3 Milhões de Nós
0:00 Boa tarde, quando eu nasci, e é suposto haveria uma fotografia de eu a nascer, Timor-Leste
0:15 tinha acabado de ser invadido pela Indonésia, um mês e meio antes, poucos dias depois
0:20 ter declarado a independência unilateral do país, seguiram-se para mim ótimos 24
0:27 anos de vida, com acesso a todas as oportunidades e possibilidades. E para Timor-Leste foram 24
0:39 anos de sofrimento, de ocupação indonésia, de morte, estima-se que cerca de 200 mil pessoas
0:45 foram mortas ao longo de 24 anos de ocupação, de dificuldades a vários níveis que tornaram
0:51 muito difícil alguém construir uma vida boa, com oportunidades, com aquilo que ela
0:57 quisesse construir para a sua vida, ao contrário do que eu pude fazer. Talvez por essa coincidência
1:03 de nascimento com o nascimento de Timor, eu sinto preocupado com as questões de Timor.
1:08 Esta era a minha pasta que eu usava para ir para a escola no final do secundário, que
1:12 tinha de um lado o mapa de Timor, do outro lado, juntos venceremos ou Timor venceremos,
1:17 com um detalhe, uns contadores de quantos dias tinham passado desde a invasão de Timor
1:23 e quantos dias tinham passado desde o massacro de Santa Cruz, que faz na terça-feira, a
1:28 hora de segunda-feira, 27 anos de ter acontecido. Quando eu pela primeira vez fui a Timor em
1:34 2003, foi assim uma energia incrível, tive descargas energéticas ao avistar de ali pela
1:43 primeira vez, sentindo que finalmente podia contribuir para aquele país ao qual eu desejava
1:49 contribuir. Isto não está funcionado, se alguém me puder ajudar, porque esse pode ser
1:54 mais dinâmico. Obrigado.
1:55 Esta é a minha primeira vez que vi de ali, tipo descargas pelo corpo inteiro e fiquei
2:01 feliz de poder contribuir para o país. Dez anos depois, em 2013, há cinco anos,
2:05 decidi mudar-me para Timor, já como a carga acadêmica e profissional mais completa,
2:10 tinha feito um curso de engenharia física no técnico, uma estrada de gestão de esporto,
2:15 um Master in Business Administration, em inglês sou mais sexy, no INSEAD, uma das melhores
2:21 escolas de negócios do mundo, tinha trabalhado em duas empresas de consultoria famosas e
2:26 transnacionais e era professor no INSEAD e na Likonia School, que é a melhor escola
2:31 da Administração Publicada. Então eu sentia que vou poder contribuir muito para Timor,
2:36 certamente vou poder ensinar muito, mas o que eu quero aqui partilhar não é o que
2:40 ensinei, que eu não sei se ensinei alguma coisa, mas é aquilo que eu aprendi, aprendi
2:44 com os estimorenses e em particular com um grupo de jovens um pouco loucos e irredutíveis,
2:50 com quem trabalha no projeto da Sport Impact, um projeto de desenvolvimento humano
2:56 através do desporto, são eles aqui, a equipa e mais outros milhares de jovens pelo país fora
3:02 e que eles são sim, quem me tem evido ensinar várias lições ao longo desses últimos
3:07 anos em Timor, que eu quero aqui partilhar. Uma primeira pergunta para vocês é,
3:12 quem aqui já roubou alguma coisa hoje? Não consegui ver toda a gente, mas alguém
3:17 se acusa, alguém já roubou alguma coisa? Ainda não, temos aqui uma sala cheia,
3:22 1.700 pessoas e ainda ninguém roubou nada. Aí uma pessoa que já roubou.
3:28 Bom, eu aprendi a roubar em Timor e aprendi a roubar com a Virginia.
3:33 A Virginia veio fazer uma entrevista comigo há quatro anos no dia de São Valentim,
3:39 que nós celebramos anualmente porque termos-nos conhecidos nesse dia,
3:42 sem ciúmes para a minha mulher, e quando eu lhe perguntei o que que ela queria fazer
3:46 na Sport Impact, porque o que que ela queria trabalhar com nós,
3:48 ela disse, eu estou aqui para roubar o vosso conhecimento.
3:51 Ela zoou mesmo este verbo, roubar. Nao, em Tétum, estávamos a falar em Tétum.
3:55 E eu na altura entendi, ok, ela gosta de aprender. Ótimo, nós queremos pessoas
3:59 a trabalhar com nós que gostam de aprender. O que eu não percebi foi quando uma obcecada
4:03 e com ladra ela é aprender e a roubar de tudo e de todos.
4:08 E ela aprende não para se enriquecer ela própria, mas para aprender a aplicar
4:12 aquilo que aprende e passar aos outros aquilo que aprendeu.
4:16 Com o espírito de generosidade incrível, muito inspirador, ela não guarda nada.
4:21 É tudo para dar aos outros. E muito grata, sempre a agradecer de todos
