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Conseguem ouvir? Conseguem ouvir um sotaque no fundo da sala? Então o microfone está
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a funcionar. Então vamos lá. O objetivo da minha... Não, sem a luz lá no final, por
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favor. Isso, ótimo, porque eu prefiro ver o rosto das pessoas quando eu estou a falar.
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Então, o objetivo dessa apresentação é simples, responder essa pergunta. Qual o futuro
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do trabalho? Escalhar uma coisa que anda, a voz incomodar muito agora no tempo, principalmente
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para os jovens. Então assim, mas antes de falar em futuro, eu queria andar para trás.
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Ok? Bora falar um pouquinho de passado. E assim, se pensarmos que a média das pessoas
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estão cá, são de 15, 25 anos, a média vai dar 20. Então vamos lá andar 20 anos para
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trás. O que é que aconteceu de muito relevante a 20 anos atrás? Primeira, vocês estavam a
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nascer. E como vocês são? A geração Y, a vossa mãe e os vossos pais não vos deram
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uma chucha, deram um telomóvel para a mão, que vocês usavam como chucha e foram aprendendo
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aos dois anos a usar da forma mais fantástica que usam até hoje em dia. Para além disso,
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uma outra coisa interessante acontecia. Era eu, começava a trabalhar. Eu ali exatamente
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há 20 anos atrás, foi quando eu consegui o meu primeiro emprego, trabalhei na Proctoring
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Gamble. E é onde começou essa loucura toda. Venda as marketing, muitas outras coisas
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que eu fiz. Mas naquela altura, se eu tivesse que tentar ter ou procurar uma empresa onde
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eu queria trabalhar, se calhar esse aqui, eram grandes exemplos. Quem é que conhece todas
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as empresas daqui? Ok, nada mal. Então assim, NetScape, Polaroid, Blackbuster, eram empresas
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que eu queria muito trabalhar. Ok, bora voltar para a nossa máquina do tempo e andar 20
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anos. Então assim, 2018, fatos relevantes. Primeiro, meu filho nasceu. Ok, é um fato
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relevante, pelo menos para mim. Obrigado. Obrigado. Segundo, essas pessoas aqui vão
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começar a trabalhar. São vocês, ok? Pelo menos a média delas. Também é um fato muito
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relevante. E o que é que aconteceu com aquelas empresas que eu mostrei no slide antes? A
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maioria delas já fecharam a porta. E aquelas que não fecharam, de certeza não são empresas
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que as pessoas estão a procurar para trabalhar. E aliás, quatro das maiores empresas que nós
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temos agora, e bora lá chamada Big Four, algumas delas nem sequer existiam. Por exemplo,
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primeiro Facebook nem sequer existia há 20 anos atrás. Essas empresas, agora, movem
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mais de um trilhão de dólares juntos. São empresas que muitos de nós gostaríamos de
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trabalhar e não existiam ou não eram relevantes há 20 anos atrás. Ok? Isso aqui traz-nos
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um problema, que é, é fácil. Se as coisas mudam toda nessa velocidade, se é tão difícil
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assim, como é que a gente consegue começar a estudar e a se preparar para um trabalho
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que se calhar não vai existir para uma empresa que vai fechar ou para uma que vai abrir? E
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nós já vimos vários casos aqui. E se nós metermos ainda a questão da tecnologia dentro
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disso, vocês vão ver que a questão de tentar adivinhar o prevê futuro ainda é mais complicado.
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Por exemplo, isso aqui é um folheto de uma loja de um que vende material informático
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e eletrônico nos Estados Unidos, chamada RadioShack, que já faliu, ok? É um folheto
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da década de 90, que mostra 15 produtos lá que estavam a venda nessa altura. Tem tudo,
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se vocês forem ver. Tem computador, tem gravador de chamada, tem câmera de filmar, tem o que,
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tem telefone, tem tudo lá. Passado 20 anos, todos os produtos que estão nessa lista,
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estão todos aqui, todos, num único telemóvel. Imaginem, tudo isso aqui eram indústrias
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com milhares de pessoas a trabalhar em cada um desses que em 20 anos fecharam e desapareceram.
