fruto destes 27 anos como missionário, esta pessoa está no teu ambiente.
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Posso-te assegurar que quem procura, encontra.
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Agora, depende de ti abrir-se os olhos e atrever-se a pedir ajuda.
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Porque ninguém se salva sozinho.
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Gostava de acabar esta partilha com o famoso discurso de Roosevelt, em 1910, na Sorbonne, em Paris.
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Chamado The Man in the Arena.
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E neste discurso, ele, de uma forma muito simples, veio a dizer.
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As pessoas que realmente têm valor e marcam este mundo, não são aquelas que estão na bancada e põem-se a criticar os outros.
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Não é aquela que está na bancada e que continuamente está a canchar do que está mal.
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Não é aquela que põe a conta fora, que vejo insuficiências nas outras pessoas.
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As pessoas que realmente marcam este mundo, é o homem ou a mulher que se atreve a descer à arena.
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E que se calhar está com sangue, suor e lágrimas.
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Que se calhar caiu, meteu o pé na poça e voltou a levantar-se.
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Enganou-se e voltou a arriscar.
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Porque tem um ideal pelo qual lutar.
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Joga, cada um de vocês que agora me está a escutar.
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Ouça lá que nos atrevamos a descer à arena.
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E a fazer esta travessia que nos permite afirmar.
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Eu estou a desenvolver, crescer e frutificar.
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Muito obrigado.