4:24 de quem roubou. Então fica aqui o convite para todos aqui na sala.
4:29 Espero que já tenham roubado muito hoje, conhecimentos, experiências, ideias,
4:32 perguntas e continuei a roubar hoje, amanhã, por toda a vida,
4:36 com essa ideia de depois poder partilhar com os outros aquilo que roubaram.
4:43 Deixem-me mostrar-vos aqui uma imagem do que eu ensino em Timor-Leste.
4:47 Vou por aqui um vídeo curto para verem como é uma sala de aula em Timor-Leste.
5:02 É minha escola primária e não era assim, não sei se a você era.
5:31 Bom, feliz ou infelizmente as crianças conseguem se entreter e ser felizes e alegres
5:36 com muita coisa e com poucos recursos, neste caso com as carteiras, com elas próprias, com a voz.
5:40 Era uma manhã talvez normal numa escola primária e nos arredores de Dili,
5:45 em que as crianças estavam sentendo as crianças dentro da escola e havia um único adulto,
5:49 cuja missão era garantir que o portão da escola estava fechado para nenhuma criança poder sair.
5:55 Não havia professores, estava eu também, além desse adulto e outros facilitadores
5:59 da Sport Impact organizar atividades esportivas, mas as crianças não tinham nada estruturado para fazer.
6:05 Eu sei o pátio da escola onde o sol estava forte e pude os meus óculos escuros
6:09 e fiquei feliz de ter os óculos escuros e estava um bocado envergonhado
6:13 porque começaram a cair lágrimas dos olhos, a pensar na injustiça ou na desigualdade que é
6:19 nascer em Timor ou nascer em Portugal ou em outro sítio em que sabemos que vamos à escola
6:23 e todos os dias temos alguém que gosta de nós, que nos quer ensinar, que nos ajuda a desenvolver
6:28 e que nos leva da oportunidade para andar com a vida para a frente.
6:32 Em Timor-Leste não é assim e este sistema gera pessoas como a Silvina.
6:37 A Silvina foi trazida pela Virgina para a Sport Impact
6:41 porque a Virgina falou tão bem da Sport Impact que ela quis vir
6:45 e foi voluntária a tempo inteiro durante dois meses na Sport Impact.
6:49 No final desse período, eu estava um bocado conversado de que ela estava se satiada de ser voluntária a tempo inteiro
6:56 sem ganhar um salário que a Virgina tinha e perguntar-lhe o que ela estava achando da experiência
7:01 e ela disse para a minha surpresa, não há forma de agradecer à Sport Impact
7:07 tudo aquilo que eu já recebi e tudo aquilo que eu aprendi.
7:10 Se eu estivesse na universidade, não estaria a aprender muito e teria que pagar para andar lá.
7:16 Aqui eu aprendo todos os dias o tempo todo e é gratis.
7:21 A Sport Impact é a minha universidade.
7:24 Mais recentemente ela partilhou que antes da Sport Impact ela não tinha sonhos.
7:28 Ela estava em casa, cuidava dos irmãos como se fosse mãe porque a mãe faleceu cedo
7:34 com o dinheiro que o pai envia de um outro distrito onde trabalha
7:37 e o dia a dia dela era água, comida, roupas, tratar da casa
7:42 sem pensar que outras coisas ela poderia construir.
7:45 Hoje em dia ela é a segunda facilitadora-mestre do nosso projeto em Timor-Leste
7:49 e inspira milhares de outros jovens que o projeto
7:53 e também entretanto a região-emprego remunerado bem acima do que seria normal
7:57 para as competências ou o currículo dela, não as competências, que são ótimas
8:02 a educar outras jovens sobre saúde sexual e reprodutiva.
8:08 Ela trabalha na nossa missão de desenvolvimento humano através do desporto
8:13 que consiste em passar do desempoadoramento de eu estar assim na vida
8:17 a pensar que não posso fazer nada, tenho que vir o governo salvar-me
8:21 a uma ONG, talvez as Nações Unidas, a Sport Impact
8:25 para passar um estado de empoderamento.
8:28 Eu sou dono da minha vida, eu crio a vida que quero e a vida que quero com os outros
8:33 e crio o mundo que desejo.
8:36 Então estamos a criar esta rede de jovens por todo o Timor-Leste
8:40 empoderados com vontade de construir uma nação forte, com energia
8:47 e que quer nem fazer acontecer muita coisa.
8:49 Gostamos muito desta situação do Harry Ford, que é penses que consegues
8:53 ou penses que não consegues, estás certo.
8:56 Nós preferimos acreditar que conseguimos.
8:59 Espero que vocês também decidem acreditar que conseguem.
9:02 Então esta primeira lição é este Nuno, empoderte.
9:07 Importa-te com alguma coisa, sonha, acredita, toma responsabilidade
