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Bom dia a todos, foi feita aqui uma rápida introdução, mas antes de eu me introduzir
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gostaria que pensassem um bocadinho sobre os dois objetos que trago hoje e que dão
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nome à nossa conversa, que ainda não conseguem ver, que são exatamente um fósforo e uma vela.
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Elas têm características idênticas, sendo uma delas que podem possuir uma chama, mas
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comportam-se de formas diferentes na forma como obtuem esta mesma chama, o quanto essa
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chama pode perdurar e como é que perdura.
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Passando então à minha introdução, como podem ver, me parece que é normal, um percurso,
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como muitos de vocês tiveram, como muitos de vocês estão a ter, fui uma criança super
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feliz, com a família, com o apoio à minha vó, uma adepta hábil do esporte, pratiquei
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mais de 10 esportes diferentes, tendo-me então focado no reivis, fiz a minha profissão
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em alguns locais que talvez vocês frequentem ou pelo menos conhecem e no ensino superior
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nas faculdades já referidas, mas não é sobre isso que vos venho falar hoje, é exatamente
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sobre o que levou a minha vida a tornar-se então um póspero.
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Há pouco mais de um ano, infelizmente, pelas consequências mais adversas da falta da saúde
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mental, o meu pai decidiu tirar a própria vida e nesse momento a minha vida tornou-se
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então um póspero, e um póspero, falando então sobre a sua chama, para se estender
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por causa de fricção, e foi esta fricção que eu senti, mas também foi a chama consequente
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dela que eu percebi que tinha um enorme potencial, e o que é que eu fiz?
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Com esta mesma chama, acendi uma pequena vela na minha vida, e para acender tive naturalmente
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de pedir ajuda, podia ajudar as pessoas que ficavam à minha volta, os meus amigos, a
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minha família, mas podia ajudar também uma psicóloga, que comecei a frequentar semanalmente
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e que frequento ainda hoje, e desaciei-me a perceber um pouco melhor sobre o que era
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a saúde mental, foi essa a pergunta também que deixei nas redes sociais do evento e sobre
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a qual venho falar hoje.
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E o que é a saúde mental, quando pensamos sobre ela, muitas das vezes pretendemos pensar
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imediatamente nas suas preservações, neste caso na falta dela, as pressões, ansiedades,
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distúrbios alimentares também, por exemplo, mas a saúde mental é muito mais do que isto,
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tal como a saúde física vai para além da ausência de doenças.
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A saúde mental é um estado de bem-estar, é um estado em que nos permite termos a plena
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capacidade de concretizar o nosso potencial, nos permite ser positivos, integrados na
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nossa comunidade e nos permite ter ótimas relações intrapessoais e intrapessoais.
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Portanto, cuidarmos bem com os que estão à nossa volta, mas começando por dentro.
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Portanto, na minha junção, por todo esse processo de educação que me propus fazer,
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nesse processo de me tornar uma vela, nesta chama mais serena, mais tranquila, mais duradoura,
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desenvolvi, obviamente, ou aprendi, algumas ferramentas, e são estas ferramentas que
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eu partilho convosco hoje.
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As primeiras ferramentas foram em relação a mim, à minha pessoa, e começaram com a
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intraspeção.
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Algumas das ideias que eu vou partilhar, felizmente já as ouvi anteriormente, é bom sinal, confirmam
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que, se calhar, a forma como eu penso e abordo a minha vida, o meu dia-a-dia, são totalmente
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corretas, não as mais corretas, talvez, mas corretas.
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A intraspeção, na minha visão, é exatamente a ideia de saber quem eu sou, quem eu tenho
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sido, quem eu quero ser.
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E fazer esta pergunta recorrentemente, e à medida que novos desafios vão surgindo, novos
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problemas, novos objetivos, fazer constantemente esta pergunta me permite evoluir e chegar à
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conclusão que eu não me conhecia de todo, não conhecia o meu potencial, e não conhecia,
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de forma profunda, quem eu queria ser no futuro.
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Não conhecia também, algo que comecei a praticar muito mais, a minha humanidade.
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E a minha humanidade passava exatamente por perceber que, enquanto ser humano e ser social,
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sozinho dificilmente conseguiria fazer alguma coisa.