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Outras abriram, mas essas fecharam. E esse é o problema, meus caros. Prever o futuro
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é algo muito complicado. E não é uma capacidade humana. Posso vos dizer, bola de cristal não
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é das nossas competências mais fortes, mas de certeza. Ok? Portanto, temos aqui um problema.
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E para dar ainda exemplos melhores, no que toca funções. Por exemplo, eu hoje de manhã
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estava a falar com um amigo meu, que é diretor de uma empresa aqui, e que está atrás de
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um digital campaign manager. Portanto, um gestor de redes sociais. Não existia essa
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função há dez anos atrás. Um blogger. Não existia dez anos atrás. Um app developer.
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Aquela pessoa que desenvolve todos os apps que vocês usam, não existia há dez anos
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atrás. A pessoa que me trouxe hoje para cá, chama-se Antônio, e é um Uber driver. Não
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existia cinco anos atrás. Ok? Então, a resposta para qual o trabalho do futuro é
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muito simples. Who the fucking knows? Ok? Não sei. Seu ponto. E é assim. E se existe
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uma resposta, eu não sei. Ok? Não faça a mínima ideia. Portanto, a pergunta já
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está respondida. Já podíamos ir todos para casa, certo? Não. Por quê? Porque temos
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um dilema que é, então, como é que vocês fazem? Como é que vocês se preparam para
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um mundo hoje, as empresas que vocês estão concorrendo, se calhar há cinco anos, não
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existem? As funções que talvez sejam aquelas que vamos fazer mais felizes ainda nem foram
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inventadas, a ver? Se você for esse empreendedor, tens 90% de chance da tua empresa não dar
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certo e vai deixar de ser por causa disso, vocês viram aqui alguém que é muito feliz
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a empreender. O empreendedor não deixa de empreender porque o seu negócio vai dar errado.
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Mas daqui a três anos está sem emprego, de certeza. Então, esse é o ponto. Então,
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como é que vocês respondem um dilema? Ok? Volta a dizer. Também não tenho resposta
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para essa pergunta. O que é o mais chatíssimo, mas não culpa em mim, culpa em quem me convidou
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aqui a me falar sobre esse tema, ok? Mas o que eu posso é fazer o seguinte, é partilhar
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o que eu roubei, o que eu aprendi, de algo que eu faço também em paralelo a 12 anos,
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que são entrevistas de advisory, ok? Há pessoas que têm coragem, fé e audácia de
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irem comigo, descreverem a vida deles, acreditarem que eu tenho talento para isso e eu tento
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ajudá-los a procurar trabalhos felizes, ok? Então, assim, e daí que eu conheço a verbo
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que eu respondei e daí a minha ligação com esse grupo maravilhoso que está aqui.
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Então, assim, eu acho que há três coisas que eu aprendi dessas conversas que eu posso
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partilhar e que podem vos ajudar a encarar esse futuro de tanta incerteza, principalmente
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no trabalho. Então é o seguinte, primeiro, olhem para dentro, não olhem para fora. Busquem
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dentro de vocês, ok? Não busquem fora. O problema, uma das coisas que vos deixa tão
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ansioso é olhar para fora e querer agora já saber um nome de uma função para ser
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feliz. Aí você é médico, é médico o nome da minha função, é engenheiro informático.