9:11 e faz alguma coisa acontecer no mundo.
9:14 Mas quando queremos fazer acontecer, há várias dificuldades.
9:16 Uma primeira é o dinheiro.
9:18 E está aqui este, oh, não tem dinheiro.
9:21 Ah, quando eu tiver dinheiro, quando eu tiver poupanças, quando eu puder não trabalhar,
9:24 quando alguém me der uma bolsa de trauma ou coisa.
9:27 Eu perdi nas escolas negócios que uma boa empresa está sempre a crescer.
9:31 Mas aqui está o orçamento do Anual da Sport Impact,
9:34 em cada livro, como podem ver.
9:37 Estamos preocupados? Não.
9:39 Na verdade faz parte desta nossa filosofia de zero dólares.
9:43 Com ou sem dinheiro, se queremos gerar impacto, fazemos acontecer.
9:47 E isso significa, por exemplo, em termos materiais desportivos,
9:51 criar materiais a partir do lixo, recursos naturais, paus de bambu,
9:55 garrafas de água de plástico, caixas de cartão,
9:58 e assim se cria equipamento desportivo de todos os tipos.
10:02 O outro desafio são os recursos humanos.
10:05 E aqui vocês já conheceram...
10:13 A G e a Z.
10:18 Elas, no ano passado,
10:21 tinham um salário na Sport Inba para fazer a sua função
10:23 e eram as grandes alimentadoras do projeto.
10:26 E elas vieram comunicar uma certa altura,
10:28 decidimos passar a ser voluntárias.
10:31 Ah, como assim?
10:33 Onde é que você ouviu alguém falar, ter um salário e decidir,
10:36 não, eu não quero ter salário, vou passar a ser voluntária.
10:39 E continuar a fazer o mesmo trabalho que fiz sempre.
10:42 Vontária é alguém que faz coisas com muita vontade,
10:44 na verdade não importa se tem salário ou se não tem salário,
10:46 o que importa é a vontade com que faz as coisas,
10:48 como a própria palavra indica, voluntária.
10:51 Em timor isso significa desbravar caminhos, subir montanhas,
10:55 cargar coisas às costas para levar o projeto para todas as partes do país.
11:13 Isto tudo foi feito com muita alegria, muita energia,
11:16 com vontade de dar aos outros aquilo que eles receberam através do projeto.
11:19 O outro, a dificuldade que temos às vezes,
11:22 é decidir o que nós temos vontade.
11:24 Alguém falou aqui de qual é a minha paixão,
11:26 o que é que eu quero fazer com a vida,
11:28 eu estava aqui no empreendedorismo e era um pouco essa parte da discussão,
11:31 e eu proponho que vocês façam este teste,
11:33 o teste do milhão de euros aos dos mil milhões,
11:35 uma quantia infinita que vocês possam ter na conta bancária,
11:38 e perguntem-se, o que é que eu faria se eu tivesse
11:41 as minhas necessidades materiais financeiras cobertas?
11:44 Não teria preocupações financeiras?
11:46 Aquilo que vocês responderem a essa pergunta,
11:48 é provavelmente aquilo que vocês devem estar a fazer agora,
11:51 na filosofia dos zero dólares,
11:53 não esperar por terem o milhão de euros aos mil milhões de euros,
11:56 mas fazer já aquilo que vocês querem fazer.
11:59 Outro desafio de implementação é a complexidade.
12:02 Quando tivem timor em 2003,
12:04 em três meses escrevi um manual de gestão de esportiva,
12:06 uma bíblia para clubes e federações esportivas,
12:08 de 150 páginas,
12:09 com tudo o que uma profederação tem que saber para ser gerida.
12:12 Muito orgulhoso este trabalho.
12:14 Fui fazer o workshops com os timorenses,
12:17 líderes de federações esportivas,
12:19 e percebi que o meu trabalho tinha sido inútil.
12:21 Estava tudo muito complicado, não era nada prático,
12:23 e ninguém conseguia fazer nada com aquilo.
12:25 Nos últimos três, quatro anos, em particular com a Virginia,
12:28 têm andado a desmontar tudo isso e a simplificar.
12:30 E a criar Matadalans, que são guias,
12:32 de uma palavra em teto, o que nós gostamos muito,
12:34 para todos os temas de gestão,
12:36 como fazê-los em três ou quatro passos,
12:38 como fazê-los simples e implementá-los já.
12:41 Vamos fazer um teste.
12:43 Vocês podem, depois, consultar isto,
12:45 se quiser, no manual Support for Luck.
12:47 Está online, em várias línguas disponíveis,
12:49 para quem quiser ver.
12:50 Vamos fazer aqui um teste,
12:52 a ver se vocês estão prontos a fazer.
12:54 Toda a gente tem uma caneta,
12:56 ou talvez um telemóvel,
12:57 qualquer coisa que possam pôr aí na mesa,
12:59 à vossa frente.
13:00 Vou pôr aqui os meus óculos.
13:03 Podem pôr no colo,
13:05 ou na mesa, se tiver uma mesa,
13:07 mas não podem tocar com as mãos, ok?
