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Bom dia, Aula Magna.
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Vás, estou à espera de um bom dia, que se oiça. Bom dia!
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O tema de que eu vos queria falar, eu mudei um bocadinho esta formulação que aqui estava,
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e chamo-lhe de ser desafiados a desafiar.
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Há um papel para os jovens na igreja.
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É disso que eu queria falar-vos durante os poucos minutos que me deram.
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Bem, primeiro que tudo, gostava de dizer que os primeiros são os últimos,
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e hoje com certeza que essa palavra do evangelho se vai cumprir,
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porque eu sendo o primeiro, com certeza serei o que dirá coisas menos interessantes.
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Vou começar primeiro por vos ler uma carta que nos chegou,
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porque a organização do 3 milhões de nós resolveu dizer ao Papa Francisco
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que estava a organizar este encontro sobre a juventude,
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precisamente no momento em que em Roma também se estava a realizar aquele grande sínodo sobre os jovens,
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e recebemos uma resposta que eu vou passar a ler resumidamente.
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Então diz assim, queridos amigos, com fraternos cumprimentos,
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venho dar resposta à carta que dirigiram ao Santo Padre no dia 24 de junho,
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solicitando uma mensagem para a iniciativa 3 milhões de nós,
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um congresso de jovens para jovens que se realiza no dia 10 de novembro de 2018,
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tendo como tema ser jovem hoje.
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Entretanto, ontem, os padres sinodais reunidos em Roma, com Pedro e sobre Pedro,
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dirigiram aos jovens e ao mundo inteiro, incluindo os 3 milhões de nós,
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uma carta que me apreze a enviar-me, anexa à presente.
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E a carta diz assim, a voz jovens do mundo inteiro nos dirigimos nós,
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padres sinodais, com uma palavra de esperança, confiança, consolação.
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Nesses dias estivemos reunidos para escutar a voz de Jesus Cristo,
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eternamente jovem, e, nele, reconhecer as vossas variadas vozes,
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os vossos gritos de júbilo, os lamentos, os silêncios.
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Sabendo das vossas buscas íntimas, das alegrias e esperanças,
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das tristezas e angústias que vos inquietam, pedimos-vos agora que escuteis uma palavra nossa.
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Queremos ser colaboradores da vossa alegria, para que os vossos anseios se transformem em ideais.
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Com a vontade de viver que tendes, estamos certos de que estareis prontos a empenhar-vos
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para que os vossos sonhos se tornem realidade na vossa existência e na história humana,
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que não vos desanimem as nossas fraquezas, que as fragilidades e os pecados não sejam de obstáculo à vossa confiança.
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A igreja é vossa mãe, não vos abandona.
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Está pronta a acompanhar-vos ao longo de novos caminhos, por sendas altas,
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onde o vento do Espírito sopra mais forte, dissipando as brumas da indiferença, da superficialidade,
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do desânimo.
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Quando o mundo, que Deus amou até ao ponto de lidar o Seu Filho Jesus, se dobra sobre as coisas,
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o sucesso imediato, o prazer e pisa os mais fracos, vós, ajudai-o a riarguer-se
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e a voltar a olhar para o amor, a beleza, a verdade e a justiça.
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Durante um mês, caminhamos juntos com alguns de vós, tendo muitos outros unidos conosco pela oração e afeto.
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Agora desejamos continuar o caminho em toda e qualquer parte da Terra, aonde o Senhor Jesus nos envia como discípulos missionários.
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A Igreja e o Mundo têm urgente necessidade do vosso entusiasmo,
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fazei-vos companheiros de estrada dos mais frágeis, dos pobres, dos feridos pela vida.
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Sois o presente, sede o futuro mais luminoso.
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Um aplauso para esta carta dos Padres Sinodais.
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Agora gostava de, não vamos usar aquela tecnologia ainda,
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mas gostava que cada um pensasse rapidamente em frações de segundo,
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quando pensa naquilo que gostaria que a Igreja fosse, quais são as palavras que lhe vêm à cabeça.
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As palavras, os conceitos, as ideias, os sentimentos,
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pensem muito rapidamente em algumas dessas coisas que, se nos perguntassem,
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o que é que para ti a Igreja tem que ser nos dias dois?
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O que é que nos vem à cabeça?
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Com certeza que todos pensaram em algumas coisas,
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algumas coisas que até já andam na nossa mente, no nosso coração há algum tempo.
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Eu queria dizer-vos, meus queridos amigos, que essas palavras são o vosso programa,
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são o vosso desafio, são a vossa missão para o futuro da Igreja, a partir de agora.
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Nesta sala, entre estes jovens, estão os pais e as mães da manhã.
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Estão os empresários, os artistas, os missionários e os padras do futuro.
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E esse futuro é o vosso compromisso.