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Não dá isso, olha para fora, meus caras. Essa coisa não funciona assim. Olhem para
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dentro, procurem dentro de vocês. E eu sei que hoje em dia autoconhecimento virou corne,
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é uma palavra que todo mundo usa, ok? E vocês têm algum, vocês sabem do que gostam,
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das séries que gostam, das cores que gostam, mas eu digo de procurar informação dentro
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de vós, antes de olhar para fora, que ajude a procurar lá para fora. E a primeira que
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eu vou falar são os interesses. E para isso eu conto uma pequena história. E hoje falaram
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aqui, podem chamar de paixão se vocês quiserem, ok? Hoje falaram muito sobre esse tema da
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paixão, são os interesses. Então assim, a história que eu vos conto é, um pai ligou
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a um homem disse, Rodrigo, eu preciso que tu entreviste a minha filha, porque ela vai
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ser uma futura economista, eu sei, e ela está com umas loucuras na cabeça que não quer
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seguir aquele caminho. Por favor, fala com ela. A miúda estava no não no ano, a fazer
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aquela escolha maravilhosa no não no ano onde nós estamos super maturos de qual é
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a área que eu vou seguir. É isso, então, ok? Eu fui conversar com ela, não vos conto
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aqui a conversa, mas havia algo que aparecia sempre sem parar durante a conversa. Era um
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assunto, chamava-se química. Eu podia conversar sobre o que foi, a conversa é parar sempre
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na química. Ao ponto, deu-lhe fazer uma das perguntas mais estranhas que eu já fiz
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na minha vida, que era, então vai ali no quadro e escreve minha equação mais fiche
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que tu já viste na tua vida, ok? Química fiche, ok? Ela levantou e escreveu lá e
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abalançou a cabeça, eu disse sim, a sequação realmente é linda. Já agora, por que que
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essa equação é tão fantástica, ela disse-me? O sódio, pá. Tu não estás a ver que o
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sódio deixa tudo equilibrado? O sódio é lindo, o sódio é dos elementos mais lindos
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que existem na natureza, ok? Saltando agora, desculpem lá, uma pessoa que tem uma paixão
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tão forte por esse assunto, por esse tema, ao ponto de achar o sódio, um elemento lindo,
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economia ou química, ou qual era o conselho que vocês davam? E entretanto, tinha ali
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o pai a tentar que ela fosse para economia. Por que esse aqui é o problema? Porque quando
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vocês olhem para as vossas paixões, vocês têm medo de partilhar principalmente com os
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mais velhos, porque quando vão lá dizer a pessoa, o teu pai, com todo o amor que
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tem, vai olhar para ti e vai dizer isso, não vai dar dinheiro pelo amor de Deus, esse
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mildo vai morrer, não, não, não, música não, vai estudar, como nós vimos, damas
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aqui, não, não, não, não, não, siga essa música, não, vai estudar, vai ser advogado,
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vai ser, e esse é o ponto, se vocês têm duas ou três coisas que vos apaixonam, procurem,
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é o melhor ponto para começar, é melhor do que olhar para fora, ok? Procurem, investiguem,
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vão atrás, existem cursos, com quem mais vocês podem falar, metam-se nas redes sociais
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e tentem seguir, pode ser que aquilo vire um emprego, no mínimo vai dizer qual é o setor
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ou área de atividade que vocês devem procurar, e aí já é, vocês adiminuírem muito o leque
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de loucuras, ok? Segundo informação que vocês podem tirar sobre vocês, as competências,
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para mim as competências dizem a função que você deveria seguir, seja ela qual for,
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e muito rapidamente, competência seria as capacidades, habilidades com que tu atua
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no mundo, do que o teu corpo de forma inata, ou seja, capacidade de comunicar, capacidade
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de liderar, capacidade de se analítico, capacidade de organizar, todas essas coisas de criar,
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são as nossas competências, todos nós, temos todas as competências, ok? Todos nós,
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agora não sei por que carga d'água, todos nós também nascemos com duas ou três que
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em média, vamos fazer melhor do que todas as outras. O Rodrigo vai sempre comunicar
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muito melhor do que ser organizado, sempre, e podem me dar todos os cursos de organização
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de que vocês quiserem na vida, e para esse peditório eu já dei que vocês nem fazem
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ideia, ok? E eu vou sempre comunicar melhor, o Rodrigo vai sempre liderar melhor do que
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se analítico, claro que eu também sou analítico quando tem que ser, mas não se compara a
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caminha, se vocês descobrirem aquelas duas ou três competências que vocês têm mais
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forte, aí vocês podem sentar e procurar funções onde essas sejam mais pedidas,
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ok? E assim que passa, as entrevistas de emprego não deveriam ser, por favor me contrata,
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olha como eu sou bom, deveriam ser, diz-me aí, eu vou te dizer as minhas competências
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mais fortes são essas, diz-me aí as competências mais pedidas para a função, seja lá qual
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função, seja o nome que tiver aquilo, xpto. Então, se vocês viram que faz um match,
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vocês têm muito chance de vir a fazer aquilo bem, quer dizer, quando eu estou a fazer algo
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que eu naturalmente faço muito bem, a coisa sai bem e virem a ser reconhecidas que vão
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ver que é a base do trabalho. Então, esse é o ponto, procurar de dentro para fora.
