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Olá a todos. Bem, para ser considerado mais fofo, já rolou o pé na casinha aqui. Obrigado.
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Bem, meu nome é Martins, como todos vocês sabem, e eu venho-vos falar sobre solidariedade
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e empreendedorismo social. Mas venho contar-vos uma história. Uma história de uma grande
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equipa que fundou o maior projeto de apoio aos grupos de circo em Portugal. E, sim, estou
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a falar dos inimigos. Vem-me dar-vos uma discussão especial, que nunca dei, e venho-vos falar
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tanto dos segredos que levaram os inimigos a ser um projeto de sucesso, mas também dos
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nossos erros para que, quando forem vocês a criar o próximo projeto de sucesso, não
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os comentarmos. Mas antes, venho-vos trazer um vídeo, um anúncio
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para que todos vocês, pelo amor de Deus e pelos meus filhos, sejam acertados ao máximo.
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Estou a contar-vos.
1:20
Obrigado.
1:50
Obrigado.
2:20
Obrigado.
2:50
Calma-se, calma-se, ainda vou lhe falar mais ou menos sobre a sepanda. Este vídeo, que
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eu adoro, mostra a gente que tudo está na nossa mão. Que tem uma atitude proactiva,
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curiosa, corajosa, que a mãe que a mim andava, era a que foi neste trabalho. Mas também
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nos mostra que tudo pode mudar, como diz no final do vídeo. E foi um bocadinho o que
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aconteceu comigo. Num dia, estava na praia, esta foto é do dia em que o OMS, que se trocou
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com o Covid-19, era uma pandemia e estava tentando ir apanhar praia na Praia Tecabelo.
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E no outro dia, estava a apresentar um projeto de milhares de pessoas na CIP, que não era
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que a CIP fosse, não. Então, hoje e mais não. Há muitos trabalhos, há alguns erros,
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mas também há uma grande história. E a história começa-se para o início. O início
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foi no dia 13 de março de 2020, no meu primeiro dia de confinamento. Primeiro tive uma ideia,
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por que não juntar um grupo de pessoas jovens e saudáveis, para as horas de exercício,
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em tarefas indispensáveis. E o meu avô, que me adora a ter a fotografia, descobriu
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esse momento interessante. Mas, e houve feedbacks muito positivos, que me ajudaram a dar luz
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ao projeto. Também houveram alguns feedbacks mais curiosos, que quero partilhar a vocês.
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Quando eu expliquei a ideia a um amigo meu, um amigo meu disse-me,
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mas eu disse-lhe, já faço. E a minha primeira impressão foi que o meu amigo era maluco.
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Rapidamente, já a conclusão de que, mesmo que eu considerasse a minha ideia a melhor
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do mundo, a minha ideia não era para todos. O início foi um bocadinho um choque, porque
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eu queria que todos, mas tantos, mas tantos, toda a gente, estivesse apoiado a minha ideia.
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Foi também um ensinamento, por perceber que temos que ter empolgação personal, para
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nos influenciar todas as pessoas, mas para não nos influenciar por todas as opiniões
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delas. E assim foi, assim começou. Através de amigos e amigos e amigos, rapidamente,
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montamos uma equipe de assistidores e lançamos um Instagram. Comigo mesmo, outras tantas
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milhares de pessoas, que estavam muito apoiadas a ideia, então em poucas horas, já tínhamos
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muitos seguidores e muitas partilhas. Isso levou a minha primeira dica. Hoje em dia,
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está muito na moda ser muito direto e ser muito honesto e ser muito na cara, mas será
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que se nós vamos diretos mais distantes? Será que não vai magoar ninguém? Sempre
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teremos a urgência institucional de nos ajudarmos bem, principalmente com as pessoas com as
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quais não nos identificamos. E se o que tínhamos foi um projeto que ficou muito bem, depois
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de curto, teríamos mesmo muitos amigos e amigos que nos ajudaram. E assim nasceu o
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seu amigo, o nosso amigo de nós, que também iríamos ter muito trabalho. E minha segunda
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dica é a dica cara. Naquele dia, no dia 3 de março de 2020, era muito fácil que eu
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tivesse voltado a fazer scroll para o Instagram e tivesse tido a ideia. Mas, se eu tivesse
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feito, o que tínhamos não tinha sido criado, não teríamos ajudado milhares de pessoas,
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mas, mais distante do que tudo, eu não estaria aqui com vocês. E aqui, com o Instagram,
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que, institucionalmente, eu sentia muito maior. Internamente, não tínhamos tido problemas.
