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Bom dia, bom dia a todos, muito obrigado, é como os outros fazem.
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Desde já obrigado a todo convite para estar aqui com vocês e obrigado a vocês todos
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por terem parecido.
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Eu sou o Pedro, sou aquele ali, sou ator, sou apresentador, já tinha estado para ter
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juízo, coisa que às vezes não tenho, prova disso é o facto de eu ter aceitado o convite
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para estar aqui com vocês, porque estamos na Alamagna, somos o que uns mil mil e quinhentos
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aqui, e eu não sou professor, eu não sou aquela coisa culto hoje em dia dos coachs,
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com um discurso épico, ou dos Ted Talkers, com uma música épica por trás do Gladiador
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ou do Senhor dos Anéis, dizer tu és o maior, o mundo é teu, tu vais conseguir, boa, boa,
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é tudo, é tudo.
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Isso também é importante, ok, com conta, peso e medida, conta, peso e muita medida,
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conta, peso e muita, muita, muita medida, mas não é isso que eu venho aqui fazer,
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eu até risco de dizer que muitos de vocês que já não vão gostar do que eu tenho aqui
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para vos sugerir, mas é o que eu tenho, é minha experiência, eu só vos posso dar
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aquilo que tenho, não é? E é aquilo que eu pratico e comigo que tem resultado, e vou
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partilhar com vocês na esperança de criar assim um bounding com alguns que aceitem
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este desafio que eu vou propor, e que isto vos ajude nos caminhos das vossas vidas, como
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tem ajudado a mim no caminho da minha. Disclaimer, disclaimer, é estrangeiro, corre sempre bem
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por uma palavra culo, eu é que patino depois mas pronto, mas dá-se um ar inteligente,
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disclaimer, disclaimer feito, não sendo professor, não sendo isto uma aula, lamenta informar-vos,
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mas o que eu tenho para vos oferecer são trabalhos de casa, como o próprio não me indica de
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um trabalho, não é? Que é assim uma coisa que nós às vezes não gostamos de ter, mas
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pronto, TPC, já não dizia a palavra TPC, mas ainda se usa a palavra TPC ou não? TPC,
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Trabalhos para casa, Trabalhos do Pedro para casa, ai que piada estou a girar, ver um pedino
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para falar sobre a necessidade de sermos autênticos, mais do que a necessidade de sermos autênticos,
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eu arrisco-me a dizer o direito, o direito que nós temos em ser autênticos, eu tenho
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o direito de ser eu, eu o Pedro, tu tens o direito de ser como é, tu como é, tu como
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é, tu como é, tu como é, tu como é, não vou dizer a todos, não saio daqui, e para
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isso é importante, é muito importante eu conhecermos, esta coisa do autoconhecimento,
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de eu estarem em contacto comigo, de eu conectar-me comigo, porque muitas vezes eu sou assim,
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eu sou assim, eu conheço muito bem, eu sou assim, não diz isso, sou assim, eu conheço,
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mas sabes lá, até lá calma, para, para lá para pensar, tens mal feitinho, e é isso
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mesmo para a necessidade de parar, a necessidade que eu, Pedro, tenho de tirar tempo para mim,
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todos os dias, ao fim do dia, 10, 15 minutos, então o que é que se passou, como é que
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foi, o que é que senti, estamos falando de sentimentos, o que é que senti, que roubem,
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estás feliz, estás triste, estás ansioso, foste implorante, foste, eu mais do que tirar
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tempo para mim, gosto de usar aquela expressão, dar tempo para mim, a desjudicar tempo do
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meu dia para mim, e quando eu digo tempo para mim, não é aquela coisa de estar refastelado
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no sofá, a ver uma grande série da Netflix, isto para quem ainda tem Netflix e não foi
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à vida com isto não se pode partilhar contas, não, tempo para o lazer também é importante,
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ok, isto também é importante, mas não, não seja uma caixa, vocês sabem que não é
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disso que eu estou a falar, mas é que separamos para pensar, se nós adjudicamos tempo dos
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nossos dias para tudo e um par de botas, nós adjudicamos tempo para comer, adjudicamos
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tempo para dormir, adjudicamos tempo para tomar banho, ok, uns mais labadins que outros,
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mas pronto, para tomar banho, para estudar, para trabalhar, para ir à praia, para ir ao
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girásio, para tudo, por carga d'água, é que eu acho que não é necessário tirar tempo
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para mim, que não é importante, que não é vital eu tirar tempo para mim, ver se anda
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a ser feliz ou não, se anda a ser o mesmo, se anda a ser autêntico ou se anda a disfarçar
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e, porque eu sou daqueles que acreditam que nós estamos na vida para sermos felizes,
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ok, ajudar os outros a serem felizes também, porque isto também me ajuda a mim a ser feliz,
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e para ser o mesmo.