13:09 E agora vamos fazer o seguinte,
13:10 vamos tentar apanhar essa coisa,
13:11 esse objeto, esse telemóvel,
13:13 caneta, óculos.
13:14 Vamos tentar.
13:15 Vá lá, tentem apanhar isso.
13:17 Só tentar, não vale apanhar.
13:20 Estão a tentar?
13:22 Frustrante?
13:23 Agora apanha.
13:25 Mais fácil, não é?
13:27 Nós, na Support for Luck, abolimos o verbo tentar.
13:29 Não vale tentar nada.
13:31 Ou fazemos, ou não fazemos.
13:33 Vocês talvez conheçam
13:34 esta citação do grande guru, Mastrioda.
13:36 Faz, ou faz não,
13:38 tentar não existe.
13:39 Mastrioda é famosa em todo o Timor-Leste,
13:41 graças a esta citação,
13:42 que nós levamos para todas as partes.
13:44 Então a segunda lição é esta, simplifica.
13:46 Torna fácil, prático,
13:48 executível,
13:49 faz já aquilo que queres fazer.
13:51 Não esperes por amanhã.
13:52 Se é difícil fazer,
13:54 então tens que simplificar.
13:55 Se não tens dinheiro,
13:56 então faz sem dinheiro.
13:57 Não tens recursos humanos,
13:59 mas faz o que tens, que és tu.
14:03 A terceira lição
14:04 que eu queria partilhar
14:05 tem a ver com este fórum, aqui,
14:07 este evento,
14:08 que é esta pergunta
14:10 de 3 milhões de nós.
14:12 Primeiro, me convidaram,
14:13 pensei mais que 3 milhões.
14:14 Quem é que são esses 3 milhões
14:15 e quem é que somos nós?
14:17 E eu acho que essa, talvez,
14:18 seja a pergunta mais fundamental
14:19 que nós nos podemos fazer,
14:20 é quem somos nós,
14:22 quem considero eu nós.
14:27 E nós podemos chamar nós
14:28 de várias formas.
14:29 Em timor, há duas palavras para nós.
14:31 O AMI, que é o Nós Exclusivo,
14:32 nós aqui, os organizadores,
14:34 organizamos este evento
14:35 para vocês aí, plateia.
14:37 E o ITA, que é o Nós Inclusivo.
14:39 Nós todos estamos aqui
14:40 a trabalhar juntos
14:41 para nos inspirarmos
14:43 e para construirmos um mundo melhor.
14:44 Eu convido-nos a sermos mais inclusivos.
14:46 E é passado do nós mais estático,
14:48 que sou só eu,
14:49 para um nós que inclui mais pessoas,
14:51 a minha família estendida, talvez,
14:53 o meu bairro,
14:54 a minha cidade onde eu moro,
14:56 o país onde eu moro,
14:58 o planeta,
15:00 o sistema solar, o universo
15:02 e poder chegar
15:04 também aos animais, talvez,
15:06 tivemos aqui pessoas a falar dos animais,
15:08 da terra, do ar, do mar,
15:10 os vegetais.
15:12 E não só os que existem hoje,
15:14 como os que existiram ontem,
15:16 e vão existir no futuro.
15:17 Não sei se alguém já ouviu falar
15:18 da tecnologia 7G.
15:20 A tecnologia 7G foi inventada
15:22 pelos índios hierokesos da América do Norte,
15:24 que quando tomam uma decisão importante
15:26 para o seu povo, eles pensam
15:27 como é que essa decisão vai afetar
15:29 os filhos, dos filhos, dos filhos,
15:31 dos filhos, dos filhos dos meus filhos.
15:33 Ou seja, sétima geração a partir de mim.
15:35 E só quando eu considerei
15:37 essa gente toda que para e bem,
15:38 que não existe hoje,
15:39 é que eu tomo uma decisão consciente
15:41 das implicações dessa decisão.
15:43 Na Sport Impact,
15:45 isso significa levar o projeto
15:47 esporto para a vida, para o país inteiro.
15:49 Significa criar uma rede
15:51 de supervergínias
15:53 que formam super silvinas e super
15:55 tinos e super paus e outros superes
15:57 por aí fora.
15:58 Para quem gosta de matemática,
15:59 é uma rede em cadeia.
16:01 E para fazermos isso,
16:02 há um exercício que nós gostamos de fazer
16:04 que eu vos convido a fazer aqui e agora,
16:06 que é dar hi-fives às pessoas.
16:08 É uma ótima forma de muito tempo de cá energia.
16:10 Então, proponho que vocês olhem para o lado,
16:12 se quiserem levantem-se,
16:13 e venhem hi-fives ou hi-tens.
16:15 Aí eu peço lá a vossa volta.
16:23 Acabem.
16:25 Obrigado.
16:27 Então, a terceira e última lição
16:29 é esta, multiplica.
16:31 Inclui mais pessoas no teu nós,
16:33 no meu nós.
16:35 Energiza-os, inspira-os.
16:37 Transmita essa energia,
16:39 infecta-os com vírus positivos.
16:41 E para quem está com dificuldade
16:43 em roubar esta apresentação,
16:45 estão aqui, em resumo,
16:47 as três lições.
16:49 Empodera-te.
16:51 Simplifica para fazer acontecer já.
16:53 Não espero por amanhã.
16:55 E multiplica esse efeito por mais gente.
16:57 Então, fica aqui o convite.
16:59 Bora lá criar a vida e o mundo que desejamos.
17:01 Obrigado.