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Por último, os valores devem vos dizer as empresas que vocês vão e organizações que vão
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trabalhar, ou seja, vocês não vão trabalhar para Microsoft, vocês não vão trabalhar para
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Procter & Gamble, vocês não vão trabalhar para uma empresa qualquer. Vocês trabalham
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para aquelas duas ou três pessoas que estão lá junto de vós, é isso, ok? E é, haver alinhamento
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de valores com aquelas pessoas é que é fundamental para a vossa felicidade.
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E quando eu digo alinhamento de valores, eu não digo, é para bons valores ou mais valores.
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Querem ser um cabrão, tudo bem, trabalha com pessoas que estão alinhadas a serem um cabrão,
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porque aí a coisa vai correr bem, está a ver? Não pode haver... Não pode haver
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desalinhamento de valores. Para vocês terem uma ideia, metade das pessoas se despedem
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pela uma má relação com o seu chefe, ok? Então, pronto, e isso também dá para descobrir,
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investiguem, vão falar com pessoas que trabalham em certas empresas, conheçam e façam
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perguntas para as pessoas sobre a vida, ok? Pergunte, o que é que tu gostas de fazer?
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Diz-me algo que te correu mal, não perguntas sobre a empresa, deixe isso lá. E à medida
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que ela for falando, a tua parte de dentro vai dizer, olha, eu trabalharia com essa pessoa,
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acho que eu tenho valores alinhados ou não. Então, é assim, esse é o tipo de informação
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de dentro para fora e só então, fazendo essa análise para vocês e fazendo a vida toda,
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é que vale a pena buscar e aí começa a ter um caminho. E não aquela confusão de olhar
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para fora e ver um milhão de empregos que existem, aí meu Deus, como é que eu vou escolher?
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Não escolhe, faz o caminho, ok? Essa é a primeira, segunda, procurem um caminho,
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não uma carreira. Uma carreira é uma das coisas mais estúpidas que nós inventamos,
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mais ou menos na década de 50, e que subentende duas coisas terríveis, uma que é uma linha reta,
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uma carreira, sou médico, você é médico a vida toda, sou engenheiro, você tem um nome,
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engenheiro, ok? E a segunda, que é sempre a subir, ok? Sou engenheiro, tenho que subir
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e aí na próxima eu tenho que ganhar mais e ter mais responsabilidade e ganhar mais e ter mais,
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isso é estúpido a todos os níveis. Primeiro, a vida não é uma linha reta,
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há coisas boas e mais que vão acontecendo nas vossas vidas que podem mudar, tudo.
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Vocês estão num caminho, tem certeza, aquela empresa maravilhosa, conhecem alguém, muda tudo.
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Principalmente se essa pessoa estiver em outro país, a minha mulher mora em Itália,
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eu moro em Itália agora, vocês estão ali lançados, está tudo a correr bem,
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alguém da vossa família tem cancro, ou mesmo vocês, muda tudo, ok?
