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Bom dia a todos, venho falar-vos de relações reais e virtuais.
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Todos vocês sabem que a internet veio para ficar e todos vocês sabem que dentro da internet
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as redes sociais vieram para ficar ainda mais.
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E é impressionante o número de utilizadores das redes sociais.
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Sem 2010 nós sabíamos que a nível mundial havia 1 bilhão de pessoas ligadas às redes sociais.
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A estimativa é que uma década depois sejam quase 3 bilhões de pessoas que diariamente utilizam as redes sociais.
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Mas as redes sociais são um fenómeno recente.
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A rede social mais antiga tem cerca de 20 anos.
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E, portanto, nós podemos apenas imaginar como é que teria elucido alguns episódios da nossa história
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se já tivessem existidos redes sociais nessa altura.
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É claro que são coisas diferentes.
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Um beijo real não será igual a um beijo virtual ou um abraço real não será igual a um abraço virtual.
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Mas isto será que quer dizer que uma relação real ou uma relação virtual são melhores uma relação à outra?
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Provavelmente não.
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E provavelmente todos aqui já passaram por situações em que foi muito mais útil comunicar em um modo virtual
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por exemplo através de um whatsapp ou através de um SMS do que face a face.
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Dizem os psicólogos que uma relação virtual é normalmente uma relação que gera menos conflitos.
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Nós recebemos um SMS com o qual ficamos irritadíssimos, mas podemos responder daqui a pouco, daqui a uma hora,
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amanhã, depois de dormir, ou vou falar com 2 ou 3 amigos que me vão aconselhar sobre a melhor resposta a dar.
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Podemos dar tempo, podemos responder em desfazado.
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Nada disto é possível se alguém, a mesma pessoa, tiver frente a nós e nos fizer a mesma pergunta.
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Aí temos que responder e mais, ela consegue perceber logo na nossa cara como é que nós estamos a receber aquela pergunta.
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Enquanto como virtual, eu manto 3 ou 4 imagens, aqueles momentos expressivos e a coisa fica por ali ganho tempo.
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Portanto nós sabemos que há enormes vantagens no relacionamento virtual e todos nós usamos e usamos grupos do whatsapp
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quando queremos combinar um jantar ou um jogo de pável e através dessa tecnologia conseguimos muito facilmente falar com todos ao mesmo tempo.
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Portanto a questão não está em ser bom, ser mal, todos nós sabemos que é bom, todos nós sabemos que é maravilhoso.
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Então vocês perguntam porque é que ela está aqui hoje a falar.
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Vou vos falar de 4 situações em que a utilização de redes sociais pode de facto levar a sentimentos menos bons e algumas delas até já falámos aqui hoje.
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A primeira é a Lucy, que já nos foi apresentada hoje.
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A Lucy vive comparando a sua realidade, que ela era especial, mas afinal não era tão especial como achava que devia ser, com a realidade dos outros.
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E todos vocês são seguramente todos os dias, todas as horas bombardeados com fotografias que raramente são de coisas tristes.
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São as vitórias, são a praia paradisíaca, são o grupo de amigos fantásticos, são a lua de mel,
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são a despedida de solteiro, são o tudo.
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E portanto mesmo no vosso subsconsciente há sempre uma pequenina comparação entre a minha realidade que depurávelmente terá alguns momentos daqueles
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e a realidade dos outros que só têm aqueles momentos, como é que eles conseguem?
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Sempre tudo tão maravilhoso.
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O segundo aspecto é que eu dei o nome de valor.
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Num grupo de amigos, hoje, o mais importante não é normalmente o que tem mais dinheiro, ou o que tem mais notas na faculdade, no liceu,
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ou o que é mais bonito ou bonita.
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O mais importante é aquele que consegue mais likes, é aquele que consegue mais partilhas, é aquele que consegue mais comentários quando posta qualquer coisa no Instagram.
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Esse é de facto uma pessoa de valor.
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E há uma, gradualmente, mas muitos jovens têm vindo a criar outras noções de valor que têm a ver exatamente com o impacto que cada um tem nas redes sociais.
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O terceiro aspecto também já foi falado, a cultura do mi, mi, mi, que é a cultura do eu.
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Os jovens hoje, vocês todos provavelmente já passaram por isso, não tiram uma selfie, tiram 50 selfies.
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Depois vão às fotografias, esta que está perfeita.