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E isso levou-me a lidar muito bem, com uma palavra também já usada hoje, que foi com
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a minha vulnerabilidade.
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Obviamente, sentimos vulnerável, a cor da perna do meu pai, e muitas outras situações,
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assim como todos nós nos sentimos.
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Mas a vulnerabilidade tem uma característica curiosa.
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É que existe apenas quando não é reconhecida.
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O que é que eu quero dizer com isto?
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É que se nós sabermos exatamente do que é que somos capazes e do que é que não somos,
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quando algo acontece que prova a nossa incapacidade, especialmente aos olhos dos outros, se nós
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já reconhecemos exatamente a incapacidade, não vamos sentir esse sentimento se os outros
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nos julgam que não somos capazes de algo que nós nos tínhamos proposto ou que nós
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achávamos que conseguíamos fazer.
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O segundo ponto vem em relação ao meu mindset.
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Como é que eu abordava a minha vida no dia-a-dia?
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Quais eram as ideias que eu queria ter presentes a cada desafio que surgia, a cada objetivo
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que me concretizava?
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O primeiro, e este é um bocadinho mais difícil de fazer do que parece, ou do que simplesmente
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diz ele, é que o que eu não controlo não me afeta.
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É fácil, não é, dizer o que eu não controlo não me afeta, e eu próprio, muitas vezes
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sou afetado, não tenho a capacidade de o fazer, mas não sinto qualquer problema com
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isso, mas o que eu não controlo não me afeta faz com que as situações inevitáveis da
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minha vida, sendo esta uma delas, uma situação sobre a qual eu não tive nenhum controle,
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deixe que estas mesmas situações me controlem.
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A partir deste momento, passei então a olhar por uma nova ideia, a de que estar melhor
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não é estar bem, mas é bom.
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E o que é que eu quero dizer com isto?
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Quando eu estava no meu período de luto, que é a palavra usada nestes processos de
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perda de falta de dor intensa que nós passamos, rapidamente queria sair dela.
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Mas precisava de passar por este período para conseguir realmente resolvê-lo.
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E então, tendo como objetivo estar bem, comecei nesta caminhada, lenta, progressiva, para
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este mesmo estado de bem-estar, mas sempre sabendo que cada vez que olhava para mim,
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chegando à conclusão que ainda não estava bem, sempre tendo em conta o ponto de partida
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e onde é que eu estava agora.
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Portanto, sempre estando numa posição muito má, chamamos de uma posição negativa, no
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menos um, e querendo chegar ao um, eu estava neste momento no zero.
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E era uma evolução e era algo que devia ser celebrado.
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Por último, e algo que trago também na minha cabeça, antes de passar às minhas atitudes,
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uma bonita frase de Fernando Coutoa, que se resume muito simplesmente a
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Põe-me quanto és, no mínimo que fazes.
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E isto fez com que, independentemente de tudo, do que acontecesse, o que quer que eu me propudesse
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fazer, como por exemplo estar aqui hoje com vocês, eu tinha que dar o máximo.
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No mais simples das ações, eu tinha que ter tudo o que estou naquela ação.
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Por quê?
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Porque independentemente do resultado, eu ia saber exatamente a capacidade que tinha
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para fazer esta mesma ação.
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Tudo o que fosse para além da minha concretização, tudo o que fosse para além do que eu conseguisse
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fazer e que ainda fosse necessário para eu chegar ao meu objetivo, teria que ser com ajuda.
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Ajuda esta, quanto mais eu pensava sobre estas ideias, mais facilidade se me impedia.
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Como é que eu concretizo a isto?
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Através das minhas atitudes, exatamente.
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Comecei por uma ambição incremental.
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Estavam sendo objetivos concretos e concretizáveis, sabendo onde é que eu queria ir, mas o que
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era necessário para eu atingir este patamar preferido.
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Isto fez-me concluir, e eu acho que um bom exemplo é que todos nós conhecemos aquela
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ideia, por exemplo, de fazer exercício todos os dias, a partir do momento em que...
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Ou fazem dano para o ano, vão fazer exercício todos os dias.
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Não vai acontecer, perto do momento, desculpa.