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E isso é vida, faz parte da vida, pronto. Portanto, procurar uma carreira é uma estupidez,
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fazer um caminho é outra coisa. Esse desenho que vocês têm aí, sabe o que é?
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É o caminho de JC, portanto, de Jesus Cristo, durante o Ministério dele na Calileia.
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Não parece que esse gajo está perdido?
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Dá uma olhada, olha aqui.
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Pensem lá, se alguém que sabia para onde ia, era ele, e esse,
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eu sei que não dá para adivinhar, é, gelos além de ser crucificado,
15:01
acabou, devia ser uma linha reta, devia ser uma linha reta.
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E não é, esse é o ponto. Então assim, mesmo ele,
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ou seja, Jesus andava para onde era pedido, para o que lhe fazia feliz, ok?
15:14
O que eu vejo é muita pressão das pessoas me dizerem,
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''Epa, Rodrigo, eu adorava pedir aquele emprego naquela startup
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que me oferecerem, mas fogo aí para minha carreira.
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A startup daqui, escalada aqui há três anos, está fechada,
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tu só tens o presente para viver, vai procurar felicidade ali, ok?''
15:32
Não tenhas medo de um hipotético caminho que o CV diz,
15:36
que alguém um dia vai sentar e diz, ''Ah, tu andaste a mudar muito,
15:40
ver ser quíquito, goste de mudar, claro, e vou mudar de novo,
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vou sair dessa sala porque esse comentário é estúpido, ok?''
15:46
Porque esse é o ponto.
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O que vocês vão encontrar pessoas,
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que vocês terem mudado muito, vai fazer sentido,
16:00
e outras que não, que gostam mais de estabilidade.
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O que interessa é achar aquilo, agora interessa é procurar,
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o que naquela altura, naqueles dois anos,
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não se preocupem com o que vão fazer com o resto da vida,
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se preocupem só os próximos dois ou três,
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ouvimos isso aqui também hoje à tarde,
16:14
tirem essa pressão de cima, ok?
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Procurem um caminho, não uma carreira.
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E por último, procurem a felicidade.
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A sério, é claro que a pergunta é,
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''É possível ser feliz sem trabalhar?''
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Esse é uma boa pergunta.
16:30
Eu vou vos dizer, como a matemática é uma merda,
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eu acho que não.
16:34
E por quê?
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Porque a matemática não falha.
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A gente vai começar mais ou menos a trabalhar aos 21 anos,
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vai trabalhar até mais ou menos aos 70,
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tem que dormir à noite,
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sacar a calculadora mais da metade da minha vida,
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tive passado a trabalhar.
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Portanto, se eu não for feliz no meu local de trabalho,
16:52
e quando a gente é novo,
16:53
trabalhamos 12 horas por dia,
16:55
10 horas por dia ainda,
16:56
mas aqui que parece que é importante e é bom,
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sair às 8 horas da noite.
17:00
Não sei porquê.
17:01
Mas parece.
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Então, assim,
17:04
meus caras,
17:05
se vocês não foram felizes no local de trabalho,
17:07
vocês estão a bidicar de mais da metade
17:10
da felicidade da vossa vida.
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E isso é o que a minha geração fez e está a fazer.
17:15
E sabem o que acontece para verem
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como esse assunto é sério?
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Se vocês foram perguntar
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para qualquer pessoa aqui que tenha mais de 40 anos,
17:23
se eles conhecem alguém que está
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ou esteve em depressão,
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eles vão te dizer sim.
17:28
70% das pessoas que trabalham agora,
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e esse é um dado,
17:32
quer mudar do seu trabalho.
17:34
Se pudesse ganhar o mesmo no outro sítio,
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mudaria, porque não é feliz a falar.
17:38
Querem mais um?
17:40
Top 3 dos medicamentos mais vendidos,
17:42
antidepressivos.
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Então, meus caras, é sério.