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Estou com o ar descontraído, o rapaz está a fazer um bocadinho de músculo, a rapariga está lindíssima, aquelas sombras estão ideal.
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Então é esta que vamos postar no Instagram.
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Espera, mas não vou postar agora, não são horas de postar isto agora, agora ninguém vai ver.
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Então, acho que às sexta-feira, às 8 da noite, às segundas também não é um mau dia, há estudos sobre o tráfego.
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E naquele dia, àquela hora, aquela selfie tirada na praia, hoje para cá já está a chover, mas não interessa, foi aquela selfie a última que eu tenho,
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está na altura da pora.
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E depois ficar a ver, se não começar a ter muitos likes na fim de meia hora é retirá-la.
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Não funcionou, tenho que me esforçar mais.
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Basicamente, eu podia fazer a mesma coisa com uma lata de Coca-Cola, se quisesse vender Coca-Cola.
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Mas o que estão a fazer é que estão a vender um produto, só que eles é que são o produto.
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Estão sem embrulhar e dará, aqui estou eu.
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Comprei, carregue no like ali, naquela coisa.
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E portanto, gradualmente, todos os jovens, mesmo inconscientemente, vão usando a internet para uma promoção do eu, uma cultura do eu, eu é que sou importante.
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Levado ao extremo, eu sou o meu Deus.
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E a vida gira à minha volta.
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E vocês, se forem inteligentes, vão girar à minha volta e vão pôr like cada vez que eu quiser alguma coisa nas redes sociais.
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E o terceiro, quarto aspecto é a questão da dependência.
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Nós sabemos que as vossas necessidades hoje são diferentes do que eram aquelas que eu devia vocidar.
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Quando vamos a um bom restaurante, qual é a primeira pergunta?
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Qual é a passe da wi-fi?
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Quando proponho aos meus filhos, vamos fazer uma viagem espetacular, vamos passar por vários sítios paradisíacos.
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Os hotéis têm wi-fi.
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Nós vamos poder estar ligados.
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Quando passava, quando tivemos no deserto, o meu filho mais novo perguntou-me por que é que não temos rede?
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No Sahara.
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Portanto, as necessidades são diferentes, é um facto.
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Mas por quê?
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Por quê?
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Aqui entra o médico.
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Todos nós, todos vocês, têm uma zona do cérebro chamada a zona de prazer.
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Onde esta hormona, que é a dopamina, é desencadeada por uma série de acontecimentos
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e provoca aquilo que nós chamamos, a sensação de prazer.
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Um jogador, contando o casino e ganha, leva um shot de dopamina no cérebro,
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os níveis de dopamina.
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Um drogado, quando vê a droga ainda antes de colocar na sua veia, ou de sinifar o que seja,
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já a dopamina sobe.
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É a hormona do prazer, mas também é a hormona que provoca dependência.
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Porque se tiver muitas vezes elevada, por várias situações,
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quando depois não eleva, por alguma razão,
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nós sentimos nervosos, nós sentimos ansiosos, faltando-nos qualquer coisa.
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Quando perceberem isso, agora, num dos próximos dias,
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tamo a faltar qualquer coisa, já sabem, é a dopamina.
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Não se vendem comprimidos, mas podem parecer se devidamente estimuladas.
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Ora, o que acontece?
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O que é que para nós caracteriza um drogado?
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Um tóxico dependente.
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De manhã, tem que ter a sua dose logo.
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Há noite antes de dormir, tem que ter a sua dose antes de deitar.
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Ao longo do dia, várias vezes, tem que ir tendo a sua dose,
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porque se não, entra em privação, os níveis de dopamina estão baixos.
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Presto o falar do vosso telemóvel.
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De manhã, ver logo, sabe, notificações.
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Há noite antes de deitar, calma, antes de dormir, deixe-me por correr aqui,
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o que é que há, que likes é que há para dar.
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Durante o dia, várias vezes, se se sentam numa mesa no restaurante,
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o que é que colocam logo ao lado?
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Telemóvel.
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Por que?
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Porque aquela pessoa que está à nossa frente, o nosso pai,
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o nosso mãe, os nossos amigos, o nosso namorado,
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não é importante para nós, não vamos ter uma conversa super agradável?
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Vamos.
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Vamos, mas eu estou dependente.
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E pode ser que a qualquer momento,
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eu tenho que esperar só para ver se há alguma notificação importante,
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que, no fundo, pode ser mais importante do que aquilo que estamos a falar face a face.