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Eu há dois anos a vida forçou a me aparar, durante cinco meses, praticamente, a vida
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obrigou a me aparar, eu aparava ou morria ou morria ou parava, não havia outra opção,
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e eu risque-me a dizer que, se calhar, se ao longo da minha vida andasse a tirar este
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tempo para mim todos os dias, para identificar o que sentia, para perceber de onde é que
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se vinha, para depois poder mudar e superar as dificuldades, talvez não tivesse tido esta
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necessidade de parar durante cinco meses.
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Eu não tive de parar, o primeiro desafio que me fizeram foi, vamos lá parar então,
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parar e olhar para o que tu estás a sentir, o que sentimentos é que vão por aqui, como
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é que tu te sentes, e dei por mim a fazer uma lista de sentimentos, quando vivei, não
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gostei muito dela, não era me fixe, vou partilhar aqui com vocês alguns, vamos chamar-lhes sentimentos
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destrutivos, para os mais puristas da língua portuguesa, ou de disclaimer, alguns de nós
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não são bem sentimentos, mas para o que é servo, sentimentos destrutivos, como é que
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eu me senti há dois anos, tristeza, triste, insegurança, culpa, ansiedade, inveja, preocupação,
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impaciência, cansaço, rejeição, raiva, inferioridade, vergonha, dor, implorância, frustração,
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desânimo, solidão, e mais uns quantos, e medo, muito medo, o medo está ali um bocadinho
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à parte, eu já explico porquê, mas não é porque é menos importante, aliás até
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está em outras grandes e tudo, mas já lavo, eu senti-me assim há dois anos, e claro que
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hoje em dia, estes sentimentos continuam-me a bater à porta, eu sou um ser humano, não
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sou um super-herói, não sou um super-mário, não, mas eu risco-me a dizer, anda a risco
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a escar muito, a risco-me a dizer que hoje em dia, já começa a identificar estes sentimentos
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quando elas me batem à porta, mais a tempo, já começa a perceber onde é que elas vêm,
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porquê que elas estão a aparecer, e já consigo lidar com eles e transformá-los de maneira
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diferente, porque a ideia não é o viver nisto o tempo inteiro, a ideia é o viver no seu
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contrário, é viver feliz, é viver com gratidão, não é viver aqui, e quem é que de vocês
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aí não dá por si a sentir isto tudo também, ou a sentir mais do que gostava sentido, gostaria
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sentir, ou ficar consumido por estes sentimentos, ou até mesmo bloqueado por estes sentimentos,
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então só há uma coisa a fazer, que é fazer qualquer coisa, não fazer nada é que não
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é uma opção, o medo está aqui à parte, porque eu vou arriscar mais uma vez, dizer
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que o medo, que nesses sentimentos todos está presente o medo, por exemplo, tenho inveja
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de ti se calhar, porque quer ter o que tu tens e não tenham, então te inveja, eu quero
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ter aquilo, e tenho medo de não conseguir, nunca conseguir, até que quanto o medo não
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está lá também, estás terrível, estou insubso, se calhar, ou ansioso, se calhar, vai sair
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daqui, é pá, aquilo foi uma apelhaçada, o que ele teve a valeria de dizer, vao a
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odiar aí, ou tu vai, ele ainda é mais baixo ao vivo do que na televisão, pá, como isto
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o medo, do que os outros vão dizer, do que os outros vão pensar, do que eu vou conseguir
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ou não vou conseguir, está presente, há aquele cérebro poema, do sonho comandar a
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vida, uma música que alguns de vocês talvez conheçam, pelo sonho, pelo sonho é que vá,
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não vou cantar desde o casado, mas pronto, fica a ideia, ou mesmo aquela lógica ratemíquia
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e como que fomos crescendo de ratemíquia e reilião, aladino, feisca macuíne, que
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é o meu preferido, velocidade, eu sou veloz, ca tchau.