17:46
Não façam isso com a falsa felicidade.
17:49
Procurem a felicidade,
17:50
não procurem um trabalho, um nome,
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uma carreira.
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E só para terminar aqui
17:56
a questão da felicidade no trabalho,
17:58
a felicidade no trabalho tem a ver com uma coisa.
18:01
Reconhecimento.
18:03
Qual o reconhecimento?
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Todo o reconhecimento que existe.
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E já vos explico um bocadinho essa equação.
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Por quê?
18:10
Porque quando nós fazemos algo,
18:12
quando nós usamos as nossas competências
18:14
e alguém não reconhece, seja com dinheiro,
18:16
com parabéns,
18:17
com mais responsabilidade com o que for,
18:19
nós sabemos se a resposta da mãe de todas as perguntas,
18:22
o que é que eu estou a fazer aqui,
18:24
tivesse sentido.
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Não é um processo consciente,
18:27
mas toda vez que alguém vos dá os parabéns por algo
18:29
que fizerem, é como que diz,
18:31
é isso que eu vim cá fazer.
18:33
E isso enche a nossa vida de significado,
18:36
o que é a felicidade.
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Só que isso é uma equação.
18:40
O dinheiro que vocês vão receber,
18:42
a responsabilidade que a função tem,
18:44
o nome, a vossa hipótese de progressão,
18:46
essa auto-realização a fazer aquilo ou não,
18:49
é uma equação com várias coisas.
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E vimos hoje exemplos de pessoas que dizem,
18:53
é pá, eu essa parte aqui,
18:55
nem estou a ligar muito,
18:56
não preciso de dinheiro agora,
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preciso estar realizado, preciso fazer o que eu gosto,
19:00
outros que dizem, não, não,
19:01
agora eu preciso porque estou a comprar uma casa.
19:03
Então assim, a vossa equação de reconhecimento
19:06
é diferente de pessoa para pessoa e muda o longo da vida.
19:09
E essa que vocês devem tentar encaixar.
19:11
Então, de modo geral,
19:13
seria, eu não sei e ninguém consegue saber
19:16
o que vai acontecer daqui a 10 anos
19:18
ou daqui a 20 anos, ok?
19:20
Mas acredito que se vocês procurarem dentro de vocês
19:24
naquilo que eu vos disse,
19:26
as competências, os interesses, os vossos valores,
19:28
antes de procurar lá para fora
19:30
e cuidado com a pressão lá para fora,
19:32
ou então todo mundo aqui
19:33
devia fazer um curso informático.
19:35
É pá, informática é o que está a dar.
19:37
É não, bora lá porque programação de app
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é mesmo aqui.
19:40
Bora todo mundo fazer progressão de app.
19:42
Para todo mundo aprender a falar chinês,
19:44
isso é escolher de fora para dentro.
19:46
Escolha um de dentro para fora,
19:48
procure um caminho e procure um caminho
19:50
a serem felizes,
19:51
onde trabalhar é importante,
19:53
mas não é só e nem é tudo, ok?
19:56
Então, e eu gostava de terminar,
19:59
eu, não parece, mas eu sou
20:01
engenheiro aerospacial do Instituto Superior Técnico,
20:04
da primeira turma,
20:06
olhem como alguém pode estar tão errado, ok?
20:09
Mas foi isso que eu tirei,
20:11
foi a primeira Cromolândia,
20:13
portanto, eu gosto, tenho interesse muito grande
20:15
por aerospacial,
20:16
e eu quis partilhar essa frase
20:18
do Bill Landers,
20:20
ele foi um dos astronautas da Paulo 8,
20:22
para ver,
20:23
que foram os primeiros a chegar na Lua.
20:25
Não foram os primeiros a pisar na Lua,
20:27
isso foi o New Amazon,
20:28
mas foram os primeiros a dar a volta à Lua
20:30
e voltar para trás.