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E quantas vezes não interrompem conversas agradáveis,
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só para esperar, ou então estamos a falar e outra pessoa está assim.
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E, basicamente, muitas vezes estamos a ter conversas giríssimas,
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interessantíssimas,
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mas a outra pessoa não consegue resistir e vai ver,
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calha o filho de não sei quem, teve um quadro à matemática, que bom.
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Isso é o princípio da dependência.
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E, portanto, estes são, provavelmente, os quatro problemas
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que um utilizador maciço das redes sociais pode encontrar.
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E é preciso saber que estes problemas existem.
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E que consequências é que isto pode ter?
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Podia não ter nenhum mais.
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Podíamos estar aqui e falar e dizer, ok, é assim, mas eu não sou assim.
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Eu não sinto nada disso.
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Pode ser o caso, isso foi o caso ainda bem.
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Mas, se calhar, a pessoa que está à vossa direita ou à vossa esquerda
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precisava de uma palavrinha vossa.
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Quando eu acabar a comunicação, olha, eu tenho notado
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que tu tens andado um bocadinho dependente que o telé-módulo
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e podem aproveitar.
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E, portanto, se a comunicação não for boa para vocês,
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falem que o colega da direita ou da esquerda
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e sempre estão a ajudar alguém.
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E se todos falarem que o da direita e da esquerda vão todos receber a mensagem.
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Consequências que nós sabemos.
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Não gostamos a falar de coisas pequenas.
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Estudos em adolescentes e universitários europeus,
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norte-americanos e principalmente canadianos
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que têm se dedicado muito a esta temática
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verificaram que existe uma relação direta
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entre o número de horas que cada um de vocês está ligado às redes sociais
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e os maiores níveis de ansiedade,
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maiores níveis de depressão e maior número de tentativas de suicídio.
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São números, não são suposições,
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são estudos, centenas de estudos que mostram isto.
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E mais curioso ainda que a partir de duas horas de ligação às redes sociais por dia,
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por cada 15 minutos a mais,
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os níveis de ansiedade, depressão e o número de tentativas de suicídio aumentam.
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Ou seja, uma coisa que é relativamente, é diretamente proporcional.
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Parte disto é explicado por um trabalho fantástico deste senhor Dambar,
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que eu vou explicar o que eu fiz.
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No nosso cérebro, no vosso cérebro,
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todos têm uma parte do cérebro que é responsável pelo relacionamento com os outros.
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É aquilo que nós podemos chamar do cérebro social.
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Há uma parte do cérebro para a visão,
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uma parte para a audição, uma parte para a linguagem,
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uma parte para mexer o braço ou para a parte para mexer a perna.
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Há uma parte do cérebro que é para o relacionamento,
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que é como nós gerimos os nossos relacionamentos com aqueles que nos somos próximos.
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O que fez este senhor Dambar foi ver, em proporção,
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que também do cérebro é ocupado para este relacionamento social
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em várias espécies animais, no chimpanzé, no gorila, no pinguina, girafa, no leão.
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Deixe lá, verem cada um destes animais.
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Que parte do cérebro, em proporção, está dirigida para o relacionamento social.
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E aquilo que ele descobriu foi fantástico.
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Foi que à medida que as espécies todas iam ter parte do cérebro maiores
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para o relacionamento social,
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também na natureza, o grupo de animais da mesma espécie com os quais os relacionavam
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era também maior.
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E por isso é que os leões que tinham o cérebro social em determinada proporção
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se relacionam habitualmente com 12 leões ou os pinguins, que têm um cérebro pequeno.
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A parte dedicada ao cérebro social é enorme.
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Dedicam-se e conseguem estar relacionados com 100 ou 200 pinguins à sua volta.
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Tudo tem a ver com qual é a quantidade do cérebro que é gasta para aqueles relacionamentos.
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E o que é que fez este senhor a seguir?
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Então vamos estudar o cérebro humano.
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Vamos ver que parte do cérebro humano, que proporção é dirigida para o relacionamento social,
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o nosso lobo frontal.
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Vimos qual era a proporção e basicamente fomos à reta a procurar.
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Então se isto é verdade, qual será o número de relacionamentos significativos
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que devia ter a minha tribo, aqueles que me rodeiam?
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E qual é o número de Dombar?
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Alguém sabe?
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Alguém quer dar alguma... podem dizer números?