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Obrigado pelas palmas quando ficou vocês quando a Disney me puseram em tribunal, mas
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mesmo quando a Disney dizia, if you can dream it, you can do it, e é bom ter sonhos, é
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ok ter sonhos, é ótimo, é ótimo ter sonhos objetivos, mas até que ponto, o sonho que
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manda a vida não é, até que ponto tem sido o sonho ao comando da minha vida ou não tem
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sido o medo, eu tinha andado em medo, não vou voltar para trás para aqueles sentimentos
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todos, aquela coisa que acabei de dizer, tem sido o medo a guiar, a minha maneira de
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estar, a minha maneira de me dar com os outros, em todas as áreas da minha vida, na família,
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no trabalho, nos namoros, todo lado.
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E portanto, agora vem os TPCs, quem quiser pode sair, há duas saídas de mim, estão
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assustados, vamos lá, mas pode-se falar de coisas sérias com o sorriso na cara, o primeiro
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trabalho de casa, e tem a ver com a história deu-me conhecer, e deu-me perceber como estes
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sentimentos todos e o medo têm estado presentes na minha vida, digamos que é algo psicanalítico
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ou freudiano quase, e que passa por pegarem num caderno e numa caneta, se eu sou um clássico
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gosto de papel e caneta, mas não quiserem computador ou tábua, também sério, irem
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fazendo isto.
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Quer verem, ao longo da vossa vida, destes são crianças, isto que eu vos estou a dizer
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foi o que eu fiz, atenção, é o que eu vos estou a dar, é a única coisa que eu posso,
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é aquilo que eu sei, e não é nenhuma ciência universal, nenhuma verdade absoluta, funcionou
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para mim.
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Desde que somos múdios, desde a nossa infância, desde que somos crianças, até os dias de
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hoje, onde é que o medo e aqueles sentimentos todos de abocado têm estado presentes?
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Isto é eu perceber quem eu sou, autoconhecimento, aceitar depois quem eu sou, mas para perceber
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isso.
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Três exemplos muito rápidos, que já estou aqui a falar há um tempo.
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Quando eu era miúdo, na escola, seis, sete, oito anos, aquela coisa de ir para o recreio,
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muito fixe, para o recreio, é ótimo, não é toca, vais para o recreio, vais brincar
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com estas amigas, eu hoje em dia percebeu que tinha medo de ir para o recreio, medo de
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ir para o recreio, eu adoro futebol, adoro futebol, sou um grande esportinguista, aliás
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nós os esportinguistas, é isso, eu sabia que havia alguma razão para vir aqui, não
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vocês têm que nos perceber, nós os esportinguistas estamos habituados desde muito novos a lidar
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com injustiça, com roubo, faz de nós pessoas mais resilientes.
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Mas pronto, sempre gostei muito de futebol, mas íamos para o recreio e havia aquela
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coisa, um capitão de equipa, outro capitão de equipa, escolherem as equipas, fiquem contigo,
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fiquem contigo, cartatiga, cartatiga, mas era aquele que ficava para o fim, assim para
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o fim, e não só ficava para o fim como ainda era oficina a equipa adversária, não era
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um pé esquerdo era um dois, mas o que é que isso gera numa criança, tristeza, insegurança,
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sentimento de infrioridade, vergonha, medo, como é que desde muito novos, isto vai aparecendo,
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e puxem para a cabeça a milhares de exemplos que vocês podem, porque isto vai vos ajudar
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depois para o trabalho que é o tirar o tempo para mim, atetar estes sentimentos todos.
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Um ganassalto lheceu, matemática, odiava matemática, ok, eventualmente há que cumprir
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objetivos e passar a matemática, ninguém está a dizer que vocês chumbarem a matemática,
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aliás, muitos de vocês já nem estão em idade para chamar a matemática, vocês queriam
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chamar a uma e passar a uma às outras? Mas não, aquela coisa eu tenho que ter boas
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notas, eu tenho que passar, eu não posso ficar de castigo, aí eu gostei de música, mas tenho
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que vergonha dizer, então há uns anos atrás que gostar de dar-te era assim uma coisa tipo
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quase, mais tarde, no lheceu 16 anos, hoje em dia não me é o álcool, não me é o álcool,
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mas quando era mais novo eu odiava-se a vez, eu odiava-se a vez. Mas não se sair à
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noite, bora, joalha, vira, vira, vira, vira, vira, senés um nimi, xeras a leitinho, xerba.
