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Eu sempre desejei dizer isto, bom dia a uma magna, bestial, olha, e muito bom dia a
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todos, estou muito mais contente a partir de agora porque não vos vejo e portanto vou
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falar como se não vos visse, porque isto é intimida, intimida a ser a última do pai
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Nel, porque eles já disseram quase tudo e portanto eu não tenho muito para dizer e estou
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sempre a pensar como é que eu vou ocupar 15 minutos deste tempo. Outra coisa que eu
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estou aqui sempre a pensar foi, mas por que que o Zé Diogo Quintela falou antes de mim?
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Pronto, é que agora nem sequer, aliás, o Zé Diogo é um sinal, eu também não trouxe
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uma apresentação, mas atenção, a mim disseram que deveria trazer o balões a qualquer coisa
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que captasse a vossa atenção e eu resolvi trazer uma pessoa e eu, por isso, vou chamar a Maria
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Maria
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Imaginem, é porque nós temos que falar dos valores essenciais das relações humanas,
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para além da Maria ser uma amiga que me é muito próxima, que eu conheço há muitos anos e já vivemos
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algumas coisas juntas, a Maria tem uma vantagem sobre mim e não sei se vocês vão conseguir
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adivinhar qual é, mas é que a Maria tem, basicamente, 20 anos ou um bocadinho mais de
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diferença de mim e por isso ela é verdadeiramente uma jovem a para falar com jovens e por isso
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um aplauso, eu acho que ela amarece.
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E é ótimo porque assim vamos dividir o problema que temos aqui e vamos estabelecer uma conversa
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Maria, porque nós deram-nos o tema mais difícil, repara nada mais nada menos que isto que nem eu
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entendo, valores essenciais das relações humanas, ou seja, é tudo e não é nada, não achas?
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E então nós simplificámos e resolvemos perguntar porque no fundo eu entendo isto,
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se estamos a falar de valores e estamos a falar de relações humanas, não podemos deixar
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de estar a falar de nós próprios, no fundo a grande pergunta é esta que vos aparece aqui,
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que é o que é que verdadeiramente importa, ou seja, o que é que é mesmo importante,
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no fundo eu estou a falar de mim própria, quem sou? Eu sei que é uma pergunta que muitas
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vezes nós fazemos e eu não sei o que é que vocês sentem quando eu faço esta pergunta,
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mas eu faço-me muitas vezes que é quem sou e na verdade nem sempre encontro resposta,
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mas faço-me uma segunda pergunta automática, eu não sei muitas vezes quem sou,
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mas sei quem quero ser e isto marca profundamente a minha vida e se criar um grande convite que
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eu as trago é poder enclocar-se as duas perguntas, quem sou? E quem sou mesmo? Qual é esse ADM que
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me marca como pessoa naquilo que vivo e naquilo que eu faço? Que me marca de tal maneira que se
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calhar muitos dos que estão aqui sabem profundamente quem eu sou e obrigada, Vicente, obrigada aqui
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Nuno, por poderem dizer isto diz alguma coisa dela, sabem porquê? Porque eles me conhecem,
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é o meu ADM a funcionar naquilo que eu vivo, naquilo que eu faço, naquilo que eu sou. E
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por isso Maria, estar a falar disto sem falar contigo era muito difícil, queria mesmo perguntar-te
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uma coisa que se calhar-nos vai ajudar a compreender disto, gostaria que pensases nas pessoas mais importantes
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da tua vida, gostaria que vocês pensassem nas pessoas mais importantes da vossa vida,
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consegues reconhecer? Consegue-me assim. E porquê é que as pessoas são importantes para ti?
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Essa tem rasteira, são pessoas assim, em dois essencial, estamos bem contigo este é assim,
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acho que são pessoas importantes porque estão presentes, me acompanham de forma comprometida,
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como é que eu faço as coisas, o que é que eu procuro na minha vida e por isso no acompanhamento que
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fazem vão ou confirmando aquilo que eu faço e como é que eu estou nesse caminho rumar aquilo que eu
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procuro ou me confrontam ou me desafiam e acho que fazem isso agora só um bocadinho como se eu
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tivessemos que ir nesse trabalho, sentámos-nos e agora vamos afinar isto, mas na rotina, não é
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na simplicidade do encontro, com o tempo, na intimidade de um com o outro, com essa presença exigente,
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mesmo às vezes sem dizer nada explicitamente, vão fazendo esse acompanhamento.