Valores essenciais na sociedade - Nuno Delicado

Descrição

A palestra de Nuno Delicado é um apelo inspirador à juventude, convidando todos a refletir sobre o poder que têm de transformar o mundo. Com base na sua experiência em Timor-Leste, Nuno explora a importância dos valores essenciais como empoderamento, simplificação e inclusão. Uma viagem emocionante que demonstra que, com determinação e criatividade, é possível construir um futuro melhor.

Resumo

Nuno Delicado começa a sua palestra reflectindo sobre a disparidade de oportunidades entre a sua vida e a de muitos timorenses que sofreram sob a ocupação indonésia. Com uma forte ligação emocional ao país, ele partilha a sua experiência ao trabalhar com jovens em Timor-Leste através da Sport Impact. Através dessas interacções, Nuno descobre lições valiosas sobre o significado de "roubar" conhecimento, mas com a intenção de partilhar e ajudar os outros.

Uma das histórias mais tocantes é a de Silvina, que se tornou facilitadora-mestre do projecto, começando com um passado repleto de responsabilidades familiares. Através da Sport Impact, Silvina encontrou a possibilidade de sonhar e inspirar outros jovens, mostrando como o empoderamento pode mudar vidas. Nuno argumenta que devemos acreditar na nossa capacidade de criar mudanças e responsabilizar-nos pelo nosso futuro, sem colocar a culpa nas circunstâncias externas.

Nuno apresenta também a filosofia de "zero dólares", sublinhando que é possível gerar impacto mesmo com recursos limitados, exemplificando com a criação de equipamentos desportivos a partir do lixo. A importância de simplificar processos e agir sem esperar as condições ideais é outro ponto fulcral do seu discurso. Ele convida os jovens a eliminarem a palavra "tentar" de suas vidas, enfatizando que a acção é a chave para a realização.

Por último, Nuno estimula a uma reflexão sobre a inclusão, incentivando todos a expandirem a noção de "nós" para incluir diferentes comunidades e gerações. Fomentar uma mentalidade inclusiva, que tem em conta não só o presente, mas as futuras gerações, é essencial para construir um mundo melhor. Ele conclui com a ideia de que juntos se podem criar redes transformadoras que multiplicam o impacto positivo, desafiando a audiência a agir e a transformar as suas vidas e as vidas dos outros.

Comentários

Os comentários são moderados, tendo o 3MN o direito de não publicar se não for oportuno ou se o conteúdo não estiver adequado.