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Odiava era horrível, mas não, via e fazia, queria fazer parte do grupo, não é, queria
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ser o maior, queria ser o cúl, queria ser o maluco, o medo que os outros vão dizer,
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pensar, ser posto de parte, como eu, Pedro, me vou anulando ao longo do processo, vou
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sendo uma pessoa que não sou, vou fazendo coisas que não são aquelas que eu gosto,
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que eu não quero, que eu não acredito. E depois até os dias dois, eu comecei a trabalhar
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muito novo, aos 19 anos, a representar aos 19 anos e imaginei na minha área, na minha profissão
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esta coisa da comparação. E aquele tecou com o papel e não fica eu, mas eu sou pior
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que ele. Na altura havia revistas ainda, as revistas, os boates, as fofocas, e sou convidado
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para isto e não sou e estou bonito e não estou e vesti isto, ou não visto. Pai, isto
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é uma cansa, é um rebento. Como isto vem de tanto presente ao longo da minha vida
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inteira. Isto é um exercício que eu vou deixar aqui. Dá trabalho, dá, mas depois vai ter
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um payoff fixe. O segundo exercício, isto é mais rápido, relacionado com o que eu
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tenho e com a gratidão. Eu, Pedro, eu quero viver em gratidão, quero ser uma pessoa
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agradecida. O exemplo que vos trago aqui é muito usado, ABC. Três vizinhos, vizinho
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A, vizinho B, vizinho C. Faz conta que isto é uma rua, tenho vizinho A, vizinho C, sou
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B, estou através das cidas de emergência. Eu, Pedro, tenho uma casa com dois quartos,
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tenho um carro, não é o melhor carro do mundo, mas é, ok, anda. Não sou rico, mas consigo
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pagar as contas. Tirei duas, três semanas de férias, vou ali ao Algarvo, ao São Martinho,
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de vez em quando até conseguir a Londres ver o meu irmão que está lá a viver. Até
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vou jantar fora, não aos sítios mais da moda e tal, mas consegui jantar fora de vez
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em quando. É ok, é fixe. Mas não, não para mim olhar para o vizinho A. Que ganda
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de palhaço? Filho da mãe. Uma ganda pentálise, três carrões, uma moto. Acabou devido às
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maldivas, daqui a duas semanas vai para a Islândia. Sempre aí nos restaurantes de
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todos os XPTO. Dá para ser mesmo uma recareada. E tem menos talento que eu. Ok, isto já é
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um juízo de valor, não é um juízo de facto, isto já é uma opinião. E deu para mim,
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consumido nisto, com raiva, com inveja, frustrado, a sentir menor. Há para ainda que o vizinho
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não é, mas para o vizinho ser eu não costumo olhar muito. O que é que se passa com o vizinho
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ser? Vai a um casal novo, tem três filhos, vai ficar com um carro agora só, fazem aquela
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logística, transportes públicos para ti, para mim, para mim. Uma luta, uma imaginástica
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para conseguir empagar as contas ao fim do mês. De férias não conseguem ter, pós
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os minutos conseguirem. A gente está fora, está aqui a Tom Nelson. Mas eu com isto não
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comparo. Então com o mal dos outros posso ser o bem. Não é bem assim, porque é esta
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coisa da humanidade e ser humano, mas por exemplo que eu estou a dar. Quem é que aqui
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nunca disse que o mal dos outros posso ser o bem? Os meus parabéns para si. Mas com o
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mal dos outros posso ser o bem. Por que não é de fazer com o bem dos outros? Se eu posso
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bem com o mal dos outros, por que não posso bem com o bem dos outros? Não é uma inveja,
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uma raiva. E este A, B e C, isto poderia ser números, mas o problema é que não há números
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para dar isto, porque o A vai ter sempre inveja do A mais, do A mais, do A mais, do A mais,
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do A mais, e em piores condições que o C vai estar sempre mais um. Por acaso isto é
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finito que a morte morreu, não há mais mais que isto. Mas daqui pode sempre haver dinâmicas
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de inveja. E não é fixe. Eu risco aqui, lá vou eu arriscar outra vez. Hoje em dia com
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um Instagram, com o Facebook, com o TikTok, com todas as redes sociais, isto é elevado
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a uns, inacreditável. Quando isto de nós aqui, não andamos a viver sempre com inveja
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do que o outro tem, com inveja do que o outro conseguiu, com pressão de não conseguir
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aquilo, até a minha voz fica assim, com raiva, com o tom de voz a falar do A é diferente
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da voz a falar do C. E andamos muitas vezes com inveja de uma falsa felicidade dos outros,