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Estava tudo bem. Em algumas horas, tínhamos tantos ganhos de seguidor, como o que está
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no canal. E tínhamos muitos fãs e muitas interações. Mas, é isso só que eu atualizava.
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Tínhamos zero voluntários, porque ainda não tínhamos a ver qualquer inscrição.
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Todos os três meses, também, tínhamos zero coisas ativadas. A única coisa que nós
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tínhamos era uma grande equipa e muito entusiasmo. E aqui, essa dica é muito interessante e
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vale a pena postá-los nisto. Numa altura de confinamento, em estandos um bocadinho
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mais em baixo, ter expectativas altas some a ser mal. As coisas podem ir assim, por
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água abaixo, e, portanto, é muito importante gerir as nossas expectativas. A oportunidade
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não é mais nem menos do que a nossa realidade, e menos as expectativas que nós criamos.
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Por isso é que toda a gente gosta de voar na Tainé, porque, quando vamos lá, nunca
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é uma grande viagem. Tínhamos um Instagram com muita visibilidade e uma grande ideia,
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mas era preciso meter mãos à obra e criar uma estrutura eficaz. Como é que tínhamos
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de engajar voluntários? Como é que tínhamos de chegar às pessoas do grupo físico? Como
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é que as pessoas estão a ajudar? Eram todas perguntas essenciais e, para as quais, ainda
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não tínhamos qualquer resposta. E, portanto, lembro-me que, nesta semana, tínhamos a tarefa
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modesta de, em tempo recorde, criar uma estrutura eficaz que faz milhares de pessoas. Portanto,
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me envolvo, mais uma vez, a captar momentos muito interessantes. E eu, agora, estar-me
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ocupado com todo o telemóvel pela primeira vez, não é por uma boa causa. Foram cinemas,
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cinemas, cinemas. E, assim, não me devem ter dito coisas boas. Mas, no meio disso tudo,
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tivem-se cinemas interessantes. Tinham de ter alguns, não é? E, portanto, quero partilhar
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com vocês. E tinha, mesmo, alguém que me ligou a dizer que tinha criado uma ideia,
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tinha pensado numa ideia exatamente igual à nossa e num nome exatamente igual ao nosso.
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E, também, queria partilhar outro momento, mas este, interno, de equipa. Porque, basicamente,
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nós tivemos a ideia de criar uma grande base de dados através do formulario de inscrição.
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E, se metade da equipa achava muito a tela formulária, a outra não a achava acentuada.
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E, portanto, eu queria que tinha metade da equipa a dizer-me, Martins, tu criaste o formulario,
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se nós criamos o formulario, não contes connosco. E tinha algumas pessoas também a dizer-me,
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mas, se não criaste o formulario, nós saímos. E, portanto, aqui, a importância de tomar
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decisões, eu não consigo ser suficiente com qualquer formulario, por uma questão de
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identidade e por uma questão de organização, para podermos ajudar outras entidades que
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me quisessem poder ajudar.
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E lá lançámos o formulário. Lançámos o formulário às oito e meia da noite e, de
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madrugada, já tínhamos milhares de inscrições. Podíamos ter tido ainda mais. Portanto, aí
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é que pedimos que o centro acabasse de criar. Já não podíamos pedir a responsabilidade.
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E pedir a responsabilidade, e assumir essa responsabilidade, leva-me a uma série de
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um dos meus indivíduos que eu inscrito, o Homem-Aranha, não o Homem-Aranha de agora,
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o senador Homem-Aranha, em que eu escrevi para o Peter,
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With great power comes great responsibility.
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E tudo aconteceu tão rápido para nós que, por dentro, era difícil percebermos o que
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tínhamos acabado de criar.
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Mas não valia a pena sermos unidos na questão disso. Tínhamos acabado de ganhar uma grande
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responsabilidade, mas uma responsabilidade boa. Uma responsabilidade que estamos a ter.
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Nós, portugueses, tendemos a desvalorizar um bocadinho as nossas ações. E não há
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problema em ter a responsabilidade de dizer que fiz um bom trabalho, fui uma mais alinha,
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criei um projeto que foi um esforço. Dizemos que dá-nos mais responsabilidade, sim, mais
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pressão, talvez, mas qual é que é a realidade disso aí?
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E portanto, em uma de tantas questões das reuniões, lá que conseguimos criar uma sociedade
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que cada dia tem coisa. E muito certinho que vai haver uma pessoa melhor do que eu a explicar
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tudo.
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Olá a todos.
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Hoje não estou aqui para vos falar dessa barba, nem de jacobis ou de turicatas.