20:31
E reparem,
20:32
os americanos investiram milhões,
20:34
os americanos não,
20:35
há uma idade toda para poder levar alguém para a Lua.
20:38
A quantidade de pessoas envolvidas,
20:40
vidas que se perderam para poder fazer isso,
20:42
e quando eles chegaram lá,
20:44
o Bill Landers contra aqui,
20:46
virou para trás e tirou essa fotografia,
20:48
que chama-se o Nacer da Terra,
20:50
e a coisa mais linda que eles viram,
20:52
foi olhar para trás e ver a Terra.
20:54
E esse é o ponto,
20:56
sim, vocês têm vontade agora e paixão
20:58
de buscar a Lua,
20:59
buscar a empresa e outras coisas,
21:01
mas não se esqueçam
21:03
do que vocês crescem nessa caminhada
21:05
e de pararem de vez em quando olharem para trás.
21:07
E principalmente,
21:09
tudo aquilo que vocês precisam
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para chegar na Lua,
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vocês já têm, ok?
21:14
Não tenham dúvidas disso.
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Pronto.
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E com isso,
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eu termino aqui a minha apresentação
21:20
e gostava,
21:21
meu velho,
21:22
meu velho,
21:23
meu velho,
21:24
meu velho,
21:25
meu velho,
21:26
meu velho,
21:27
meu velho,
21:28
meu velho,
21:29
meu velho,
21:30
meu velho,
21:31
meu velho,
21:32
meu velho,
21:33
meu velho,
21:34
meu velho.
21:35
Mas,
21:36
mas,
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eu sou o último orador,
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como foi desafiado também,
21:40
eu vos trazer uma surpresa final,
21:42
eu disse, ok,
21:43
vamos lá tentar trabalhar para ainda deixar
21:45
algo para além da apresentação,
21:47
algo que tente resumir não a minha apresentação,
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mas tudo que vocês viveram
21:50
nesse dia de hoje, ok?
21:52
E eu lembrei de uma coisa,
21:54
que é,
21:55
a resposta para,
21:57
por que que nós,
21:58
que temos,
21:59
eu tenho 44 anos,
22:00
por que que os mais velhos agora,
22:02
que sabem que não estão felizes,
22:04
70% naquelas funções,
22:06
que sabem os sonhos deles,
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por que que eles não largam tudo e vão fazer isso?
22:11
O que que impede?
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O que que vocês acham que impede,
22:13
alguém,
22:14
de buscar mesmo a sua felicidade?
22:16
Que sabe que não está a ser feliz,
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a levantar todo dia e a trabalhar,
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e a voltar com a ilusão,
22:20
que pode ser feliz a partir das cinco da tarde,
22:23
no fim de semana,
22:24
nas duas semanas de férias?
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É uma coisa, meus caros,
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é o medo e a vida.
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A vida traz,
22:32
uma máquina,
22:33
que é um rolo compressor de compromissos
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que tu tens de fazer,
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que vai te metendo o medo,
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é o dinheiro,
22:38
é a hipoteca da casa,
22:40
é o teu filho que nasceu
22:42
e agora mete um medo muito maior
22:43
e não pode faltar nada lá,
22:45
é o telejornal que tu ligas
22:47
e que fala da crise,
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isso tudo vai te tirando
22:50
e vai minando a tua vontade
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de perseguir a felicidade.
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Vai falem com qualquer pessoa
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aqui, com mais de 35 anos,
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e ele vai poder vos descrever isso bem.
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Então eu pensei,
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o que que vocês podem fazer agora,
23:02
para impedir
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que isso vos aconteça.
23:06
E a Esporte tem uma,
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eu adorava ter uma visita
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do Rodrigo de 20 anos atrás
23:12
e que ele sentasse na minha frente
23:14
e merece dois tapas na minha cara
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e disse,
23:17
por que tu não estás a fazer isso
23:18
que tu adora,
23:19
perseguir esse sonho e tudo?