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Que engraçado, já repararam, não sei se perceberam mas o que a Maria está aqui a dizer,
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de lá se eu compreendi bem é que as pessoas que são mais importantes para ti,
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são mais importantes para ti porque exigem de ti e porque te desafiam, pessoal, há aqui
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qualquer coisa, ou não, esta regista que isto é da geração, ou seja de ouro, esta da exigência é boa
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também para ti, porque assim está chafo, porque eles dizem que para eles vistos as pessoas mais
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importantes são aquelas que exigem, ou inês, então afinal podemos não ser os melhores amigos,
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ah, é verdade, as pessoas que mais exigem, eu posso, eu não disse isso, ah, pronto,
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não, só porque pode suar, não, para mim essa frase faz sentido, mas eu acho que isso assim,
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e depois como tu apoies, não é no sentido de cobrar, não é no sentido de cobrar, é no sentido
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do acompanhamento exigente, não é, sabem que aquilo que eu ando a viver, não é, não está, não é
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consistente com aquilo que eu procuro, então não é que tenho que sentar comigo, tipo intervenção,
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tens que mudar, mas a sua presença vai acompanhando e vai garantindo que eu vou arrumar aquilo que
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eu procuro. Portanto, é alguém que te ajuda a encontrar aquilo que tu procuras e a ser a melhor
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versão de ti própria, é aquelas pessoas que são capazes de tirar o melhor de ti, são aquelas
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pessoas que te conhecem no mais profundo e, portanto, fazem aquele exercício que nós estávamos a
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falar há pouco de olha para o lado e ver quem está e como está, é por aí, não é?
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É por aí. Ok, então pensando nas tuas relações e no mundo de diferentes relações, porque quando
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falamos de relações humanas, falamos de muita coisa, falamos de família, falamos de amigos,
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falamos de trabalho, falamos de escola, falamos de tanta coisa, nós não somos de facto ilhas,
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portanto, nós somos pessoas em relação e isso são relações humanas. Isso é pensar não só no
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que tu recebes dessas relações, mas no que tu dás a essas relações. Conseguirias responder o que
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que tu dás nas tuas relações? Difícil, não é? Fica mais difícil com militares de pessoas.
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É, não é? Estás um bocado atrapalhado, eu sei, mas olha, vamos fazer uma coisa.
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Alguém aqui conhece a Maria, que ativo, ponha só o dedo no ar, ok? Maria, tu não sei se
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estás a perceber, mas há muita gente a pôr o dedo no ar. Ok, então, espera aí, não fujas.
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Quem é que conhece a Maria? Olhem, da relação que tem com a Maria, o que é que mais vos impressiona?
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Uma coisa. Ah, espera aí, preciso do microfone, diz lá, eu repito.
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Ui, a vida comprometida e coerente da Maria. Isto é dramado, ou Maria?
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Que a coerência é uma coisa que marca a tua relação. Tu também conhece a Maria?
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E então, o que é que a Maria te marca?
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Eu conheço pouco, conheço há pouco tempo, mas parece uma pessoa coerente, é uma pessoa que...
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É fichela.
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É simpática, muito simpática.
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Maria, parece que é simpática, é uma coisa que marca as tuas relações. Quem conhece mais a Maria?
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A Maria, eu sei que tu conhece a Maria. O que é que a Maria te marca?
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Eu sou uma boa disposição, e para acompanhar as pessoas.
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Tenho bom humor, a Maria.
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Dizeste que acompanhar as pessoas é amiga de seu amigo, é isso que quer dizer.
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Ok? Quem conhece mais a Maria? Agora ninguém pode dizer de lar como é que eu pergunto.