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Não percebem, mas o Martim é um perdiçoso. E por isso vou ter de ser o próprio a explicar
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como é que o Luizinho Amigos funciona.
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Mas, de aparte, a minha voz irá ajudar-vos a perceber bem melhor tudo isto.
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O Martim já vos deve ter receitado com o formulário.
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E para que tudo comece por aí, qualquer de vocês que queira tornar-se voluntário tem
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de o preencher com algumas informações básicas.
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Evidentemente, o voluntário recebe um e-mail suplicativo com um cartaz que pode fixar onde
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muito bem entender. Na escola, no trabalho ou no seu prédio.
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Neste cartaz, o candidato a voluntário deve colocar o nome e contacto, para dar a conhecer
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a sua disponibilidade ao maior número de pessoas do grupo de risco.
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A ideia é estabelecer um contacto direto entre a pessoa que precisa de ajuda e o voluntário.
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Os formulários de identificação dos voluntários passam a constar numa base de dados que o
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Luizinho Amigo fornece à junta de 3 dias, porque são elas que têm a noção mais direta
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das necessidades e os acordos a nível local.
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As redes sociais são também canais privilegiados de comunicação, por isso qualquer pessoa
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que precise de ajuda pode pedi-la a partir daí.
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Não vou embora sem dizer que o Marquinhos fala muito bem e que vão adorar o resto
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da sua apresentação. Aqui para nós, foi ele que me pediu para dizer isto.
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Obrigado Eduardo. A comunicação social é obviamente também um papel importantíssimo
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para nós, mas para que a fazer tantas entrevistas não passássemos a mensagem correta?
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Não vou apenas esconder que este era um momento importantíssimo para o projeto, porque estávamos
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a dar-nos a conhecer a milhares e às vezes a milhões de pessoas.
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E sendo um momento muito importante, tentávamos preparar o melhor título.
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O André Renato, além de várias coisas de um grande orador, diz uma coisa que eu adoro.
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O nosso estándar tem 3 diferenças.
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Se nos prepararmos a ser excelentes, se correr mal, continuamos a ser muito bons e se correr
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muito mal, continuamos a ser bons.
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E aqui a preparação está sempre relacionada com a motivação.
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No nosso dia-a-dia, nas aulas, nos projetos, no que fizemos, só vamos estar motivados
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por sentirem-nos como uma mais-valia.
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E se só vamos ser uma mais-valia, tivemos muito.
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Esta frase estava em uma câmara que eu também esqueço, chamada Perguntações Profissionais.
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Mas em Perguntações ou noutra coisa qualquer, não há segredo para ter uma boa performance.
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O segredo é eu ter ficado até às 4 da manhã a escurar a aproximação, aos pães, porque
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a minha mãe já estava farta de me ouvir.
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O segredo é ir ao YouTube e ficar a ver 3 horas de palestras de anos anteriores.
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O segredo é falar com outros oradores e pedir conselhos.
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Não há segredo que até é bom, porque eu sei que está tudo em nota de mão.
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Mas como?
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Para mostrar que não é só chegar aqui e falar tudinho aqui, tenho que ter um zoom
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muito pequeno da minha preparação.
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Olá, eu sou o Martim e venho falar-vos sobre solidar...
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solidar...
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Olá...
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Venho falar-vos sobre a solidariedade e a pretensão.
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Venho também mostrar-vos que está bem.
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Olá...
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Não tenho jeito nenhum para isso.
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Mas voltando à estrutura, que é um cartaz.
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No meio de tantas recomendações, hoje em dia, para chegarmos a mais e a mais pessoas,
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o que é que vocês pediram-me para girar a moda antiga?
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Nós neste momento tínhamos nada de voluntário, mas se não chegássemos a algum interesse
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a as pessoas, diz-se, não valia nada.
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E foi parecido com muitas vezes um evento de visão que não tem efeitos especiais.
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Portanto, nós já sabíamos que um cartaz apelativo seria a melhor maneira de chegar
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até elas.
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Mas qual o impacto prático disso tudo?
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O nosso objetivo era prolongar o boom que fizemos em termos de voluntários e, apesar
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das coisas terem acalmado ao longo do tempo, conseguimos chegar à marca de 7 mil voluntários,
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conseguimos alcançar 1 milhão de pessoas, conseguimos chegar a 3 países e, em conjunto
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com mais 30 parteces, conseguimos ajudar mais 44 mil famílias.
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E o caminho para o futuro não há salvo.
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Temos que ir pelo caminho mais difícil.
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Mas todos vamos ser mais fortes.
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Vamos todos estar nas nossas mãos mesmo.
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Obrigado.