23:20
Então é isso que nós queremos vos dar.
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Queríamos que vocês
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entrassem numa máquina do tempo
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e fossem visitar o vosso eu do futuro.
23:30
E como é que é isso?
23:31
Então é o seguinte,
23:33
vou vos pedir,
23:34
não agora, como é óbvio,
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para gravarem um vídeo
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a falar com o vosso eu do futuro.
23:40
O vosso eu daqui a 10 anos.
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Não tentem adivinhar o que vocês estão a fazer.
23:45
Esse vídeo é muito pessoal
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para ser visto por ninguém.
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Coloquem a cama na cara e diz,
23:50
lembra-te,
23:51
tu és apaixonado por isso,
23:52
lembra-te,
23:53
tu adoras isso,
23:54
lembra-te,
23:55
tu tens essa causa,
23:56
tu tens isso no coração.
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Coloquem nesse vídeo
24:00
essas paixões ideais e interesses
24:02
e se vocês gravarem esse vídeo
24:05
e enviarem até segunda-feira,
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meia-noite,
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eu garanto-vos que em 10 anos
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vos mando de volta, ok?
24:13
Então o ponto é o seguinte,
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e a regra é essa.
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Eu criei essa conta aqui,
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a pedida da 3 milhões de nós,
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que chama Talking To Me,
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2028.
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Tirem as fotografias todas
24:25
para vocês ficarem com o endereço de meio.
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Eu saio da frente.
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E a ideia é,
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gravem um vídeo pessoal e vos,
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eu garanto-vos a confidencialidade completa,
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ninguém vai ver esse vídeo,
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nem mesmo eu,
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e eu já gravei o meu,
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enviem para cá,
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hoje os escalhados estão muito cansados
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para fazê-lo,
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mas não deixem de fazer amanhã,
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porque senão mais uma vez,
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a história da vida,
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eu vou deixando para fazer depois,
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vou deixar,
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não,
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quem enviar esse vídeo até meia-noite,
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de segunda-feira,
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eu garanto-vos que em 10 anos
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vos devolvo,
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e garanto-vos que não vou ver.
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É uma coisa mesmo muito confidencial.
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Ok?
25:00
Então assim,
25:01
lembrem-se,
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vocês são as únicas pessoas
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que podem meter o dedo na vossa cara
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e cobrar,
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se vocês estão a viver o máximo da vida ou não.
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Em último ponto,
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eu pensei,
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bom,
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eu tenho aqui a ter
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dois problemas bastante grandes.
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O primeiro,
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é que quando eu tive essa ideia,
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eu pensei que eu não estaria
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100 pessoas sentadas aqui.
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Tipo, 1.600,
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é ótimo,
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mas é uma merda, ok?
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Mas tudo bem,
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quando chegar lá na questão do problema,
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e a segunda,
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eu pensei,
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mas peraí,
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isso daqui a 10 anos não existia e meio.
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Isso daqui a 10 anos o Google estiver fechado.
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O vosso e meio que vocês me mandaram
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não existir,
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ou o vídeo que vocês gravaram
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já não existir naquela versão.
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O que é que eu faço?
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E ok,
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eu estou confiado,
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e Deus,
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que eu voltei,
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tal e qual como vocês,
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que eu vou encarar esse futuro inserto,
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e voltei,
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a competência,
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o talento e tudo para conseguir resolvê-lo,
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mas, principalmente,
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tenho uma arma secreta,
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que é,
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o meu filho Christian, ok?
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Nessa altura,
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como ele nasceu esse ano,
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ele vai ter 10 anos,
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e como qualquer criança,
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apaixonada por tecnologia,
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de certeza,
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que ele, aos 10 anos,
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vai saber muito mais do que eu,
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e vai me ajudar a resolver esse problema.
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Ok?
26:14
Então...
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Vamos lá.
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Obrigado, meu cara.
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Muito obrigado.
26:33
Obrigado.