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Maria, parece que, primeiro, há muita gente que te conhece. Segundo, parece ser que tu marcas pela forma como tu vive.
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Poutano, quando tu pensas no que é que tu dás nas tuas relações,
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se calhar, deveríamos ter a capacidade de perguntar ao outro que marca é que eu deixo na relação que vivo com ele.
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Só se hoje fossem capazes de perguntar a quatro pessoas, olha, o que é que tu dizes de mim?
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Que pessoa dizes que eu sou?
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Saberiam o que é que as pessoas iam responder de vocês?
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Se hoje perguntasses que marca é que eu te deixei do tempo em que me relacionei contigo,
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sejam meses, dois meses, dois anos, três anos,
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nós saberíamos que marca é que deixamos, é que, se calhar, não sabemos.
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E se não sabemos, é um sinal da forma como nós vivemos as nossas relações.
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O que eu vos queria dizer é uma coisa muito simples, é que não se improvisa.
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Não se improvisa nada na vida, não se improvisa, e eu diria, e isso é que é tramado.
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É tramado, sabem porquê? Porque é uma construção caramba.
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E eu hoje posso dizer daqui que é uma construção,
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e posso dizer que não cai do céu, se calhar neste contexto não é muito bom dizer isto.
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Mas a verdade é que não há milagres, peço desculpa.
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Então significa que eu hoje construo a pessoa que eu quero ser.
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E isto, meus caros, é aos 10, aos 20, aos 30, aos 40, aos 50, aos 60 e aos 80.
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Eu olho para a minha vida e pergunto, eu tenho as relações que desejei,
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eu sou a pessoa que quer ser, eu sou a pessoa que desejei ser,
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e que triste que uma pessoa aos 60 anos diga que já viveu tudo aquilo que queria viver,
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e que já é aquilo que queria ser, porque então, uff, morreu.
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Eu tenho a idade que tenho e tenho que vos dizer,
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todos os dias me trabalho profundamente para ser a pessoa que quer ser nas minhas relações.
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E me pergunto, quando tu te encontras comigo, se te encontras com o melhor de mim,
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se te encontras com uma pessoa que é capaz de te olhar nos olhos e dizer,
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ok, conectei contigo, ok, quando tu podes nunca mais me encontrar na vida,
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mas ouça lá que o que levas de mim seja o melhor que eu te posso dar.
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Por isso a grande pergunta é, os valores nas relações sou eu,
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que marca é que eu quero deixar nas pessoas com quem estou.
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E por isso, não penso que possamos passar do lado
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e não poder parar para nos perguntarmos o que é que queremos construir,
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sejam relações virtuais, sejam relações familiares,
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sejam as nossas relações de amizade.
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Eu diria, nós podemos ter todo tipo de relações.
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O que vai me marcar, o nível da minha relação,
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é a forma como eu estou nela, é aquilo que ela me dá,
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é aquilo que eu lhe dou.
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E vou vos convidar a que no fim de eu falar,
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mandem mesmo esta mensagem a quatro pessoas,
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a quatro pessoas diferentes.
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E não mandem a todos os da vossa família, porque pode ser que se surpreendam.
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Mandem, por favor, a quatro pessoas diferentes,
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inclusive com algum nível de distância de relação diferente com vos.
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Alguém que conhece há menos tempo, há mais tempo.
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E perguntem, o que é que tu dirias de mim?
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E perguntem, o que é que da relação que nós temos já nos marcou?
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O que é que eu te marco a ti?
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E nunca se esqueçam que nós temos aquilo que nós investimos.
13:24
Nós temos aquilo que nós investimos.
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De tempo, de qualidade, de afetividade.
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E nós somos afeto, somos profundamente afeto.
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E não se esqueçam de dizer, eu gosto muito de ti.
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Eu gosto muito de ti.
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E a pessoa que tu és, faz-me ser mais pessoa.
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Porque o maior dramático, o maior drama que nós podemos ter na vida
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é deixar-nos testar com as pessoas
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e nunca lhes termos dito o quão importante elas foram para nós.
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Muito, muito obrigada e sejam quem querem ser.
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Muito obrigado.