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Mas talvez se se propuserem a fazer exercício uma vez por semana na primeira semana, duas
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vezes por semana na segunda semana, depois três, durante três semanas, por aí sucessivamente,
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provavelmente no final do ano vão finalmente chegar ao vosso objetivo.
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E mesmo que não cheguem, uma coisa vos garanto, a pessoa que ao vosso lado se propôs a treinar
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todos os dias, na primeira semana treinou uma vez e não treina mais, e no final deste ano
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vocês terão feito centenas de treinos a mais.
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Mas a pergunta é, como ter uma vela?
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Como ter uma vela foi exatamente a terceira, pela qual eu passei, pela qual tenho passado
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e pela qual continuo a passar e espero passar durante muito mais tempo, porque faço exatamente
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por este sentido de desenvolvimento pessoal, que é uma das variadas essenciais para preservar
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e promover a minha boa saúde mental.
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Há outras três, que vocês com certeza absoluta reconhecem, o sono, a alimentação e os bons
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hábitos energéticos e físicos, e todas elas também associadas à vossa saúde física.
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Portanto, para se pensarem nelas, lembre-se que não é apenas a vossa saúde física
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que está em causa, mas toda ela.
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Como ter uma vela?
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Na área do desenvolvimento pessoal, assim que se plantearmos, sabemos exatamente o que
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é um psicólogo, o que é um psiquiatra, o que é uma visita a um psicólogo.
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Se eu escrevo como tendo uma conversa ao espelho, em que simplesmente o espelho é como aquela
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personagem de Shrek que fala com a rainha e, bem, não diz grande coisa, mas tem alguma
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estabilidade nas suas perguntas.
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E, portanto, é isso mesmo que acontece.
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A minha psicóloga faz-me perguntas, as quais eu já levo, de certa forma, mas que ela reformula,
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concretiza, e deita a minha responsabilidade para respondê-las, pensar sobre elas e chegar
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a uma conclusão.
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O segundo ponto que trago é praticar a bondade.
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É quebrar a inédita de ser o primeiro, a dar um sorriso, a dizer bom dia, a fazer
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algo que vá para além de nós.
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Não pelas suas consequências, mas pelo seu valor inato.
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Isto tem uma reação em cadeia.
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Por norma, ao termos nós a quebrar esta inédita, ao termos esta atitude de bondade
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para com os outros, primeiro a probabilidade de que esta bondade é muito superior à de
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existir em primeira mão por iniciativa própria e, em segunda, a probabilidade de que esta
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pessoa que recebeu o nosso colapso de bondade e o replico para outros demais é enorme.
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A seguir, sermos honestos.
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Honestos connosco e com os que estão à nossa volta, em graus diferentes, respeitando a
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nossa privatidade e aquilo que queremos e não queremos partilhar, mas sermos honestos.
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Sabermos do que somos capazes, através da nossa intersecção, mas também do que não
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somos e queremos passar a ser.
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E, às vezes, há situações em que não queremos passar a ser, mais capaz, mas precisamos dessas
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capacidades e, então, aí, mais uma vez, devemos recorrer à ajuda dos que estão à
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nossa volta.
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Por último, e em linha com o tópico do evento de hoje, está nas nossas mãos pedir ajuda.
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Pedir ajuda, idealmente, quando precisamos, mas também não só.
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Porque há valor nas experiências que todos nós e cada um temos e valores diferentes.
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Experiências iguais em pessoas diferentes dão experiências diferentes e pessoas iguais
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para experiências diferentes dão também reflexões, desculpem, reflexões não-experiências
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diferentes.
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O que eu trouxe aqui hoje foi um bocadinho da minha viagem até me tornar uma vela e
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o que eu espero é que hoje, alguns de vocês, de frente de mim, que tive que ter um pó,
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que tive que olhar para aquela chama que estava a queimar rápido e que tinha que fazer
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alguma coisa sobre ela de frente de mim, que me tornei um fósforo e que iria acender
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a minha vela por consequência, possa ter também acendido a vossa vela hoje, que tenha
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suscitado a curiosidade por este tema, para que queiram saber mais, mas que também, tal
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como eu, espero eu, possam acender outras velas à vossa volta.
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Obrigado.