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10, 200, ninguém dá mais?
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Ora o número de Dombar é de 150.
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E o que é que isto significa?
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Significa que ao longo de milhões e milhões e milhões de anos de evolução de todas as espécies,
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o cérebro humano foi evoluindo de forma a estar preparado para ter,
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num determinado momento da sua vida, 150 relacionamentos significativos.
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Pessoas de quem sabe o nome, a morada, a data de nascimento, os gostos, aquilo que não gosta,
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o que o irrita, o que faz feliz.
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Mais do que isso, lamento informar-vos, o nosso cérebro não é capaz, nem mesmo das mulheres.
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E o que é que nós verificamos?
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Verificamos que a vossa média de amigos no Facebook,
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conseguido hoje no Instagram, é de 1.500.
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Então como gerimos isto?
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Gerimos isto da forma que a Lucy provavelmente iria gerir.
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É que quando eu vejo uma fotografia do aquele amigo numa praia maravilhosa
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que está dentro dos meus 150,
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eu digo olha, o Francisco está nesta praia maravilhosa,
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o Francisco está nesta praia maravilhosa,
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que bom, ele bem precisava que ano passado,
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teve aquele desgosto, molelam-lhe um irmão,
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bem precisava de ir a desjare, apanhar, ar...
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E nós sabemos que aquele momento é um momento significativo,
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mas sabemos o enquadramento daquilo.
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Fora destes 150, vemos as mesmas fotografias,
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mas não sabemos mais de nada, não sabemos enquadrar.
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E é isso que, mesmo inconscientemente,
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nos vais fazer comparar a nossa realidade com aquela realidade virtual.
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E é isso que é responsável pelas ansiedades, pelas depressões,
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pelas tentativas de suicídio,
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por tudo aquilo que esses estudos vão mostrando.
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Perguntam-me,
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se é um problema, pode ser um problema.
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Então o que é que temos que atuar perante este problema?
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Que mais uma vez digo, seguramente que não é o vosso,
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mesmo no fim falem com a pessoa da direita e da esquerda para ajudar.
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Primeira coisa, dizem os psicólogos,
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quando temos alguma coisa que eventualmente nos está a afetar,
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é reconhecer o problema.
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Sabemos que isto existe,
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sabemos que as redes sociais são espetaculares,
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que nos ajudam imenso,
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mas que, de vez em quando, há uns excessos, na alguns.
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E que esses, provavelmente, estarão a sofrer alguma destas consequências.
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E para aqueles para os quais a atualização está a ser incesso,
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provavelmente precisam de uma dieta.
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Chame-lhe dieta virtual.
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Esta dieta virtual pode ter muitos componentes, pôs aqui alguns,
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estipularem para vocês próprios que têm que ter um tempo sem a crã,
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estipularem que há momentos no dia ou do fim de semana
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onde ninguém vai ver o mail,
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estipular que algumas aplicações de jogos,
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onde perdemos horas para tentar que Candy Crush consiga aquela pontuação,
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vamos apagá-la para que perdemos horas nisto.
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Ou proporem e entrarem em atividades
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onde é impossível o uso do telemóvel.
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Ninguém vai para um jogo de rai que bico o telemóvel no bolsos calções.
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No paddle também é difícil.
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Ou seja, conseguirem provavelmente encontrar atividades
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que vos vão desviciando daquela utilização excessiva da tecnologia.
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Usar um relógio de pulso,
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porque cada vez que eu ver as horas ao telemóvel,
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ui, mas não devigas as novas, deixa cá a ver.
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Enfim, pequeninas estratégias,
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ou usar mesmo a tecnologia para combater a tecnologia,
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ou seja, há muitos dispositivos hoje já nos smartphones
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que nos alertam.
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Atenção, hoje já esteve xis horas nesta rede,
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hoje já teve mais tempo do que dia a olhar para este ecran.
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Já há smartphones que nos fazem isso e, portanto, podemos usar isso.
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Ou seja, em conclusão,
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penso ter passado a mensagem de que o problema não está na internet
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e o problema não está nas redes sociais, em si.
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São coisas boas, vieram para ficar,
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vão continuar a fazer parte das nossas vidas.
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O problema está, principalmente, em quem as usa.
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E haveria certamente pessoas
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que fariam o uso extraordinário das redes sociais.
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E é com esta imagem que eu vos deixo a pensar.
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Muito obrigado.