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Para construir esse futuro, eu penso que há uma ideia,
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que é preciso que nós tenhamos muito presente, que é esta ideia do escutar.
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Do escutar que depois traz consigo também o ser escutado.
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Todos nós, uma das primeiras coisas que aprendemos a fazer,
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às vezes até com alguma exigência e até com algum desespero para aqueles que são os nossos pais,
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uma das primeiras coisas que aprendemos a fazer é a fazermos escutar.
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Sobretudo, às vezes, naquelas noites em que tiramos o sono aos nossos pais com o nosso choro,
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mas ainda assim aprendemos a fazermos escutar.
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E uma das coisas que eu gostava, que nós também tivéssemos muito presente,
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é que é preciso, à medida que vamos crescendo, aprender a escutar.
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Escutar o mundo, o mundo com os seus anseios, o mundo com as suas perguntas,
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o mundo com os seus sofrimentos, o mundo a tatear, muitas vezes,
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um caminho de futuro que não sabe descortinar.
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É preciso aprender a escutar aqueles que partilham a vida conosco,
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começando no nosso ambiente familiar e depois alargando isso a todo mundo.
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É preciso aprender a escutar.
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E aqui, com toda a finesa que isso tem,
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é preciso aprender a escutar a voz que fala no nosso interior,
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que nos diz coisas sobre nós, que nos diz coisas sobre os outros,
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que nos desafia e que, tantas vezes, também nos trava.
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Finalmente, é preciso aprender a escutar a voz de Deus,
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desse Deus que fala, desse Deus que prende, também continuamente a escutar.
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Por isso, ponham-se à escuta, ponham-se à escuta do que fala no fundo do vosso coração,
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desses desejos de grandeza que têm, desses ideais grandes que vos falam,
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desses desafios que vão surgindo dentro de vocês como uma árvore que cresce silenciosa,
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mas que em algum momento vai ter que ir romper da terra e mostrar-se.
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Ponham-se à escuta de Deus e também dos apelos que Ele poseer no vosso coração.
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E desafiem a Igreja.
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Desafiem a Igreja primeiro a escutar-vos.
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Desafiem a Igreja a reconhecer a validade dos vossos anseios.
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Desafiem a Igreja a acompanhar-vos no caminho.
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Mas tenham coisas para dizer.
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Entreguem-se, interroguem-se, façam perguntas.
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Sejam teimosos quando vale a pena.
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Nunca desistam.
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Não aceitam respostas feitas nem receitas prontas.
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Procurem novas respostas e novas receitas.
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Ponham as mãos na massa.
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Não tenham medo da palavra santidade.
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Nesta sala, aqui, estão os santos do século XXI.
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De calças de ganga, mas também de fatigravata.
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Os que se entregam totalmente a Jesus consagrando a Sua vida,
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mas também os que namoram, casam e têm filhos.
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Os que cuidam dos sem abrigo e dos doentes,
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mas também aqueles que estão na política e na finança.
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Os que dão catequese e animam os grupos de jovens,
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mas também os que escolhem estar nas redes sociais
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e o jornalismo de maneira diferente.
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Os voluntários da comunidade de vida e paz e do just change,
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mas também os que jogam futebol e os que trabalham em escultura.
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Os santos são os que se atrevem a levar aquilo que são até ao fim.
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Levem até ao fim aquilo que são.
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Encarem a vida como uma missão.
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Cresçam a sério. Estudem a sério. Trabalhem a sério.
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Sejam amigos a sério. Sejam filhos, irmãos e pais a sério.
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Vivam a sério. Amem a sério. Levem Jesus a sério.
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Contribuam com a Vossa sensibilidade, com as Vossas perguntas,
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com a Vossa coragem, com a Vossa generosidade,
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para uma igreja que anuncie um evangelho que toque verdadeiramente o coração,
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que dê vida e encha essa vida da alegria.
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Uma igreja que seja uma experiência de proximidade, de amizade, de família,
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que ajuda a encontrar o sentido da vida,
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com celebrações que nos envolvam, que sejam vivas e alegres.
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A condizer com aquilo que anunciam.
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Onde se fale uma linguagem que se entende.
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Uma igreja autêntica, solidária, fraterna, acolhedora,
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ao lado dos fracos e injustiçados.
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Não tenham a tentação de criar uma igreja nova para os jovens.
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Ajudem esta igreja, a nossa igreja, a redescobrir a sua juventude.
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A juventude que lhe vem da certeza de estar cheia do Espírito Santo.
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Muito obrigado.
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Muito obrigado, Padre Hugo, por este desafio a levarmos a sério a vida,
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a levarmos a sério a nossa vocação.
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Muito obrigado por ser também a casa que acolhe os grupos de jovens da Vergundair.