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porque meus amigos, ninguém é 100% feliz em todas as áreas da sua vida ou tempo inteiro,
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é impossível. E nem nós sabemos, ok, achamos que aqui isto tem e aqui ali, eu sei lá o
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que é que está andando a passar na vida dele. Estou tendo inveja de uma falsa felicidade,
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de uma coisa que não existe. Eu, por exemplo, há dois anos, quando tive de parar, as minhas
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fotografias antes estavam ótimas, estavam ótimas, eu estava um caco, mas não, capra
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fora estava tudo bem. Este exercício parece que não significa muito e que até é fácil
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de fazer, mas desde que vocês são mais novos, até os dias de hoje, puxem pela cabeça e
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vejam como estas dinâmicas de inveja, de sentir inferiores, de ter incondicionado ou
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moldado os vossos estados de espírito e as vossas maneiras de ser. Eu, Pedro, fui
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manulando durante o processo, chegava uma altura que eu acordava e ligava as redes e
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vi as minhas likes, as minhas followers e o que o outro está a fazer, eu não consigo,
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não, não, não, e o até que tem o patrocínio e eu não tenho. Não é saudável, não é
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bom. E é bom ter os sonhos, é bom ter objetivos, mas eu, partido do ponto que estou agradecido
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pelo que tenho, valorizo aquilo que tenho, a energia com que eu me lance aos sonhos,
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os meus objetivos é completamente diferente. Não é em raiva, não é que ele tenha, não
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tenha de ser para calma, tu tens isto, já conseguiste isto, aquele até tem menos e
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embora ajudar o outro a também ter, em vez de vivermos nesta, nesta loucura completa.
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Este é um segundo exercício. Depois destes exercícios feitos, olá, atras, bom?
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Olá, está aqui. Depois destes exercícios feitos, este tirar tempo para mim todos os
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dias, 10, 15 minutos, vai-me ser muito mais fácil de identificar sentimentos, estados de
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espírito, se estou feliz, se estou triste, se estive bem, se estive mal, se devo um pedido
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de desculpas ou não, se tenho que agradecer para alguma coisa que me fizesse, ajuda-me
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a estar na vida de uma maneira completamente diferente. E a importância aqui das rutinas
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é porque estou aqui, um dia faço, outro dia não faço, depois faço para a semana e às
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tantas já estou num trilhão, pois se eu chamo-vos a atenção para as decisões aparentemente
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irrelevantes, que é um dia fácil, um dia não fácil, um dia de, ah, está bem, isto
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já funciona, a manhã não funciona, não, não, vão fazendo. Tornem isto parte, isto
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separar 10, 15 minutos ao fim do dia para analisar os sentimentos com questão e de onde
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é que eles vêm e por que, e de como transformá-los. Claro, tem hora da almoço, tem hora de jantar,
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tem hora para fazer isto, está barulho de meter os headphones, ah, é diferente. Porque
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eu acredito que nós vamos tornando-nos aqui em que pensamos a maior parte do tempo. E
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o Pedro, posso escolher, se quer dar, se quer dar para a panesta um, ao meu lado negativo
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e destrutivo e, não é, impigoso e, ou não, se quer dar de comer ao meu lado mais chareno,
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mais positivo, mais construtivo, e isto é um trabalho, dá trabalho, daí ser TPC. Agora,
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não fazer nada à espera que aqueles sentimentos destrutivos todos mudem, é que não faz sentido.
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Se eu não me vou sentindo feliz, se eu vou sentindo que me estou a anuar no processo
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que não sou eu, eu tenho que mudar, tenho que fazer alguma coisa diferente daqueles
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que tenho feito. Porque não mudar ou continuar a fazer o mesmo à espera de resultados diferentes
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é insano, é uma insanidade, eu tenho-vos como pessoas saudáveis a vocês e a mim. Por
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existir em tempo dos vossos dias para vocês, sejam vossas próprias, sejam felizes, que
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é para isso que nós gastamos. E como não há ninguém a minha costuma dizer, não vale
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a pena, não vale a pena estar às vidas inteiras a chorar, aí a chorar a mingar o tempo inteiro,
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vai chorar ok, é normal, faz parte, mas puxada aí. Enquanto um choram, outros vendem lenços.
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E com esta mevuga, não deixa para que eu abar isto. Muito obrigado, muito obrigado,
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sejam felizes, sejam vocês, até a próxima se vocês quiseram.
Pedro Granger - Redes sociais | Direito ao silêncio
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